<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762</id><updated>2012-02-16T11:00:26.271-08:00</updated><title type='text'>VALMIR BATISTA CORRÊA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>137</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5088371985110727888</id><published>2010-06-28T22:46:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T22:47:56.388-07:00</updated><title type='text'>A hora e vez do relógio de Corumbá (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Neste mês de agosto completam-se os dez anos da inauguração da réplica do relógio público de Campo Grande, agora situado em novo local, no cruzamento das avenidas Afonso Pena com a Calógeras. O monumento original, antes estava instalado no cruzamento da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena, foi infelizmente derrubado em 1972 pela mentalidade de dar prioridade ao tráfego urbano de veículos, mesmo que para isso fosse preciso destruir um monumento histórico da cidade.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Era o relógio da 14 um referencial aos campograndenses como ponto de encontros sociais, culturais  e políticos.  Neste local, em 10.6.1967, foi encerrada uma grande passeata com comício, comandada por estudantes e trabalhadores em defesa da criação de uma universidade federal em Mato Grosso, com sede em Campo Grande. Também era o local da realização do “footing” nos fins de semana. Para quem não é da época, o “footing” era uma sensacional invenção dos jovens para “paquerar”, aliás uma prática disseminada em todos os cantos do país. Os rapazes ficavam na calçada, encostados na parede, enquanto as moças passeavam num vai-e-vem contínuo na mesma calçada, trocando olhares fortuitos e sorrisos, que muitas vezes acabavam em namoros e casamentos. Bons tempos aqueles!&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No entanto, apesar de toda a sua importância histórica e sentimental, não se conhece por parte da população qualquer manifestação espontânea em defesa da preservação do pobre monumento.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Somente em 1996, por iniciativa do médico Renato Rezende e com o envolvimento do Rotary Clube, começou uma mobilização popular para a construção de uma réplica do referido relógio. Foram quatro anos de lutas, convencimentos, estudos e pesquisas sobre a planta arquitetônica original (que existe no Arquivo Público Municipal) e o material de construção, exigindo inclusive uma lei municipal para as adequações necessárias. Hoje, o relógio reconstruído já se incorporou novamente ao cotidiano dos campograndenses.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que chama a atenção é a relação deste, como de outros dois relógios, com a saudosa Estrada de Ferro Noroeste do Brasil também, e infelizmente, destruída. Isso mesmo. Em Três Lagoas, início da estrada ferroviária no Estado,  foi erguido um relógio da mesma dimensão que, para o orgulho de seus habitantes, é até hoje preservado. O terceiro relógio público, na ponta terminal da estrada de ferro em Corumbá, foi construído no cruzamento das ruas 13 de Junho com a Frei Mariano. O mesmo argumento de que o relógio atrapalhava o trânsito local justificou a sua demolição. E, lamentavelmente, esse crime contra o patrimônio histórico foi assistido igualmente com passividade pela população corumbaense. O que é pior, é que desapareceram máquinas, mostradores e ponteiros. Como sempre acontece, ninguém soube, ninguém viu.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ainda teimo em esperar, como aconteceu em Campo Grande, o retorno, mesmo sob a forma de réplica, daquele belo relógio em algum ponto central da cidade branca, quem sabe, no canteiro central da rua XV de Novembro, paralelamente ao jardim público.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Fica aqui a minha sugestão para uma campanha digna de ser empreendida pela população de Corumbá e pelos sul-mato-grossesnses, já que se trata de recuperar a história regional e seus símbolos. Nenhuma cidade realmente moderna e civilizada despreza seus símbolos, suas tradições e seus monumentos históricos. Pelo contrário, elas conciliam o “antigo” com o “moderno” de forma criativa e isso é sinônimo de progresso e cultura. Só por aqui é que acontece o contrário.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Depois, vem gente dizendo que não temos identidade cultural. Pudera!&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 27 de junho de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5088371985110727888?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5088371985110727888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5088371985110727888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5088371985110727888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5088371985110727888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/06/hora-e-vez-do-relogio-de-corumba.html' title='A hora e vez do relógio de Corumbá (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-153132098881895989</id><published>2010-06-22T06:16:00.000-07:00</published><updated>2010-06-22T06:17:52.856-07:00</updated><title type='text'>Vendendo gato por lebre (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Numa época bem distante, quando era presente um Brasil ingênuo, usava-se para explicar uma vigarice, a expressão “comprou gato por lebre”. Explico melhor. O sujeito era enganado por um malandro que vendia um produto maquiado, de preço baixo, como se fosse um autêntico produto de mais valor. E o otário, metido a sabido, amargava o prejuízo, além de ter feito o papel de bobo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Cresci ouvindo dos adultos estórias engraçadas desses espertalhões. Isso porém não significava que a sociedade brasileira deixava de ter em seu cotidiano relações de extrema violência. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pelo contrário, a história da humanidade, como da própria brasileira, sempre esteve permeada de violência e de derramamento de sangue. É assim que a história caminha. Portanto, dizer que o povo brasileiro é pacífico e sua história não é violenta é, apenas, uma grande balela.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Fico neste artigo somente no entendimento da malandragem. Nesta viagem no tempo já distante, o malandro, por exemplo, dos morros cariocas, vestiam sempre uma camiseta listada, calças e sapatos brancos e chapéu de palha na cabeça, e andando, com um gingado no pé. Assim foram registrados esses personagens, para a posteridade, em caricaturas e também nas belas chanchadas dos filmes da Atlântida. Era uma época que não volta mais, do malandro almofadinha “Amigo da Onça”, que desde 1943 povoava as páginas da revista O Cruzeiro, com os traços finos do cartunista Péricles. Lembro também do famoso ladrão Gino Meneghetti, imigrante que aportou ao Brasil em 1913, aos 35 anos, já com um rastro de bandidagem. Meneghetti ficou lendário na crônica policial por não usar de violência em seus roubos de jóias, caminhando pelos telhados e fugindo de cercos policiais. Na contramão desta história de malandragem, lembro do “Bandido da Luz Vermelha”, que ficou famoso no mundo do crime em São Paulo. Atacava mansões ricas de madrugada, utilizando uma lanterna de foco vermelho e era violento, violentando suas vítimas. Esse bandido teve a sua vida filmada pelo cineasta Rogério Sganzerla, tendo no papel título o ator Paulo Vilaça, já falecido.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Deixo de comentar, por motivos óbvios, a rapinagem dos últimos tempos de bandidos de colarinhos brancos travestidos de políticos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como esse mundo está de cabeça pro ar, ficou curioso com a malandragem que apareceu recentemente em Mato Grosso do Sul. Por incrível que parece, a velha máxima “vendendo gato por lebre”, adquiriu nova roupagem aqui no estado, sendo noticiadas na imprensa como “vendendo galinha de granja por caipira”. Isso mesmo, têm malandros colorindo penosas brancas com urucum para serem vendidas, evidentemente mais caras, como galinhas caipiras. A polícia rodoviária já prendeu dois carregamentos desta picaretagem. Fico admirado com a criatividade dessa gente que pensa que o povo é otário. Mas que tem muita gente comendo galinha branca, colorida de vermelho, isso tem.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para quem não sabe, urucum é uma pequena árvore nativa que produz um fruto cheio de espinhos por fora e carregados por dentro de bolinhas vermelhas. Essas bolinhas, que dão um tom avermelhado à culinária regional, podem ser utilizadas moídas ou dentro de azeite. É, também, um excelente remédio para combater o colesterol, após as suas sementinhas ficarem descansando em água.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ainda, sobre esse produto natural, foi o mestre João, cozinheiro corumbaense de primeira, já falecido, que inventou uma delícia usando esse condimento, o “Pintado a Urucum”, hoje famoso em todo o País.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas continuo achando uns gozadores e caras-de-pau esses vigaristas que estão pintando as coitadas das penosas e iludindo os incautos. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p&gt; &lt;span id="Lb_conteudo"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 20 de junho de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-153132098881895989?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/153132098881895989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=153132098881895989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/153132098881895989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/153132098881895989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/06/vendendo-gato-por-lebre.html' title='Vendendo gato por lebre (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-2754765772655971068</id><published>2010-06-13T21:16:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T21:17:24.259-07:00</updated><title type='text'>Um jogo diferente e cruel (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A nossa história sempre teve ligação com as atividades militares de ocupação e de defesa. Épocas de ocupação colonial com pontos fortificados no entorno do rio Paraguai e no pantanal e depois com o desenrolar do período da guerra com o Paraguai, no século XIX, são exemplos palpáveis de que a fronteira foi consolidada pela presença militar ostensiva nessa região.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Nas primeiras décadas do século XX foram erguidos quartéis, por iniciativa do governo federal em cidades como Campo Grande, Bela Vista e Ponta Porã. Mais tarde, na Segunda Guerra Mundial, esses pontos militares foram celeiros de soldados para a formação da Força Expedicionária Brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Naquela ocasião, a atuação desses pracinhas ocupou espaços significativos na imprensa mato-grossense. O Jornal do Comércio, editado em Campo Grande em 27 de novembro de 1944, chegou a publicar um abaixo-assinado de pracinhas que da Itália contavam o seu terrível cotidiano na guerra. Um desses abaixo-assinados tinha as assinaturas de Jayme Goulart, Aziz Salamene, Jefferson Patriota, Leolino Alves Ferreira, Paulo Katayama, Waldemar M. dos Santos, Antônio Gonçalves do Carmo, Américo Zeola, José Ota, Firmino da Silva, Otávio de A. Araújo, Antônio Miyahira, Aramis Guimarães e Eduardo S. Nery. Era uma forma indireta de informar aos familiares e amigos que eles, apesar de toda a tragédia da guerra, ainda estavam atuantes e vivos.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas existiu uma carta, muito curiosa e interessante, publicada no jornal O Progressista, também de Campo Grande, em 03 de maio de 1945, de um jogador  de um time de futebol chamado S. S. Campograndense, que se alistou na FEB para lutar nos campos da Itália. Tratava-se de Francisco Bartolomeu da Silva, conhecido no meio futebolístico como “Chico Preto”. Em sua carta, esse pracinha fez uma interessante e curiosa analogia entre o campo de futebol e o campo da guerra, demonstrando inteligência e sensibilidade para encarar a realidade crua e nua do front. Vale a pena reiterar o seu registro para a posteridade:&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;               &lt;em&gt;“Itália, 22 de Março de 1945&lt;br /&gt;               Digníssimo sr. Diretor de “O Progressista”.&lt;br /&gt;               Faço votos que ao receber esta, o sr. e seu dedicados auxiliares, vivam na Santa Paz de Deus. Por meio desta quero fazer-lhe ciente que também a nossa querida Campo Grande deu homens para extirpar da face da terra a praga daninha que pretendia macular o solo pátrio. Eu, Francisco Bartolomeu da Silva, ex-defensor da S.S. Campograndense, continuo jogando o meu futebol. Mas um futebol bem diferente, onde o campo é coberto de neve, a bola são as granadas do meu possante canhão, e os adversários não são tão dextros como eles próprios propalavam. Enfim, sr. diretor, estou num jogo em que tenho a absoluta certeza de vencer. Fui um dos muitos brasileiros a serem escolhidos para representar o nosso pavilhão Auriverde nos campos da Europa; fui um dos que foram confiada a missão de ajudar a exterminar estas pragas daninhas que queriam comer o ultimo fio de grama que tem o nosso vasto Brasil.&lt;br /&gt;                 Campo Grande é um lugar pequenininho, mas seus filhos são grandes, fortes  e valentes.&lt;br /&gt;                Bato-me com orgulho, porque tenho a convicção de que seremos os vencedores. O” placard” está acusando a nosso favor, e, breve, o juiz dará o trilo final; então sairemos do “Estadium Europeu” e voltaremos ao nosso tão saudoso Brasil; e à minha inesquecível Campo Grande.&lt;br /&gt;                Peço recomendar-me às digníssimas diretorias da S.S. Campograndense, Operário e demais grêmios com seus respectivos defensores. N.B. Sou conhecido como Chico Preto.&lt;br /&gt; Aceite deste expedicionário afetuosas saudações, Francisco Bartolomeu da Silva. 3o sargento – 268 – FEB”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sensibilizado, o pracinha  termina a sua notícia com as seguintes palavras: &lt;em&gt;“Como vêm, o conhecido amador campograndense, não se esqueceu dos seus antigos companheiros de esporte e do seu antigo grêmio. Que os desportistas citadinos compreendam o gesto de “Chico Preto”, correspondendo também esportivamente e fazendo chegar até ao front algumas linhas, que façam ver ao bravo expedicionário, que ele não está esquecido. Vamos, senhores esportistas: duas linhas que sejam para “Chico Preto”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A história registra, porém, com amargura como esses pracinhas foram tratados posteriormente. A guerra parece muito distante e raros são os soldados brasileiros que lutaram e ainda vivem hoje, estando com idades muito avançadas. Poucos reconhecem o valor e o sacrifício da  nossa FEB e, a bem da verdade, nunca foram devidamente valorizados. Mas isso é outra história para um outro artigo desta coluna.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;br /&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 13 de junho de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-2754765772655971068?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/2754765772655971068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=2754765772655971068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2754765772655971068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2754765772655971068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/06/um-jogo-diferente-e-cruel.html' title='Um jogo diferente e cruel (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-4350269897224255034</id><published>2010-06-06T09:39:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T09:40:53.343-07:00</updated><title type='text'>Memória - janela da história (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Este é o título do livro de memórias de Wilson Barbosa Martins, recentemente lançado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul. O ato de seu lançamento transformou-se num dos mais significativos produtos editoriais dos últimos tempos, tanto pela afluência de público, acentuada pela presença de personalidades que participaram nas últimas décadas da política estadual, como pelo surpreendente sucesso de vendas.&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt; &lt;p align="justify"&gt;É um livro que vale a pena ler e guardar como exemplo da história de um homem que soube dignificar a política sul-mato-grossense (aliás, coisa rara hoje em dia) e nunca se omitiu nos momentos mais difíceis da história do país. Pagou um alto preço pela sua altivez e coragem em defender os princípios democráticos, como foi o caso do discurso na Câmara Federal, em defesa do deputado Marcio Moreira Alves e contra a ditadura militar. Foi um dos deputados cassados naquela fase negra da história brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;As memórias do dr. Wilson, como os amigos o chamam, não foram escritas para ser apenas um livro de recordações do passado. É muito mais uma prestação de contas consigo mesmo e, ao mesmo tempo, uma homenagem à “sua gente” e à “sua terra”. Além da relevante e sensível narrativa de fatos comuns relativos à sua família e sua vida pessoal, o memorialista foi testemunha viva de acontecimentos históricos que mudaram os rumos do país e do estado de Mato Grosso do Sul. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É um homem que no século XXI foca seu olhar e suas recordações na sua trajetória de vida n século XX. Nascido, criado e formado na primeira metade deste período, acumulou uma sólida cultura jurídica humanista e combateu o bom combate conduzido pelos ideais da democracia moderna. Assim, a leitura das memórias do dr. Wilson  permite ao leitor perceber claramente o seu engajamento consciente no seu tempo, especialmente por sua perspicácia e sólida formação liberal. Suas atitudes e  convicções são enriquecidas pelo amor aos livros, à leitura e ao gosto de contar fatos de sua terra e de sua gente, hábitos que conserva e cultiva graças à disposição invejável que ostenta até hoje. Além disso, teve o cuidado de preservar e dar enorme valor aos documentos e relíquias de família, bem como dos registros que acumulou exercendo funções públicas de alta relevância.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Narra, comenta e procura explicar sua própria vida e sua atuação política de forma naturalmente seletiva, mas também responsável como observador sincero e fiel às suas convicções. Este é um ato de coragem e desprendimento, sobretudo porque passou elegantemente por cima de decepções, derrotas políticas e mágoas, movido pela esperança convicta de que o bem comum e um tempo melhor estão em construção e serão alcançados pelas gerações futuras.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em suas memórias, faz um passeio pela história entrelaçando momentos importantes de sua vida com acontecimentos que marcaram as últimas décadas da história brasileira. Aproveita a oportunidade para dedicar-se de forma exaustiva e densa à prestação de contas dos seus dois mandatos de governador do estado. Distante no tempo, traz então ao presente o fato de seu governo ter sido um divisor de águas nas formas de administrar e conduzir esta banda oeste brasileira. A admiração e confiança conquistadas foram também os pilares de sua eleição para senador constituinte no período entre os dois governos à frente de Mato Grosso do Sul.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Wilson Martins encerra a sua escrita com uma explícita declaração de amor a sua “terra dadivosa”, no alto de seus 92 anos de vida e de lutas. E parece ser esse amor plenamente correspondido, pois sendo um cidadão amado e reverenciado por uma grande parcela da população sul-mato-grossense. Basta acompanhá-lo pelas suas andanças nas ruas da cidade ou em eventos pelo interior do estado, para ver como é recebido com sinceras manifestações de carinho e respeito. Com toda a certeza, poucos políticos e governantes desfrutam desse privilégio hoje em dia.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 06 de junho de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-4350269897224255034?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/4350269897224255034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=4350269897224255034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4350269897224255034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4350269897224255034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/06/memoria-janela-da-historia.html' title='Memória - janela da história (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-1480283776653447932</id><published>2010-06-06T09:38:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T09:39:35.720-07:00</updated><title type='text'>O Brasil vai a guerra, nas pontas das chuteiras (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_titulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Primeiro foi uma verdadeira guerra para a escolha das cidades brasileiras que iriam sediar os jogos das seleções da copa de futebol de 2014. E não posso esquecer o vexame e as trapalhadas por que passou a cidade de Campo Grande e as gozações dos cuiabanos, aliás, historicamente “experts” nessas situações. Porém, para muitas capitais, a festejada escolha transformou-se em um tremendo mico e sem porta de saída. As pretensas verbas externas não chegaram até agora e as obras, as tais reformas dos estádios, estão atrasadíssimas. Fala-se inclusive que muitas cidades serão canceladas e já li, em alguns jornais escritos por aqueles que “perdem o pêlo mas não a pose”, que Campo Grande ainda pode ser escolhida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt; &lt;p align="justify"&gt;Que Deus tenha piedade dos sul-mato-grossenses!&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mais recentemente, aconteceu a escolha da seleção do desmancha-prazeres Dunga. Houve uma expectativa em todo o país estimulada pela imprensa. Como diz a tradição, em cada brasileiro existe enrustido um técnico de futebol com seu time preferido. E o velho Dunga de guerra teve que enfrentar uma tremenda pressão para a convocação de jovens jogadores, que ultimamente estão fazendo sucesso. Somente quem não acompanha este técnico retranqueiro acreditaria na mudança de sua postura e convocaria elementos novos e jovens, diferentes dos que ele vinha testando nesses últimos anos. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Uma empresa de outdoors de Campo Grande fez uma campanha insólita para a convocação de outros jogadores. Com certeza, usando de humor e de oportunismo, a empresa pisou literalmente na bola e demonstrou um pouco de ingenuidade, desconhecendo que há mais mistérios numa escalação de futebol do que sonha a nossa vã filosofia... E vivam os cartolas! &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Eu, que sou apenas um curioso em futebol, não me surpreendi com a escalação dunganiana. Penso, apesar do respeito que tenho pelos “entendidos” no assunto, que esses jovens jogadores serão os futuros membros da seleção brasileira, porque são realmente artistas da bola, com um futebol alegre e brincalhão. Mas só isso não basta no presente momento. Em muitos casos são imaturos e até irresponsáveis. Goleadores, fizeram demonstrações exageradas de comemorações e de um pouco de arrogância.  Isso, com certeza, pesou na escolha que o Dunga fez.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Também não espero muita coisa da seleção, que deverá mostrar um futebol feio, retrancado, tudo o que o brasileiro não gosta, mas que todos esperam eficiência e bons resultados. Vou torcer, como se espera de cada um de nós, mas sem muita convicção. Se o Brasil sair-se vitorioso, com certeza, será a vitória do teimoso técnico. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Caso contrário, será execrado pela imprensa e pela opinião pública. Mas, pensando bem, com o salário nas alturas que recebeu da CBF nesses anos, poderá assim mesmo viver confortavelmente em qualquer lugar do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Espero que um dia retorne o espírito da seleção brasileira de 1970. Os brilhantes “canarinhos” com aquele futebol belíssimo e encantador, que marcou em todo o mundo o jeito brasileiro de jogar e que o Dunga insiste em esconder em baixo do tapete. É uma pena, que não pode ser mais visto pelas novas gerações aquele espetáculo encantador. Com respeito à história, devo lembrar que a copa do mundo de 1970 também coincidiu com um dos momentos mais negros da ditadura militar. E, naquele momento de horror, em que o governo usava o sucesso da seleção canarinho em propaganda política, para muitos, torcer para o nosso time era também apoiar a ditadura. Assim, a cada resultado positivo, muitos choravam de alegria escondidos nos quartos para não parecer que estavam apoiando a ditadura militar. Isso já faz parte da história brasileira. Agora é só esperar para ver o que vai acontecer.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por causa ainda do Dunga, a esperta empresa italiana Panini também está pagando um mico colocando em seu álbum de figurinhas três jogadores brasileiros que não foram convocados. Mas isso não faz diferença: as figurinhas são uma mina de ouro para essa editora e uma grande diversão para crianças e marmanjos de todo o Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em tempo - os brasileiros estão mesmo se divertindo antecipadamente com uma nova mania: a de colar as figurinhas dos argentinos de cabeça para baixo. Quem sabe isso dá azar para a seleção deles e sorte para a nossa.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 30 de maio de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-1480283776653447932?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/1480283776653447932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=1480283776653447932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1480283776653447932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1480283776653447932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/06/o-brasil-vai-guerra-nas-pontas-das.html' title='O Brasil vai a guerra, nas pontas das chuteiras (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-1271765605449529975</id><published>2010-06-06T09:36:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T09:37:33.504-07:00</updated><title type='text'>Um campo minado (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_titulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;A opinião pública ficou estarrecida com a tragédia de Niterói quando uma favela instalada no morro do Bumba veio abaixo, após fortes chuvas. Era uma favela populosa que avançava pelo morro, agarrada como caranguejo em suas encostas. Até aí nada de novidade, provocada pelo crescimento urbano de uma população à margem de benefícios como a casa própria e melhor qualidade de vida. O que causou perplexidade foi o fato do morro não ser um morro qualquer. Era na verdade um grande lixão formado pelo serviço público da própria municipalidade. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pode uma barbaridade dessa? Como o poder público omisso e impune permitiu a construção de casas em cima desse campo minado? Não precisa ser engenheiro ou geólogo para saber que nesses lixões escorre o “chorume”, líquido que nasce da composição da matéria orgânica, altamente tóxico e, além disso, há também a formação e o vazamento de gás metano, altamente tóxico e inflamável..&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É óbvio que um lugar assim não serve e não pode suportar a moradia de ninguém em cima. Fechando os olhos para tal gravidade, as autoridades locais, de forma demagógica, construíram na localidade asfalto, creche e outros benefícios. Porém, quem pagará as centenas de vidas ceifadas por esta irresponsabilidade? Como sempre acontece, o tempo passará e ninguém será responsabilizado por mais uma tragédia. Com cinismo, a responsabilidade ainda recairá  sobre essas famílias que, pela pobreza e desconhecimento, insistem em morar de forma arriscada nesses morros ou em qualquer outro lugar de risco eminente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Essa história de morar em térreos que foram lixões e nos chamados aterros sanitários não é uma atitude irresponsável que apenas ocorre na bela cidade do Rio de Janeiro. Como a existência de lixões é um problema grave nas pequenas e grandes cidades, aliás no mundo inteiro, a construção de casas e edifícios ocorre em todo o país. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Depois da repercussão desta lamentável tragédia, foi divulgada mais  uma irresponsabilidade, agora na cidade de São Paulo. Construiu-se uma escola municipal infantil sobre um lixão desativado na Vila Nova Cachoeirinha. Durante décadas e sem uma legislação adequada, era usual que os resíduos tóxicos tanto de origem industrial como doméstica fossem depositados a céu aberto, sem a devida impermeabilização do solo. Depois, aterrados, tornaram-se terrenos disponíveis para a especulação, como áreas baratas para  favelização e também para a utilização pelo poder público na construção de parques e escolas. No estado de São Paulo existem 2.514  áreas contaminadas e, o que é pior, com gente em cima, sendo que 781 somente na capital paulista (em sua maioria postos de combustíveis). Isso é apenas uma ponta do icerberg que se alastra por todo o país.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em Campo Grande (MS) não é diferente. Os postos de gasolina, por legislação, estão passando por um verdadeiro processo de reestruturação. Menos mal e a natureza agradece. Mas vou além.  Existe um local da cidade, densamente povoado, que foi décadas atrás um grande lixão, inclusive de resíduos hospitalares, e que depois, como sempre, foi aterrado e transformado em terreno disponível à especulação imobiliária. Mais recentemente, em cima deste campo minado e uma verdadeira bomba-relógio de efeito retardado, foram construídos vários conjuntos habitacionais de classe média. Sempre quando passo ao lado desse condomínio, fico a pensar na origem desse terreno, mesmo antes da tragédia do Morro do Bumba.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Espero que nada aconteça a esses moradores que, com certeza, não sabem o que existe abaixo do solo onde estão assentados. Penso que é preciso uma prática do poder público de vistoriar, periodicamente, a situação de cada terreno suspeito. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Que o caso de Niterói sirva de alerta e de cuidado para que uma tragédia deste porte não ocorra entre nós.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="right"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 23 de maio de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-1271765605449529975?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/1271765605449529975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=1271765605449529975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1271765605449529975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1271765605449529975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/06/um-campo-minado.html' title='Um campo minado (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-858698416260957808</id><published>2010-06-06T09:33:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T09:38:02.209-07:00</updated><title type='text'>Uma legislação predatória: o Pantanal não está mais prá peixe (*)</title><content type='html'>&lt;span id="Lb_titulo"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; O pantanal sul-mato-grossense e mato-grossense compreende um ecossistema singular, considerado patrimônio da humanidade e tudo que nele acontece tem repercussão mundial. Isso ninguém discute. Mesmo assim, parece que a região pantaneira é mais conhecida e defendida fora do que em nosso próprio país. Basta rever a sua história e visualizar séculos de agressão e destruição e apesar disso, teimosamente, o pantanal continua a se recompor a cada ano. E a despeito de sua enorme importância para nós, em Mato Grosso do Sul, defender e preservar o pantanal não rende votos em épocas eleitorais.&lt;/span&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;p align="justify"&gt;Recentemente, a Assembléia Legislativa viveu um impasse ao escolher entre uma medida eleitoreira e a preservação da fauna aquática pantaneira, dividindo publicamente as posições dos deputados. Foi a aprovação por nove a quatro votos de um projeto de lei de iniciativa do governo do estado, chamado de lei da pesca predatória. De um lado ficaram aqueles que tinham interesses econômicos na exploração do estoque pesqueiro pantaneiro, inclusive os pescadores profissionais e, de outro, os preservacionistas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Aparentemente, a presente lei atende de imediato aos pescadores profissionais para obter mais renda de seu trabalho, esquecendo-se de que as dificuldades em atingir cotas satisfatórias estão na desenfreada e indiscriminada captura do pescado. Quem já pescou no rio Paraguai, por exemplo, sabe que não há mais a abundância de peixes de décadas atrás. Foi-se o tempo em que se pegava belos exemplares às margens dos rios. Lembro-me que alguns professores do Centro Universitário de Corumbá - UFMS, após o término das aulas no período noturno, geralmente na sexta-feira, desciam até o cais do porto e, sentados nas barcaças, pegavam pintados, cacharas, jurupenséns, douradinhos e também os deliciosos bagres. Faziam uma bela ceia com peixada de primeira qualidade. Mas, tudo isso ficou apenas na lembrança.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os deputados favoráveis a esta lei entendem-na como uma norma restritiva, por delimitar os apetrechos em 10 anzóis de galho e 10 do tipo joão-bobo, enquanto a legislação federal permite o uso do dobro disso. Eu só queria saber quem vai fiscalizar, nos confins do pantanal e de madrugada, com condições de contar o número desses apetrechos utilizados. É evidente que se abriu uma porteira que, com o tempo, ficará escancarada e sem controle. Pobre do pantanal!&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Outra medida que merece um certo cuidado está na emissão das famosas carteiras de pescador profissional. Segundo a nova regra, venceu a proposta que permite obter carteira o profissional que tem a pesca como sua “atividade principal”, saindo derrotada a que exigia que o pescador  a assumisse como “atividade exclusiva”. É ai que mora o grande perigo, pois existem frequentes denúncias de distribuição generosa das referidas carteirinhas, principalmente em épocas eleitorais.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; É preciso que, a bem da moralidade pública e da preservação dos estoques de peixes, que haja uma competente fiscalização até para proteger os verdadeiros pescadores profissionais do resto da malandragem. Lembrando que é através dessas carteirinhas comprobatórias que os pescadores são subsidiados com uma bolsa-alimentação governamental pela proibição da atividade pesqueira na época do “defeso”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por tudo isso, é que ironicamente volta à discussão a construção na capital, Campo Grande, de um grande aquário bancado pelo governo do estado, com previsão de início no próximo mês de julho. É uma vultuosa obra, orçada em 70 milhões, com previsão para 2012. Ainda não sei o custo da manutenção operacional  desta grandiosa obra, voltada para atender turistas e pesquisadores. Pelo projeto apresentado, é uma bela obra, moderna, com os mais diversos atrativos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quem sabe no futuro, pelo andar da carruagem, será a única oportunidade de se ver peixes que um dia existiram no pantanal e que desapareceram pela voracidade dos espertos, pela irresponsabilidade dos políticos e omissão da população, o que infelizmente acontece hoje.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="right"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 16 de maio de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-858698416260957808?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/858698416260957808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=858698416260957808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/858698416260957808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/858698416260957808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/06/uma-legislacao-predatoria-o-pantanal.html' title='Uma legislação predatória: o Pantanal não está mais prá peixe (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6268948399058139227</id><published>2010-05-09T22:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T22:26:57.810-07:00</updated><title type='text'>O roubo de um tesouro (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Como em diversos outros lugares do planeta, está cada vez mais explicita a roubalheira neste país. Dizem até que a ladroagem brasileira é uma antiga e triste herança colonial deixada pelos colonizadores portugueses. Talvez, por isso, exista no Brasil bem enraizada a promiscuidade entre o público e o privado. Ou, numa linguagem popular, é o particular, político ou “civil”, passando a mão no dinheiro público, aquele sofridamente pago pelo suor nosso em forma de impostos. Isso ficou tão banal que político que rouba o erário público é tido como esperto e goza de declarada impunidade. Basta ligar a televisão ou ler um jornal, e ser inundado por esta podridão.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Agora, a ladroagem atingiu o grau máximo de “caradurismo”. Isso mesmo. Não é que um grupo de 5 homens armados invadiu uma distribuidora e roubou um lote de 135 mil figurinhas da Copa do Mundo de Futebol, distribuídas em 135 caixas. Parece uma piada. Até o delegado que atendeu essa ocorrência inusitada também achou. No entanto, para colecionadores trata-se, com toda a certeza, de um verdadeiro tesouro. A confusão ocorreu no município de Santo André, na Grande São Paulo e parte das figurinhas já foram recuperadas em uma favela da região . &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Essas figurinhas têm provocado uma verdadeira febre nos colecionadores da 1ª, 2ª e 3ª idades e em todas partes do país. Refiro-me às figurinhas do Álbum oficial da Copa do Mundo 2010, produzidas pela editora multinacional Panini e que detém o monopólio mundial desse comércio.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Na copa de 2006, estava eu em Toronto, no  Canadá, e entrei numa loja especializada em venda de cards e lá estavam elas, imponentes, as figurinhas das seleções de futebol e seus álbuns. Segundo o vendedor, era o grande sucesso do momento entre os canadenses. Ao retornar ao Brasil, em São Paulo, presenciei o meu sobrinho colando as referidas figurinhas em um álbum que, para a minha surpresa, era idêntico ao que vi no Canadá. Depois, chegando a Campo Grande, vi o “dito cujo” sendo vendido na minha banca predileta, onde compro diariamente os meus jornais. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Fico a pensar com meus botões: este é um negócio de bilhões de dólares, pois é um truste que envolve o mundo inteiro. É a  mina de ouro controlada pela editora Panini, que começou a circular na copa do mundo de 1970 e é sempre um tremendo sucesso, a cada campeonato mundial.. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O interessante é que os colecionadores de hoje não são somente crianças e estudantes do ensino fundamental. São empresários, universitários, donas de casa, aposentados, enfim pessoas de todas as idades e condições sociais, que não precisam usar as velhas desculpas esfarrapadas de que estão adquirindo os pacotinhos para filhos ou netos. Também o sistema de trocas de figurinhas repetidas ampliou-se com o avanço tecnológico. Assim, através de ferramentas na internet como Twitter e Orkut, marmanjos internautas estão trocando figurinhas e completando seus albuns. São os novos tempos. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Creio que esse revival deve-se ao fato de que albuns de figurinhas são fascinantes e tem gosto de infância e de fantasia de tempos passados. Minha geração, com certeza, está se divertindo muito com a febre das figurinhas de jogadores que tomou conta do país e provocou até mesmo golpes extraordinários como o roubo em Santo André.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Eu ainda me lembro com saudade de um jogo de virar figurinhas batendo com a mão sobre elas, a famosa bafinha.  E foi com surpresa que soube que em escolas e próximo das bancas de jornais, que promovem as trocas, tem crianças jogando bafinha.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Que saudade...&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 09 de maio de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6268948399058139227?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6268948399058139227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6268948399058139227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6268948399058139227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6268948399058139227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/05/o-roubo-de-um-tesouro.html' title='O roubo de um tesouro (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5947519994210198396</id><published>2010-05-02T22:24:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T22:25:18.059-07:00</updated><title type='text'>Era uma vez um sonho... (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Segundo o querido poeta Manuel de Barros, Corumbá é o lugar onde as coisas desacontecem. Penso nisso quando, novamente, ressurge a discussão da implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) nessa região. Esta questão é historicamente recorrente e aparece sempre em momentos de crise econômica na cidade. Aliás, essa idéia salvadora não é uma novidade recente na história corumbaense.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Existem informações de que algo parecido já era sonho dos corumbaenses no ano de 1932. É claro que não eram idéias tão avançadas e modernas como as propostas e as facilidades econômicas que envolvem uma ZPE hoje. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Naquela época pensava-se que a tábua de salvação de Corumbá era a criação de um “Porto Livre”. É evidente que esta idéia não frutificou, mas permaneceu latente como um desejo precioso a ser realizado. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em 1967, este sonho voltou a ser revisto pela sociedade corumbaense, como registrava o jornal corumbaense O Momento, de 21.09.1967. Entre as idéias citadas pelo jornal estava a esperança na ligação terrestre de Corumbá com o resto do país, cortando o Pantanal. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ainda segundo o mesmo jornal, com a implantação do porto livre viria ainda, além dos benefícios trazidos pela estrada, a construção de uma refinaria de petróleo com o óleo trazido da Bolívia; a implantação da Companhia Siderúrgica Mato-Grossense (Cosima), para a utilização da montanha de minério (manganês e ferro), infelizmente hoje extraída e vendida a tonelada por um preço aviltantemente menor que uma dúzia de bananas; e, é obvio, a implantação de outras indústrias. Como a história registra amargamente, nada disso aconteceu.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Faço a ressalva de que, em 1970, no governo de Pedro Pedrossian, foi inaugurada a estrada da Integração, passando pelo Porto da Manga, onde o rio Paraguai era atravessado por uma vagarosa balsa. Passei pela primeira vez nesta malfadada balsa em 1971, quando iniciei a minha carreira docente em Corumbá, na antiga Universidade Estadual de Mato Grosso. Por diversas vezes, cruzei essa poeirenta estrada da Integração em velhos ônibus da Empresa Mato Grosso. Era uma verdadeira odisséia. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para efeito de registro histórico curioso, quando cheguei em Corumbá, fiquei sabendo, para o meu espanto, que um grupo de corumbaenses (seria mesmo?) tinha feito um abaixo-assinado para que essa estrada não fosse construída, sob a alegação de que a cidade ficaria vulnerável aos bandidos e aventureiros. Teria sido um posicionamento de um grupo que desejava impedir a vinda de concorrentes aos melhores empregos públicos criados na cidade, como se possível fosse manter uma “reserva de mercado”, no linguajar de alguns docentes do antigo Centro Pedagógico de Corumbá-UEMT (hoje UFMS). &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Segundo esses “conservadores”, era preciso defender os direitos e status da “prata da casa” para impedir que novos “paus rodados” (aqueles que vinham de fora) ocupassem esses postos, sobretudo os de nível federal, melhor remunerados. A bem da verdade, havia quem temesse perder o controle da cidade e o monopólio de cargos e empregos considerados mais nobres e pré-requisito do poder local.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nos anos de 1990, em pleno governo Collor, o então deputado federal corumbaense Elisio Curso tirou aquelas idéias de 1932 e 1967 do armário, agora com uma nova roupagem, mais moderna,  e o pomposo nome de Zona de Processamento de Exportação. Foi uma bandeira sem sucesso, muitas vezes ridicularizada pelos próprios corumbaenses. Mesmo assim, a idéia teimosamente continuou a persistir. Em 1993, por decreto do governo de Itamar Franco, foi criada a ZPE, mas ainda dependendo de leis complementares e regulamentadoras. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;E, assim, a coisa continua se arrastando. Em 2007, foi então aprovada a ZPE, com emendas, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Vocês pensam que este calvário terminou? Os jornais estão noticiando que Bataguassu poderá ser a primeira cidade de Mato Grosso do Sul a ter uma ZPE em vista dos processos de Ponta Porã e de Corumbá arrastarem-se nos escaninhos do Planalto e não terem sido analisados. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como dizem os mais crédulos, parece que existe uma caveira de burro enterrada nesses lugares. Vade retro!&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 02 de maio de 2010.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5947519994210198396?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5947519994210198396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5947519994210198396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5947519994210198396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5947519994210198396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/05/era-uma-vez-um-sonho.html' title='Era uma vez um sonho... (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8891757306569939260</id><published>2010-04-28T21:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T21:39:08.158-07:00</updated><title type='text'>Miséria humana ou crianças (des)amparadas (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ninguém sabe o que realmente aconteceu. Talvez seja mesmo um caso que ficará para sempre no limbo dos terríveis acontecimentos da miséria humana. Falo do triste caso da adoção de um menino de sete anos envolvendo os EUA e a Rússia. É difícil dizer com quem está a razão. O que chocou foi a forma que a mãe adotiva utilizou para devolver o menino à Rússia, depois de seis meses de adoção. Simplesmente despachou o menino sozinho em um vôo Washington-Moscou, com um bilhete na mão. Ainda, pagou um guia turístico para entregá-lo ao Ministério de Educação russo. No bilhete, justificava tal desumanidade ao afirmar que “esta criança é psicologicamente instável. Ela é violenta e tem graves problemas psicológicos. O orfanato russo me enganou. Pela segurança de minha família, não quero ser a sua mãe”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Segundo membros da família americana, o menino era instável e violento e ameaçava queimar a casa com toda a família junta. Por outro lado, o menino alegou, ao chegar em Moscou, que a mãe adotiva era má e não o amava. Sabe-se lá o que realmente aconteceu. Tais fatos chocaram os russos que se sentem humilhados com as doações de suas crianças. Isso vem se somar a outras notícias nada abonadoras de que, nos últimos quatro anos, três crianças russas morreram após supostos abusos por parte de pais adotivos americanos. Mesmo assim, somente em 2009 foram adotadas pelos americanos 1.586 crianças russas e existem na fila mais de três mil pedidos de adoções. Depois de toda esta confusão, parece que o governo russo acordou e suspendeu temporariamente os processos dessas adoções.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esse triste fato merece algumas considerações. Em primeiro lugar, uma adoção deve ser feita com muita delicadeza e cuidado por estar em jogo vidas humanas. Em segundo, uma adoção deve ser tratada com muita seriedade, tanto por quem cede como para quem recebe. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, cabe à instituição um estudo profundo e o acompanhamento da criança, médico e psiquiátrico, para que a família recebedora saiba realmente em que condição está acolhendo um futuro filho. De outro lado, deve a instituição ter condições de obter conhecimentos da família, suas relações sociais, educacionais e até mesmo psíquicas, para que não aconteçam fatos com a gravidade do caso do menino russo. Com certeza, se esse menino tinha mesmo alguma problema, agora tudo isso deve ter ainda agravado mais.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em recente entrevista, D. Josefa Rosa de Andrade Arruda, presidente do Lar Vovó Miloca, de Campo Grande (MS), afirmou que nesses exemplos de adoção a criança sofre muito, precisando inclusive de tratamento psicológico para entender por que foi rejeitada. Assim, segundo essa mesma entrevista, afirma D. Josefa, “o abandono é triste, mas o segundo abandono é ainda pior”. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Portanto, é preciso ter consciência cívica e humana para não tratar uma criança abandonada como uma mercadoria de troca e venda que, quando não serve mais, é descartada e jogada no lixo. É um crime, com certeza, contra os direitos mais elementares do ser humano.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Fico a pensar que talvez esteja no cerne deste conflito a existência de grande quantidade de crianças abandonadas à espera de adoção e, do outro lado, uma fila enorme de famílias esperançosas para conseguir adotar um filho; no meio disso tudo, como uma barreira muitas vezes incompreensível, a morosidade da justiça para resolver o problema. Mas as crianças não podem esperar, pois todas têm o direito de desejar e alcançar a felicidade.  Assim espero. Mas continuo a não compreender, e a não aceitar, as constantes adoções de crianças brasileiras por famílias estrangeiras. Ninguém me tira da cabeça que esse movimento de “exportação de crianças” é coisa de país subdesenvolvido.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 25 de abril de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8891757306569939260?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8891757306569939260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8891757306569939260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8891757306569939260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8891757306569939260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/04/miseria-humana-ou-criancas-desamparadas.html' title='Miséria humana ou crianças (des)amparadas (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-9153667852821762163</id><published>2010-04-28T21:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T21:37:10.017-07:00</updated><title type='text'>Um bandoleiro solitário (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Na história de Mato Grosso do Sul, as primeiras décadas do período republicano foram marcadas por um cotidiano de violência e de relações conflituosas preexistentes na região, motivando também um banditismo endêmico. Aliás, a presença de bandidos e de bandos em épocas passadas foi um fenômeno comum em áreas em processo de desbravamento e de colonização. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Resultante de peculiaridades regionais e condições favoráveis, como também a instabilidade na fronteira sul do estado, o banditismo mato-grossense, à época, desenvolveu-se de maneira banalizada e apresentou-se com características eminentemente rurais, raramente assumindo um papel mais destacado no meio exclusivamente urbano. O banditismo que agitou essa região de Mato Grosso esteve também atrelado às constantes lutas coronelistas envolvendo grandes proprietários de terras como parte integrante de suas forças e sobrevivendo na órbita desses coronéis.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Frequentemente, esses bandidos atuavam organizados em bandos, com poucos ou muitos elementos. Na verdade, existem poucos registros do aparecimento e da atuação de bandidos de forma isolada. Um deles, que teve notória presença na região fronteiriça, foi Franck Six Moritz, um bandido de comportamento sui generis. Mais conhecido como Sismório, nasceu em Corrientes (Argentina), de pai inglês e mãe paraguaia e chegou a ocupar um posto na polícia de Concepción como tenente. No início do século XX, estabeleceu-se na fronteira sul de Mato Grosso. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Segundo Umberto Puiggari, que escreveu um belo livro sobre a história da violência no sul do estado, chamado “&lt;em&gt;Nas fronteiras de Matto Grosso. Terra abandonada” e editado em 1933, Sismório “impunha-se pela bella apparencia de gaúcho de fino trato e maneiras gentis. Estatura elevada, corpulento sem ser obeso, pelle muito clara e rosada, cabellos louros, olhos azues, sombrancelhas arqueadas e legeiramente crespas, bigodes atrevidos e bem cuidados, nariz regular e um tanto grosso, lábios finos, desenhando uma bocca pequena, com dentes iguaes e alvíssimos, tendo os caninos ligeiramente salientes. Impressionava as mulheres com o seu pittoresco trajar de uma elegância gauchesca, pouco commum: riquíssimo pala de vicuña, bem dobrado e negligentemente atirado ao hombro esquerdo, deixando ver acima do franjado um S entrelaçado num M, em relevo, bordado á seda escarlate. Chapéo de feltro com abas muito largas, botas altas e retrilhantes, chilenas de prata lavrada, tilitantes, completavam o todo de Frank Six Morits que nunca se mostrava sem o lenço colorado, preso ao pescoço por um argolão de ouro em  complicados arabescos&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sismório iniciou sua trajetória no banditismo por volta de 1906, mas somente no ano de 1911 o governo de Mato Grosso tomou medidas para combater suas ações, principalmente após ter participado da revolução do coronel Bento Xavier. Alertado por seus amigos da própria polícia, Sismório fugiu para o Paraguai e, depois para a Argentina. Ao retornar ao Brasil, pela fronteira do Rio Grande do Sul, foi feito prisioneiro e fuzilado sumariamente. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Além desse pitoresco caso, outros bandidos, à frente de seus bandos, notabilizaram-se na história de nossa região, incluindo uma mulher que ocupou uma posição de destaque no cenário violento da fronteira. Mas, como dizia Monteiro Lobato, através de seus personagens maravilhosos da literatura infantil, “&lt;em&gt;isso é uma outra história que fica para uma outra vez..&lt;/em&gt;.”&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 18 de abril de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-9153667852821762163?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/9153667852821762163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=9153667852821762163' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/9153667852821762163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/9153667852821762163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/04/um-bandoleiro-solitario.html' title='Um bandoleiro solitário (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6624623640781210855</id><published>2010-04-12T22:30:00.001-07:00</published><updated>2010-04-12T22:30:56.063-07:00</updated><title type='text'>Espólio de guerra (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Depois de mais de 140 anos, a guerra com o Paraguai ainda continua a provocar polêmicas. Durante décadas, as origens da guerra foram explicadas através de uma visão militarista, como legítima defesa de um Império atacado,  demonizando Solano López como o grande responsável por tudo. Depois, nos anos 60 do século passado, a guerra foi analisada pelo modelo de interpretação marxista, atribuindo um papel relevante aos interesses do capital estrangeiro, notadamente, o inglês. Mais tarde, nos anos 90, essa perspectiva anterior passou a ser questionada por novos estudos, minimizando o papel do capital e da política inglesa. Conforme esses historiadores, à Inglaterra não interessava o envolvimento em um grande conflito sul-americano para o desenvolvimento de suas atividades econômicas. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;No meu entendimento, esses fatos ainda não receberam o merecido aprofundamento, muito embora todas essas três vertentes de explicação colaborem para uma melhor compressão da Guerra da Tríplice Aliança com o Paraguai, que os próprios paraguaios chamam de a grande guerra. Existe, porém, o consenso de que  foi uma grande tragédia para todos os envolvidos, com prejuízos e mortandade de civis e militares de todos os lados. Numa visão humanitária foi, com certeza, uma guerra sem vencedores.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Para a região sul da província de Mato Grosso (hoje, Mato Grosso do Sul), envolvida na guerra, as implicações foram muito amplas e profundas. Essa região ficou conhecida como “a fronteira onde o Brasil foi Paraguai”, posto que os paraguaios que a invadiram passaram a denominá-la Província do Alto Paraguai. O envolvimento de Mato Grosso nesses episódios serviu para que a região rompesse as suas relações com o passado colonial, motivando a sua reconstrução econômica e social em novas bases e formatando a fronteira como é conhecida hoje. Mas, essa é uma questão para um novo artigo da coluna Faca Amolada.....&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O desenrolar da guerra, a partir da invasão da região meridional mato-grossense, serviu aos interesses lopistas no sentido de controlar o rio Paraguai até o porto de Corumbá e de abastecer suas tropas com o produto da pecuária que estava em crescimento nessa região, além, é evidente, de abocanhar os mais diversos espólios de guerra, como por exemplo, o sino da igreja de Corumbá que chegou a ser instalado numa igreja em Assunção, depois devolvido no final da guerra por interferência do futuro Barão de Vila Maria. Tudo o que representava algum valor na ocasião foi levado para a capital paraguaia, como uma famosa bandeja de prata cunhada com o brasão da família, saqueada na fazenda Piraputangas de propriedade do próprio Barão. A prática do saque de guerra, diga-se de passagem, ocorreu de ambos os lados da guerra e, ao seu término, os brasileiros apropriaram-se de documentos e armamentos do adversário vencido.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Agora está em pauta nas relações entre Brasil e Paraguai a reivindicação dos paraguaios pela devolução do canhão Cristão, que eles chamam de &lt;em&gt;El Cristiano&lt;/em&gt;, construído durante a guerra a partir da fundição de sinos de igrejas instaladas nos palcos do conflito, derivando daí o seu nome. Também, estão reivindicando documentos produzidos pelo governo guarani, que foram levados pelas tropas brasileiras ao Rio de Janeiro. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Segundo informações divulgadas pela imprensa, o presidente Lula está propenso a atender esse pleito do governo paraguaio. A dificuldade  é que o “bendito” (não resisto ao trocadilho!)) canhão está tombado no rol do patrimônio histórico nacional e será preciso desencadear um longo processo burocrático de destombamento, que exige muito trabalho e artifícios. Mas, se é vontade do presidente, do alto de seus altíssimos índices de popularidade, nada é impossível... &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Como tudo que envolveu e ainda envolve essa guerra, existe uma forte dose de sentimentos e de emoções em jogo, como se tem visto na imprensa, com manifestações a favor e contra. As feridas de guerra demoram muito a cicatrizar e uma polêmica dessa natureza pode até reabri-las. Creio que o mais sensato seria criar uma comissão binacional para tratar do assunto, pois, com certeza, deve haver também no lado paraguaio espólios brasileiros.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Como sou humanista, socialista e pacifista, não vejo razão para manter aqui uma peça militar muito simbólica para outro povo e outro país. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 11 de abril de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6624623640781210855?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6624623640781210855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6624623640781210855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6624623640781210855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6624623640781210855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/04/espolio-de-guerra.html' title='Espólio de guerra (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-755942377400877360</id><published>2010-04-04T21:09:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T21:11:07.728-07:00</updated><title type='text'>Magistério: uma profissão de risco (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mesmo aposentado, continuo a conviver com colegas que ainda estão em plena atividade em sala de aula. E cada vez mais fico preocupado com o que está acontecendo nessas salas de aula. Sou daquele tempo em que o professor era um herói para seus alunos, fossem crianças ou adolescentes. O respeito era tão grande que o aluno considerava seu professor tanto quanto seus pais.   É verdade que alguns docentes mantinham esse respeito pelo medo, com atitudes autoritárias, mas isso não era a regra. A grande maioria se dedicava aos alunos como a seus próprios filhos. E a escola era como uma igreja: um local sagrado.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Hoje, a violência entre alunos e contra professores não é mais uma novidade em nossos dias. Um caso recente e preocupante ocorreu aqui, numa instituição de ensino público de Campo Grande. A escola desenvolve um programa de aproximação da comunidade chamado “amigos da escola” que foi interrompido por uma tragédia. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Basicamente, o programa abre a escola nos fins de semana para o uso da comunidade, independente de ser ou não aluno ali matriculado, para atividades recreativas. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Penso que esta política de aproximação pode levar a comunidade a defender e respeitar a escola como um patrimônio de todos e como um espaço comunitário de multiuso. Infelizmente este processo de aprendizado vem sendo confrontado com a violência cotidiana cada vez mais intensa e com a sua irmã siamesa, a impunidade. No caso em pauta, um adolescente, que jogava bola na quadra, foi estupidamente assassinado por outros adolescentes.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Cada vez mais, estamos assistindo à banalização de crimes contra pessoas praticados por menores, protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente que não acompanha a evolução da nossa sociedade. Parece até uma posição politicamente incorreta, mas é incompreensível, para quem sofre uma violência, ver que um assassino menor de idade, após sofrer as chamadas medidas sócioeducativas, é solto pouco tempo depois ao completar a sua maioridade. Este é o grande desafio do momento.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;É nessa sociedade conflituosa que se insere o educador e seu campo de trabalho, a escola. Para conhecer melhor as condições de trabalho dos professores na capital, o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública encomendou uma pesquisa ao Instituto de Pesquisa de Mato Grosso do Sul. Foram consultados 4000 professores que, voluntariamente, responderam ao um extenso questionário. A pesquisa trabalhou com um universo representado por uma amostragem de 20%. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O resultado foi estarrecedor. Segundo os professores consultados, 23,5% dos que trabalham em escolas municipais já sofreram algum tipo de agressão, o mesmo ocorrendo com 13,7% dos professores de escolas estaduais.  Ainda no universo dessa pesquisa, 55% dos professores estaduais e 46,1% dos municipais consideraram-se vítimas de desrespeitos, insultos e ameaças. Outros dados estarrecedores coletados na pesquisa dão conta de que mais de 50% dos professores denunciam uma sobrecarga de trabalho, resultado de baixos salários que os obrigam a trabalhar em várias escolas e que, se fosse possível, mudariam de profissão. Em tais condições é fácil compreender o expressivo número de licenças médicas provocadas por depressão, lesões ortopédicas e vocais e até necessidades de acompanhamento psiquiátrico.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Já foi o tempo em que a atividade do exercício do magistério era uma missão ou sacerdócio. Agora, com certeza, é uma profissão de alto risco. Temos a impressão de que os educadores estão sendo colocados num circo de leões sem a necessária proteção do Estado. Desse modo, esses dados devem servir de alerta para a Secretaria de Educação do Estado de que alguma coisa está errada e urge uma profunda reforma na política educacional. Quem sabe chegou o momento da realização de um grande debate envolvendo todos os segmentos da sociedade sul-mato-grossense e de enfrentar esses problemas com toda a coragem possível.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;É só começar.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Valmir Batista Corrêa  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 04 de abril de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-755942377400877360?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/755942377400877360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=755942377400877360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/755942377400877360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/755942377400877360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/04/magisterio-uma-profissao-de-risco.html' title='Magistério: uma profissão de risco (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-7553012745161411542</id><published>2010-03-29T20:20:00.001-07:00</published><updated>2010-03-29T20:22:31.185-07:00</updated><title type='text'>"Há algo de podre no Reino da Dinamarca" (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Usando a famosa frase de Hamlet, no texto clássico do velho Shakespeare, que me perdoe, inicio o meu artigo sobre o desastre recente que Campo Grande viveu, em decorrência das pesadas chuvas deste verão: há algo de podre no reino....daqui. Uma tragédia natural, aliás, uma tragédia anunciada colocou em xeque muitos anos de planejamento e de aplicação de uma política de preservação do meio ambiente na capital. Por que se chegou a tal ponto e a tanta destruição?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Retomo aos primeiros pioneiros que escolheram o sítio, depois chamado Campo Grande, para um assentamento de povoamento. Era uma bela região permeada por 33 córregos que foram com o tempo desaparecendo, ou melhor, perdendo a sua visibilidade por  canalização, aterros e ruas. Historicamente, portanto, as enchentes sempre fizeram parte do cotidiano de seus habitantes, como ocorria com o córrego existente na rua Maracaju, hoje canalizado. Desse modo, a qualquer hora, a natureza dá o seu troco àqueles que não a respeitam. É o que vem acontecendo recentemente em Campo Grande. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Tudo começou com as fortes chuvas de fins de dezembro passado e parte da rua Ceará, ao lado de um viaduto, começou a ir literalmente pro brejo. Era, com certeza, um problema presumível e um grito de alerta e revolta do córrego Prosa. A pergunta que não pode calar: por que isso ocorreu somente após a construção de 4 altos prédios na margem de suas águas, numa área de mata relativamente bem preservada e altamente valorizada? &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;De início, tentou-se minimizar esses trágicos acontecimentos, mas a chuva continuou teimosamente e, em 27 de fevereiro veio uma assustadora tromba d água.  &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Aí foi o ponto final, desnudando a problemática política ambiental e o plano diretor da cidade agora colocado em questionamento. No início da década de 90, foi elaborada uma carta geotécnica, resultado de um amplo debate entre técnicos e universidades, alertando sobre a fragilidade do solo das regiões leste e norte da cidade, então alvos de uma agressiva expansão populacional e imobiliária. Como o plano diretor não levou em consideração este importante alerta técnico? Ainda querem culpar São Pedro pelos estragos provocados por essas violentas chuvas.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Com isso, ambientalistas, urbanistas e até o Ministério Público têm manifestado uma necessária modificação na lei de ordenamento e de uso do solo urbano para salvar as bacias do Prosa e do Sóter. Segundo informações, em face de toda esta repercussão, técnicos da prefeitura já estão desenvolvendo estudos para mudar  a lei de uso do solo. É aquela velha história de colocar uma tranca depois da porta arrombada. Entretanto, nunca é tarde para as medidas de prevenção e de preservação ambiental.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O pior foi o dinheiro público, diga-se de passagem uma dinheirama,  que escoou pelo ralo com a destruição das primeiras obras de contenção das enchentes nesta região. Agora está previsto mais um gasto de 30 milhões para as obras em frente ao Shopping, na rua Ceará e também para corrigir os estragos feitos num antigo condomínio da região. O que parece engraçado, se não fosse trágico, está no fato de que para corrigir os primeiros estragos, antes da tromba d água, foi gasto pela prefeitura R$ 1,5 milhão em consultoria  e planejamento da obra, que demonstrou na prática ser um tremendo fiasco.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sei que o assunto é indigesto em época de eleições, mas os nossos políticos, municipais e estaduais, não podem se fingir de mortos numa grave situação como esta. Que algo está muito errado, isso está e ninguém duvida. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Se não, vamos rezar para não vir outra chuva daquelas.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 28 de março 2010.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-7553012745161411542?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/7553012745161411542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=7553012745161411542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7553012745161411542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7553012745161411542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/03/ha-algo-de-podre-no-reino-da-dinamarca.html' title='&quot;Há algo de podre no Reino da Dinamarca&quot; (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8010532356802451854</id><published>2010-03-29T20:19:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T20:20:46.409-07:00</updated><title type='text'>O amor aos livros é mais forte (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;No dia 28 de fevereiro passado o Brasil ficou mais triste e pobre com a perda, em São Paulo, do bibliófilo José Mindlin. Amante dos livros, acumulou durante toda a sua vida a mais importante e rica coleção de livros raros, que ele chamava de “Brasiliana”. Com um acervo de mais ou menos 38 mil títulos, a coleção de Midlin é  objeto de desejo dos bibliófilos de todos os cantos do planeta e uma das mais importantes bibliotecas do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Homem simples e de grande generosidade, a sua biblioteca esteve sempre aberta aos pesquisadores e estudantes, permitindo de forma democrática o acesso às preciosas raridades que tem. Despojado, doou a biblioteca para a Universidade de São Paulo que, em contrapartida, está concluindo no seu campus principal um belo prédio  para abrigá-la, transformando-a  num valioso patrimônio para todos os brasileiros.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sua viagem pelo mundo dos livros raros e especiais começou quando era ainda menino, com 13 anos, ocasião em que comprou a sua primeira obra rara. Depois, não parou mais, frequentando leilões e sebos (livrarias de livros usados) onde quer que fosse. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sei, por experiência própria, o que um colecionador sente ao entrar em contato com um livro antigo e muito raro. Há muito tempo atrás, tive em mãos num sebo de São Paulo uma “jóia”. Era uma rara coleção, em 11 volumes, dos relatos e iconografias da expedição de Francis Castelnau, que passou pela província de Mato Grosso em meados do século XIX, publicados em francês e com ilustrações simplesmente maravilhosas.. Mesmo emocionado ao tocar o papel envelhecido mas muito bem conservado dos livros de Castelnau, os meus parcos rendimentos de professor universitário impediram-me de levá-la para a minha pequena, mas também valiosa biblioteca. Não foi surpresa para ninguém que, depois de alguns dias, o dr. Mindlin, como era chamado, levou esta bela obra para a sua biblioteca particular. Mais recentemente, um amigo, o bibliófilo e historiador  Paulo Pitaluga de Cuiabá, em suas andanças por sebos de Lisboa, encontrou um raríssimo livrinho do século XVIII chamado “Matto Groço”. Sabendo dessa descoberta, Mindlin imediatamente telefonou ao meu amigo com proposta de compra. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Ele não era somente um voraz comprador de livros. Foi um bem sucedido empresário que fundou a Metal Leve,grande empresa metalúrgica brasileira.  Foi ainda advogado, escritor, jornalista, secretário de cultura de S. Paulo e membro da Academia Brasileira de Letras. Sobre a sua vida no mundo dos livros, vale a pena ler “Memórias esparsas de uma biblioteca”, “Não faço nada sem alegria. A biblioteca indisciplinada de Guita e José Mindlin” e “Uma vida entre livros. Reencontros com o tempo”.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Também, outra marca de sua vida foi a integridade ética e a coragem para assumir posições públicas em momento difíceis. Durante os anos de chumbo da ditadura militar, alguns empresários inescrupulosos financiaram a Operação Bandeirantes (Oban), um dos braços mais violentos da repressão política no Brasil, nos anos de 1970. Mindlin, sem medir conseqüências, recusou-se a compactuar com essa violência. Como secretário de cultura  de S. Paulo, mesmo pressionado, não demitiu da TV Cultura o jornalista Vladimir Herzog, depois assassinado nos porões do DOI-CODI. Esses foram alguns exemplos de sua dignidade e caráter.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Volto a viajar pelo  mundo dos livros. O pouco contato que tive com seus livros foi a oportunidade de ver algumas obras raras de sua biblioteca numa exposição multimídia na Casa Lasar Segall, em S. Paulo. Foi a coisa mais bonita e emocionante que pude ver e apreciar em matéria de livros. Era mais um gesto de generosidade do dr. Mindlin, abrindo parte de sua  biblioteca, para divulgar as “jóias “de sua coleção. Agora, quando inaugurar o seu acervo na USP, com certeza estarei entre seus primeiros visitantes. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Termino esta homenagem, sintetizando o homem Mindlin através de seu “ex-libris” (estampilha colada em cada livro de uma coleção que identifica o proprietário da biblioteca), que contem a frase le ne fay rien san gayeté (não faço nada sem alegria).  Os livros foram a alegria da vida de Midlin e, felizmente, muitos outros desfrutarão dessa emoção podendo consultar o acervo da USP.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esse é um legado para a humanidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 21 de março de 2010.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8010532356802451854?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8010532356802451854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8010532356802451854' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8010532356802451854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8010532356802451854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/03/o-amor-aos-livros-e-mais-forte.html' title='O amor aos livros é mais forte (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8463763460340592928</id><published>2010-03-14T21:03:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T21:05:13.706-07:00</updated><title type='text'>Tirar o sofá da sala não é a solução (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Recentemente um canal de TV de Campo Grande (MS) fez uma reportagem sobre uma pracinha no início da rua Paraná e houve uma grande repercussão na cidade. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esse logradouro tem um acesso ao Shopping por uma escadinha, construída por uma empreiteira. Em vez de ser uma área de lazer para as famílias da região, onde existem hoje dois grandes prédios de apartamentos, tornou-se um problema.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A praça era frequentada durante a noite toda, sobretudo nos finais de semana, por menores mal educados, oriundos de diversas regiões da cidade. Na presença dos moradores e transeuntes, praticavam sexo livre, fumavam maconha e usavam outras drogas piores, utilizavam o tal do “aguilé”, tudo isso regado a muito álcool, fácil de ser adquirido no supermercado próximo dali. Além disso, o local tornou-se também um campo fértil aos traficantes e interceptores de objetos roubados, que muitas vezes eram a moeda de troca da droga.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; A vizinhança passou a viver momentos de angústia e de intranquilidade pela barulheira e malandragem crescendo a cada semana. Os muros das casas e condomínios da redondeza amanheciam pichados e a sujeira (restos de bebidas e outras coisas impublicáveis), tomava conta dos gramados e das calçadas. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A reportagem da TV, que filmou esses jovens em plena ação, serviu de alerta às autoridades, até então omissas e espantou temporariamente esses delinquentes da pracinha. Mas logo eles voltaram. Pouco depois, a praça foi limpa e bem iluminada, o que a vizinhança penhorada agradece.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ouvi as mais diversas explicações e sugestões para solucionar o problema, aliás de alta gravidade social. Entre as sugestões estava uma de espantosa imbecilidade: para o espanto geral, propunha simplesmente o fechamento da escadinha, elo da necessária ligação entre a parte alta do bairro Santa Fé com o estacionamento e todo o complexo do Shopping abaixo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É a velha estória do sujeito que para impedir o adultério da esposa que se encontrava com o amante em sua própria sala, tira o sofá de casa, como se essa fosse a solução genial do problema. Os que defendem esta idéia imbecil não perceberam que a escadinha é vital para a circulação das pessoas, trabalhadores e consumidores das lojas e do supermercado. Os funcionários que chegam de ônibus de distantes partes da cidade usam preferencialmente a escada, permitindo um acesso fácil e rápido.   Só isso já justifica a real necessidade da manutenção da escada, apesar da depredação que vândalos fazem sempre, pichando seus muros e quebrando as luminárias que a iluminam a noite. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Acredito, a bem da verdade, que essa delinquência de jovens, a maioria deles menores de idade, tem raízes mais profundas e não se resolve com soluções fáceis. Também, não se deve jogar toda a responsabilidade nas autoridades que, evidentemente, não tem condições de resolver questões sociais mais graves. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A questão central está concentrada no desajuste familiar presente em todas as camadas sociais.  Não são somente oriundos da periferia, pois alguns jovens que frequentam a pracinha parecem saudáveis, vestem roupas de grife (caras compradas no Shopping). São estudantes e moram por ali mesmo no Santa Fé, um bairro de classe média. Entendo que, nesses casos, trata-se de um problema dos pais que se omitem na educação/formação de seus filhos, necessária para moldar o caráter e ensinar os princípios elementares de cidadania. Ao serem surpreendidos com a transgressão de seus filhos jovens, justificam-se alegando que não conseguem controlar a rebeldia típica da adolescência. Que famílias são essas? Como que um pai, ou uma mãe, não sabe o que seu (sua) filho (a) de 15 ou 17 anos faz numa sexta-feira a noite. Onde eles estão com a cabeça?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Uma medida sócio-educativa, e que bem poderia ser utilizada por aqui, é a pratica existente no município de Fernandópolis, no interior paulista. Lá, os pais de uma adolescente infratora receberam (por incrível que pareça), uma multa da Vara da Infância e da Juventude. Segundo o juiz local, “a multa é para punir os pais por não exercer o pátrio poder”, aliás um crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, artigo 258. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sei que esta é uma medida polêmica e de difícil aplicação, porém, pode ser uma maneira inicial de coibir a omissão costumeira de pais que não querem enfrentar dentro de suas casas esta terrível situação. Uma desejável parceria entre autoridades judiciais e pais talvez não seja a solução final, mas com certeza seria um bom começo e um recado contundente a quem simplesmente faz de conta que o problema não existe.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É mais fácil tirar o sofá da sala, do que admitir  a sua parcela de culpa.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 14 de março de 2010.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8463763460340592928?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8463763460340592928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8463763460340592928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8463763460340592928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8463763460340592928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/03/tirar-o-sofa-da-sala-nao-e-solucao.html' title='Tirar o sofá da sala não é a solução (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5348930347316972854</id><published>2010-03-14T21:01:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T21:03:25.637-07:00</updated><title type='text'>Arruda contra mau olhado já era (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por esta nem eu esperava. Até que enfim, temos um corrupto na cadeia. Será por muito tempo? Sei não...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O artista principal deste filme, aliás mais um velho filme B, é o agora presidiário governador Arruda de Brasília, cumprindo prisão preventiva, ressalvado que até o presente momento não foi julgado nem condenado. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Este tal de Arruda, que não é aquele galhinho que se coloca atrás das orelhas contra mau olhado, é “zero e vezeiro” na arte de praticar mutretas. Em 2001, o então senador Arruda foi denunciado por violar o painel do Senado durante o processo de cassação de Luiz Estevão que acabou sendo cassado. Para não ser cassado também, o esperto Arruda renunciou ao seu mandato. Como o eleitor brasileiro não tem memória e em muitos casos é conivente com maracutaias eleitorais, em 2006 o velho Arruda de guerra foi eleito governador de Brasília.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Parece que tudo ia bem para o Arruda, até cruzar o seu caminho um ambicioso e próximo servidor atolado em denúncias de corrupção. Tratava-se de um ex-policial que não tinha perdido a mania de bisbilhotar e gravar conversas alheias. Como a velha história de que “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, o servidor contraventor, para a atenuar suas próprias faltas, utilizou-se da nova moda de premiação delatada e detonou o seu chefe superior.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que se viu foi um despudor fora do comum, contrariando a máxima de que corrupção não passa recibo, prática usual que tem permitido prevalecer a impunidade. Este funcionário corrupto gravou todas essas transações espúrias e as escancarou em todos os meios de comunicação. Foram cenas explícitas de corrupção, com milhares de reais escondidos em bolsos, em bolsas e, inclusive, em meias.  Isso, se já não bastasse a moda da cueca recheada de dólares. Esse dinheiro era uma espécie de mensalão que servia para comprar parlamentares da Câmara Distrital de Brasília, claro, também corruptos. Por isso,  Arruda foi preso e tornou-se um fato inédito na política brasileira. Seu vice, Paulo Otávio, renunciou e pelo menos 8 deputados estão na mira da polícia.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A podridão da compra e venda de influências, cargos e etc..., que contaminou vários setores da sociedade, não é privilégio do Distrito Federal. Ela está disseminada em todos os cantos do país, atingindo seus redutos mais remotos. Assim, o enriquecimento ilícito neste país não é novidade para ninguém e significa, infelizmente, sinal de esperteza. Creio que a cadeia não foi feita para esses espertalhões, mas para os miseráveis que roubam uma banana ou uma galinha para saciar a fome. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pelos exemplos ocorridos pelo Brasil afora, o governador Arruda deve escapar da prisão. Basta lembrar o juiz corrupto conhecido por Lalau, de São Paulo, que fez uma farra com dinheiro público na construção do Tribunal da Justiça do Trabalho na capital paulista. Ou ainda a impunidade que prevaleceu nos mensalões anteriores, no dinheiro escondido na cueca, no dinheiro transportado em malas e maletas. Até agora, nada aconteceu com esses vigaristas, que continuam a iludir os eleitores com discursos de falso moralismo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A atuação da justiça e da polícia combatendo em Brasília a corrupção dos tubarões (expressão em desuso atualmente), bem que poderia ser repetida em outros estados do país. Seria um belo exemplo para coibir este câncer que vem maculando a nossa política, disseminado pelas instituições no Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="right"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 07 de março de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5348930347316972854?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5348930347316972854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5348930347316972854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5348930347316972854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5348930347316972854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/03/arruda-contra-mau-olhado-ja-era.html' title='Arruda contra mau olhado já era (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-311355561892852088</id><published>2010-03-04T21:33:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T21:38:00.819-08:00</updated><title type='text'>Um marco histórico na fronteira oeste (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_titulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A presença do Forte de Coimbra em Mato Grosso do Sul representa um dos mais importantes marcos para o desenvolvimento histórico da nossa fronteira oeste. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt; &lt;p align="justify"&gt;Fundado na margem direita do rio Paraguai, por orientação do capitão-general Luiz de Albuquerque em 1775, teve de início um grande tropeço. A orientação era fundá-lo num estratégico local conhecido dos portugueses, chamado Fecho dos Morros. Por um erro do encarregado desta tarefa, capitão Matias Ribeiro da Costa, as suas paliçadas foram construídas 44 léguas antes, numa região que lembrava o Fecho dos Morros. Como era de se esperar, Matias Ribeiro entrou numa fria e perpetuou-se na história como o primeiro servidor público demitido por incompetência.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Desde o início, os militares conviveram com civis e seus familiares, partindo da premissa que, além de objetivos defensivos, as autoridades desejavam também o estabelecimento de assentamentos coloniais nesta região lindeira. Portanto, a convivência de militares e civis no forte de Coimbra data desde os primeiros tempos. Dois anos depois de sua fundação, as suas toscas paliçadas e os alojamentos cobertos de palhas de acuri foram consumidos por um incêndio. Este foi um dos muitos dissabores na história do velho forte.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em 1778, um fato inusitado aconteceu com o massacre de 54 soldados pelos índios guaicuru (segundo um acordo entre os antropólogos usa-se a terminologia no singular quando se refere a tribo ou nação). Usando como isca as suas próprias mulheres, os índios conseguiram atrair para fora das paliçadas os soldados que, envolvidos pelas formosas índias, foram mortos a pauladas. Assim, marcados pelo abandono e isolamento, os soldados não resistiram ao encanto feminino e, literalmente, perderam a cabeça.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em fins do século XVIII, assume o comando do forte Ricardo Franco com o projeto da construção das muralhas, agora de pedra. Por esta época, o velho forte não ficou imune aos conflitos coloniais das nações européias, o que levou o governador do Paraguai, Lázaro de Ribera,  a subir o rio Paraguai com uma frota para atacá-lo, enquanto ainda existiam as velhas paliçadas. Ricardo Franco tinha sob seu comando 49 praças e, mais uma vez, 60 civis para a sua defesa e, mesmo assim, conseguiu segurar Lázaro de Ribeira que atacou o forte com uma grande força.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Bem mais tarde, em 27 de dezembro de 1864, novamente o forte foi colocado à prova com o ataque dos paraguaios. Estava no comando o tenente-coronel Hermenegildo de Albuquerque Portocarrero com uma guarnição de 115 soldados e um grupo de índios e civis. Após a resistência inicial, não restou a Portocarrero senão a retirada de todos os defensores do forte para Corumbá. Estava se iniciando a trágica guerra entre o Paraguai e a Tríplice Aliança.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Este resgate reforça a idéia de que a aplicação no entorno do forte de Coimbra da legislação federal, que prevê a desocupação de terras da União, vai de encontro às próprias raízes históricas da região. A primeira idéia foi transferir 75 famílias de civis ali residentes para uma região urbana de Corumbá. Seria quebrar a convivência secular de militares e civis que, unidos, lutaram e resistiram em defesa dessa região fronteiriça.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Parece, no entanto, que prevaleceu o bom senso e vai ser mantida no local essa população civil. Afinal, a existência de população nessa região é, de certa forma, uma garantia a reforçar os direitos do país em faixa de fronteira que já foi questionada um dia, a despeito de tratados e acordos internacionais. Essas questões fronteiriças ainda são muito delicadas em toda a América Latina, haja vista o que vem ocorrendo entre a Venezuela e a Colômbia.  De qualquer forma as fronteiras são focos permanentes de tensão. E todo cuidado é pouco. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="right"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 28 de fevereiro de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-311355561892852088?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/311355561892852088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=311355561892852088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/311355561892852088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/311355561892852088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/03/um-marco-historico-na-fronteira-oeste.html' title='Um marco histórico na fronteira oeste (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5497605764555741990</id><published>2010-03-04T21:29:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T21:32:59.671-08:00</updated><title type='text'>A vida difícil da "arraia miúda" (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_titulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na Revolução Francesa, no século XVIII, uma população pobre e marginalizada da sociedade, como trabalhadores braçais, desempregados, prostitutas, mendigos, facilmente manipulados por líderes políticos da época, eram conhecidos como os sans culottes (os sem-calças). Era uma massa desorganizada que agia conforme interesses imediatos e vendia seu apoio a quem lhes oferecesse algumas migalhas. Teria sido aos sans cullotes que Maria Antonieta sugeriu que, na falta de pão, comessem brioches. Mas essa é uma outra história.... por sinal, mal contada.  Esses miseráveis, de fato, dirigiram sua fúria e seu ódio à nobreza privilegiada na sociedade francesa da época, derrubando a famosa Bastilha e atacando o palácio de Versalhes, no início da Revolução de 1789. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt; &lt;p align="justify"&gt;No século XIX, Marx que se dedicou ao estudo do capital e da sociedade de classes, explicou que uma determinada camada da sociedade não se enquadrava na categoria de classe social e a chamou de lúmpen proletariado. Eram pessoas pertencentes à massa da população marginalizada e pobre que vivia na órbita dos grandes centros urbanos e industriais. Não tinham qualificação profissional e viviam de pequenos e ocasionais serviços, incluindo atividades clandestinas ou aquelas que ninguém fazia (faxineiros, limpadores de fossas e de chaminés, prostitutas, carregadores e outros). &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Essa categoria não tinha condições de participar ou desempenhar um papel decisivo na luta de classes e no processo revolucionário de transformação da sociedade. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Conforme Marx, a verdadeira revolução devia ser conduzida pela classe trabalhadora. O lumpesinato, por sua vez, servia, do ponto de vista político, à manobra das lideranças revolucionárias, e oportunistas em muitos casos, e estava sempre pronta a sair às ruas com objetivos também oportunistas para obter benefícios próprios e imediatos. O “partido” que tomava não dependia de coerência ou de ideologia própria, tanto fazia estar do lado dos trabalhadores quanto dos patrões.  As teorias de Marx são ainda aceitas por uns, contestadas por outros, mas a sua descrição dessa sociedade marginal é válida até os dias de hoje.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ainda no século XIX, no período regencial da monarquia brasileira, tornou-se comum encontrar em documentos oficiais a referência a esta população marginalizada e envolvida em manifestações nativistas como grupo de desordeiros, chamados de arraia miúda. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para a manutenção da política conservadora imperial a grande carga da repressão recaiu sobre essa camada de população. Na província de Mato Grosso, por exemplo, no movimento revolucionário de 1834, quando os nativistas tomaram por três meses o poder, os documentos oficiais foram recheados com essa expressão. Eram soldados subalternos envolvidos em insubordinações, pequenos artesãos, empregados domésticos, desempregados, prostitutas, mendigos e miseráveis de modo em geral. Historicamente, foi sobre eles que se dirigiu a repressão mais brutal do poder constituído.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os tempos mudaram, e esses episódios e personagens históricos fazem parte dos livros de história, mas que devem ser lidos e analisados para que se  tenha uma clara compreensão da sociedade que temos em pleno século XXI.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Hoje existe também uma enorme camada de população pobre e desprotegida, desqualificada profissionalmente, excluída da maioria das políticas públicas mais fundamentais, mas que não pode ser incluída nas categorias explicativas acima.  Classificada arbitrariamente como classes D e E, agregam os trabalhadores do mercado informal, os desempregados, moradores de rua, e muitos outros excluídos. Entretanto, essa população é vista com olhos de cobiça em épocas eleitorais, sobretudo porque votam. E, deve ser por isso que existe atualmente um programa chamado Bolsa Família, que a princípio foi pensado para atenuar a pobreza extrema dessa gente. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Permito-me tirar do baú da história a expressão arraia miúda, para definir essa categoria social e entendo que os exemplos estão bem próximos de nós, aqui em Mato Grosso do Sul.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quando foi privatizada a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, todas as preocupações voltaram-se para a situação aflitiva e delicada dos ferroviários. Mas ninguém se atentou para um volume de pessoas, e de suas famílias, que ficaram “a ver navios ou trens” neste triste episódio. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Foram os carregadores de malas, os vendedores de jornais e revistas, garçons dos bares da estação e dos carros restaurantes, vendedores de chipa e de peixe frito. Enfim, todos os que viviam e se sustentavam gravitando ao redor das estações de trem e da ferrovia. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que aconteceu com eles?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quando houve a transferência da tradicional e histórica feira livre para o pátio da ferrovia, não se levou em consideração a quantidade de pessoas que ficaram sem trabalho que gravitavam ao seu redor. Com certeza, muitos não se enquadraram no espaço da nova feira central. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora, leio e ouço falar das novidades da nova e moderna Estação Rodoviária de Campo Grande. Concordo que a capital já estava merecendo um melhoramento deste tipo. Mas o que fazer com o desemprego provocado com a mudança do terminal interestadual? São carregadores, maleiros, jornaleiros, garçons, empregados das pequenas lojas e até trabalhadores informais, como vendedores de chipa, de relógios e bugigangas de ocasião, de salgadinhos, garrafas e copinhos de água, etc. Como vão ficar essas famílias?  Penso que medidas administrativas e políticas tão necessárias para a modernização da cidade não podem acontecer sem considerar a situação dessa população, a arraia miúda local e desamparada.  &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ouço ainda outras medidas de modernização como a transferência do camelódromo (parece que o prefeito voltou atrás); a extinção da “Pedra”, local de venda de carros usados (não vou discutir suas origens e legalidades); a retirada dos carrinhos de lanche da av. Afonso Pena; e, mais recentemente, a retirada de vendedores de coco próximos do Parque das Nações Indígenas. Parece que vai aumentar o contingente de desempregados na cidade e seus problemas serão varridos para debaixo do tapete. A não ser que algum candidato se lembre deles, pelo menos durante alguns poucos meses, neste ano. Ôôôô vida difícil.....&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="right"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 21 de fevereiro de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5497605764555741990?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5497605764555741990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5497605764555741990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5497605764555741990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5497605764555741990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/03/vida-dificil-da-arraia-miuda.html' title='A vida difícil da &quot;arraia miúda&quot; (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-4580891465329738006</id><published>2010-02-19T06:44:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T06:45:46.633-08:00</updated><title type='text'>As enchentes e a questão da cidadania (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Parece que S. Pedro não está nada satisfeito com a vida “fácil” dos brasileiros. Pois tem desabado uma chuvarada, provocando inúmeras tragédias nas mais diversas partes do país que, por imprevidência, parece não estar preparado para esses cataclismos. É uma maldade só, porém democrática, atingindo tanto pobres e miseráveis quanto turistas endinheirados. Parece até que o velho santo leu e resolveu contrariar o teórico do absolutismo, Machiavel, que orientava que quando se quer fazer o “bem”, deve-se fazê-lo aos poucos para todos perceberem e sentirem seus efeitos e, ao contrário, quando se deve fazer o “mal”, este deve ser feito de uma vez só, logo, todos o esqueceriam. Porém,  justamente o contrário está acontecendo. É o exemplo da capital paulista que há quase dois meses vem se afundado em água, lama e excrementos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No entanto, como se vê, o dragão das enchentes está matando, afogando e desalojando as mais diversas regiões, umas mais, outras menos. Porém, não se pode simplesmente responsabilizar Deus. Está certo que o país vem sofrendo ocorrências  de chuvas excessivas e muito fortes e, digo mesmo, exageradas. Por que o clima mudou? Com certeza, é uma resposta da natureza a centenas de anos de agressividade provocada pela insanidade dos homens. Foi uma exploração sem fim e sem preocupação com o estabelecimento de uma política de preservação ambiental.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em primeiro lugar, existe implícita a responsabilidade das autoridades que sempre permitiram tudo para não contrariar interesses, principalmente para atender objetivos eleitorais. Isso sem mencionar o escorpião da corrupção. Vejo que não existe nenhum planejamento habitacional ao se permitir a construção de casas (em especial de baixa renda) nas encostas dos morros. Seria o medo de contrariar os eleitores que, com isso, passam a correr riscos por contra própria, como se está vendo todos os dias nos meios de comunicação, desmoronamentos, soterramentos e tragédias familiares. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;De quem é a culpa, afinal? Dos que sonham em ter uma casa, mesmo miserável e pendurada nas pontas dos morros? É claro que não. Os responsáveis são os que permitiram o avanço “imobiliário” em morros, em lugares perigosos, em ilhas paradisíacas, em regiões baixas como nas várzeas do rio Tietê, que tem o irônico nome de “Pantanal”. Há mais de dois meses, essa região está inundada e seus moradores, chafurdando em lama e esgoto. A irresponsabilidade é tanta que existem ali conjuntos habitacionais financiados com dinheiro público.  Mas, a impunidade garante que nada vai acontecer aos verdadeiros responsáveis.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Aqui em Campo Grande, a cada instante aparecem espigões, “comendo áreas verdes”, com espaçosas garagens em subsolo, não permitindo o escoamento de águas fluviais. Muitos, inclusive, às margens dos nossos principais córregos. Será que existem neles as custosas usinas de tratamento de esgoto? Contudo, alguém autorizou essas construções.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por outro lado, também existem em grande quantidade pessoas que, motivadas pela ignorância e pela falta de civilidade, contribuem muito para esse caos. São as que jogam todo tipo de lixo (sacos plásticos, embalagens “pet”,  móveis descartados, só para nomear alguns) que, invariavelmente, entopem as “bocas de lobo”.  O resultado é que, em vez de escoar a enxurrada, a água e o lixo voltam, transbordando e inundando tudo. Basta ligar a televisão para ver esses tristes e deprimentes espetáculos. Neste caso, a culpa também recai sobre o Estado que não cumpriu o seu papel de educar e transformar o indivíduo em cidadão para atuar na comunidade com responsabilidade e respeito, inclusive à natureza.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Tudo isso está presente a cada momento para quem quiser ver. E não adianta reclamar apenas com São Pedro. Ele é o mais inocente de todos.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 14 de fevereiro de 2010.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-4580891465329738006?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/4580891465329738006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=4580891465329738006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4580891465329738006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4580891465329738006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/02/as-enchentes-e-questao-da-cidadania.html' title='As enchentes e a questão da cidadania (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-4735197534829611570</id><published>2010-02-19T06:40:00.001-08:00</published><updated>2010-02-19T06:41:37.935-08:00</updated><title type='text'>É preciso escrever de carreirinha (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Tempos atrás foi exibida uma novela, “O Bem Amado”, do escritor Dias Gomes, que tinha um personagem fantástico, o cangaceiro Zeca Diabo, interpretado pelo excepcional ator Lima Duarte. O maior sonho do Zeca Diabo era aprender a escrever “de carreirinha”. Era esse o bordão característico de seu personagem, que achava bonito escrever uma letra atrás de outra, em linha reta. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Às vezes vejo o sonho desse personagem de ficção tornar-se realidade com o esforço de pessoas idosas, analfabetas, que com muita coragem e seriedade voltam aos bancos escolares em cursos de alfabetização de adultos. Com semblantes felizes demonstram com orgulho sua nova condição de cidadania ao conseguir ler e escrever. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;É terrível a escuridão que enfrenta o analfabeto nos tempos atuais. Mesmo algumas medidas de cunho social, como ter título de eleitor e poder votar, não diminuem as dificuldades de enfrentamento do dia a dia, como pegar um ônibus, entender letreiros comerciais, fazer compras em supermercados, etc. Mesmo assim, as pesquisas têm demonstrado que, apesar do esforço da área educacional,  o analfabetismo tem crescido inclusive nas camadas mais jovens. Também cresce em todos os estados, o chamado “analfabeto funcional”, aquele que consegue apenas “desenhar” o nome, sem contudo entender o que lê e ter autonomia e lógica no que escreve.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sem querer ser um chato ou um dom Quixote contra a modernidade, ouso tratar de uma situação que deveria ser seriamente encarada pelos nossos educadores. Começo lembrando dos velhos tempos em que a alfabetização começava com um bonito caderno de caligrafia, em que os alunos treinavam os contornos das letras bem redondinhas. Em fase posterior, os professores faziam os ditados para que os alunos entendessem as sílabas e reproduzissem as palavras corretamente. E as crianças exibiam orgulhosas aos seus pais suas tarefas apreendidas na escola, em cadernos limpos e encapados.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Agora, com o avanço da tecnologia, muita coisa mudou e dois instrumentos, como irmãos siameses, fazem parte do cotidiano estudantil: a calculadora e o computador.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Faço primeiro uma reflexão sobre o uso da calculadora na escola. Antes, havia o terror de decorar a tabuada, necessária para o exercício das quatro operações aritméticas. Aliás, ainda tão necessárias para o desenvolvimento da vida cotidiana. Lembro quando alguns colegas usavam alguns truques para facilitar as dificuldades de memorização, como o instrumento japonês chamado “ábaco”, imediatamente proibido pelos mestres. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Entendo que este posicionamento era a consciência de que a aritmética era vital para o desenvolvimento do raciocínio. E, para o bom desenvolvimento da cidadania dêsde pequenos, creio que seria importante eliminar do ensino fundamental o uso de calculadora, que induz no fundo a uma “preguiça” mental nos estudantes, criando facilidades e impedindo que executem um exercício relevante para o desenvolvimento de suas capacidades cognitivas e de raciocínio lógico.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Por outro lado, a disseminação de computadores tem colocado em cheque a língua pátria levando os estudantes a desaprendê-la. O perigo é transformar o computador, que é um instrumento/meio auxiliar importantíssimo no processo ensino-aprendizagem, em um fim em si mesmo. O computador muda hábitos, facilita a vida, mas criando novos procedimentos sem um suporte de conhecimento básico, de linguagem formal escrita e matemática, podem desvirtuar a formação dos estudantes. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O pior é ver políticos usarem como panacéia da melhoria da qualidade de ensino grandes investimentos na compra de computadores para as escolas. Sem ser contraditório, entendo ser importante o acesso de jovens e adultos aos mais recentes meios de comunicação e interação global da rede de computadores. Eu mesmo, neste momento, estou utilizando um notebook para escrever este artigo e não vivo mais sem ele. Mas é sempre bom lembrar que computadores e máquinas em geral são ferramentas e não fazem milagres.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Por isso, vejo com muito interesse uma reação de algumas escolas da capital paulista, que passam a exigir de seus alunos que escrevam à mão, para evitar que “ o uso frequente do computador, no colégio e em casa, [fazem com que]os estudantes percam a caligrafia e deixem de atentar para as normas cultas” (Folha de S. Paulo, 18.01.2010) do português. Algumas escolas, mesmo aceitando as pesquisas dos estudantes através do computador, somente aceitam os trabalhos escolares apresentados manualmente. Mesmo porque muitas dessas “pesquisas” via internet são meras reproduções e as tarefas tornam-se todas iguais, impedindo a avaliação e o acompanhamento do desempenho escolar de cada aluno. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esta forma de ver o uso de computadores nas escolas é uma forma de rever conceitos importantes da educação moderna, de qualidade e para a formação de cidadãos. E, por fim, deve-se ter em mente que a tecnologia deve estar a serviço dos professores e dos alunos, de forma criativa, sem menosprezar o conhecimento bem fundamentado e a formação de uma massa crítica para a sociedade do futuro.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Espero que ao menos essa polêmica chegue a Mato Grosso do Sul.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 07 de fevereiro de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-4735197534829611570?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/4735197534829611570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=4735197534829611570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4735197534829611570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4735197534829611570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/02/e-preciso-escrever-de-carreirinha.html' title='É preciso escrever de carreirinha (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-3670285038596371609</id><published>2010-02-01T13:42:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T13:43:55.232-08:00</updated><title type='text'>Razão nada tem a ver com ditadura (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Nesta semana, estava eu transitando pela avenida Zahran (em Campo Grande-MS), quando vi à minha frente um automóvel Fiat Uno Mille, já gasto pelo tempo, com  placa que deixo de citar por não ser objeto deste artigo, dirigido por um senhor idoso. No vidro traseiro estava escrito em letras garrafais, para o horror do bom senso e dos que acreditam na democracia, a frase “Os militares tinham razão... AI-5”. Para o conhecimento dos mais jovens, é importante frisar que esta frase refere-se ao Ato Institucional n. 5, que em 1968 endureceu o regime, escancarando atos discricionários e ditatoriais. Era o auge dos “anos de chumbo” &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Só quem viveu sob uma ditadura pode lembrar o significado terrível do “AI-5”. Faço uma ressalva, pois não me refiro à instituição militar atualmente, cujo trabalho vem dignificando e honrando o país defendendo a democracia e exercendo atividades humanitárias e em defesa da paz, como ocorre no Haiti. Militares brasileiros pagam com o preço de suas preciosas vidas pela missão e estão sendo recebidos na sua volta como heróis nacionais.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A partir da frase exposta naquele carro, concentro-me nos anos de 1964-1985, quando militares e um grupo de civis governaram o país com mão de ferro.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O que espanta, entretanto, é o fato de uma pessoa se expor publicamente defendendo a volta da ditadura, de tão triste memória, contrariando os princípios de liberdade e os direitos constitucionais. E o que é pior, este indivíduo não está sozinho nesse horroroso exemplo, pois tenho ouvido de idosos e jovens de todas as camadas sociais, manifestações desse saudosismo espúrio e, eu diria ainda, ignorante. Quando pessoas começam a pensar assim, a sociedade corre perigo e pode-se dizer que uma luz vermelha está se acendendo. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Quem tem saudades da ditadura não lembra do terror que ela impõe aos seus adversários e a repressão que persegue a todos, culpados por ser oposição, ou inocentes. Perde-se o direito de falar o que se pensa, o direito de ir e vir, de publicar críticas, de manifestar formas artísticas que contrariam os “donos do poder”, enfim, a sociedade que assim consente abre mão dos seu mais elementar direito: a liberdade.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O que está errado neste país que gera pensamentos tão perigosos?  Para começar, vivemos hoje uma democracia que permite que todos formulem as suas opiniões, mesmo aquelas que atentam contra a liberdade e os direitos humanos: tem gente que defende a pena de morte, tem gente que fala em favor da censura nos jornais, nas TVs e nos cinemas, tem gente que prega o fechamento do congresso nacional, e ainda tem gente que prega a intolerância em todas as suas formas espúrias.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O que mais tem chamado a atenção da sociedade brasileira, hoje, é a farta exposição nos meios de comunicação do “mar de lama” que a corrupção derrama sobre os mais diversos níveis da política brasileira e do empresariado. Parece que ainda vigora a fatídica “lei de Gerson”, que diz que o indivíduo deve sempre levar vantagem em tudo na sua vida. A corrupção existe e é grande. Todavia, sabemos de todas as “maracutáias” realizadas em Brasília, ou pelo país afora, simplesmente por que existe l-i-b-e-r-d-a-d-e de informação. E isso é muito precioso numa sociedade democrática. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Tenho visto e ouvido com freqüência, como um indesejável senso comum, que na época da ditadura no Brasil não havia malversação do dinheiro público, impunidade, compra de votos, somente para ficar em alguns exemplos. Ledo engano. Havia sim e em grande quantidade. Votos não eram comprados, por que havia o terror e a repressão. As “más notícias” não chegavam à população, pela a imposição do AI-5, amordaçando todos os meios de comunicação e proibindo todas as formas de opinião que não fossem favoráveis ao regime de exceção. Assim, somente chegavam a público as notícias favoráveis ou que interessavam aos detentores do poder. Criou-se então a falsa imagem de que nos tempos da ditadura a sociedade estava mais protegida da bandidagem política do que no desenrolar da vida democrática.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Só para ressaltar, na ditadura n-ã-o e-x-i-s-t-e corrupção por que vigora a c-e-n-s-u-r-a. Ou seja, a sujeira é varrida para debaixo do tapete para ninguém ver. Pior ainda, poucos privilegiados que se apoderam do poder fazem o que bem entendem, inclusive roubar os cofres públicos, simplesmente por que o povo é impedido de fiscalizar.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O saudosismo pela ditadura encaminha perigosamente para a descrença da população nas instituições que garantem a participação popular na política e na l-i-v-r-e escolha de seus representantes através das eleições diretas e universais. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A melhor forma de proteger a democracia e combater os “filhotes” retardatários da ditadura está em romper os históricos de impunidade que afloram, infelizmente, em todas as partes do país e, acima de tudo, defender a liberdade de imprensa. É ela que não deixa acumular a sujeira em baixo do tapete da sociedade brasileira. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Apesar de todos esses exemplos em que a sociedade fica moralmente sentida, ainda é preferível uma democracia doente que expõe suas fraturas, do que a assepsia ilusória de uma ditadura.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 31 de janeiro de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-3670285038596371609?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/3670285038596371609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=3670285038596371609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3670285038596371609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3670285038596371609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/02/razao-nada-tem-ver-com-ditadura.html' title='Razão nada tem a ver com ditadura (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-7151844150048525873</id><published>2010-01-25T06:11:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T06:14:04.507-08:00</updated><title type='text'>Uma nova trapalhada em ano eleitoral (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Depois de todo o esforço do presidente Lula em aplainar o caminho eleitoral para a sua candidata Dilma Rousseff, o próprio governo atira lenha numa indesejável fogueira com o decreto assinado em fins do ano passado, o já famoso 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, com proposta de revisão da Lei da Anistia e da criação da Comissão Nacional da Verdade. O engraçado, pra variar, é que o presidente declarou ter assinado o documento sem lê-lo. Foi o que bastou para rotular o programa de revanchismo e manifestações de contrariedade dos militares capitaneados pelo ministro civil da Defesa, Nelson Jobim. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Como está se vendo, o esclarecimento dos crimes cometidos pela ditadura em nome da defesa do Estado ainda provoca muita celeuma, preocupações e medo. Creio que tanto os familiares dos desaparecidos e mortos nessa época de dura repressão, como também a própria Nação, têm o direito de passar a limpo a sua própria história. Cedo ou tarde isso terá que acontecer.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O que causa espanto neste documento tão importante para a defesa dos direitos humanos foi o fato da inclusão de outros itens, quem sabe, mais adequados a outros programas, transformando-o numa vasta colcha de retalhos, provocando também reações negativas de outros segmentos da sociedade brasileira. Como “nunca antes nesse país”, o documento de 74 páginas atingiu no último ano de governo praticamente todos os setores, abraçando um leque que se estende da taxação das grandes fortunas, da descriminalização do aborto, do enquadramento dos planos de saúde, até, vejam bem, do financiamento público de campanhas eleitorais. Não deu outra e o dito documento conseguiu desagradar muita gente. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;No entanto, o governo ainda não diz como colocar em prática esta gama de ações. Como é recorrente no governo em todo caso de crise, tudo se arrasta vagarosamente sem uma decisão definitiva. Em vista das reações negativas, que pipocam todos os dias nos jornais, o governo já começou a recuar por desejar que tais insatisfações não cheguem à porta da campanha presidencial da ministra Dilma. O recuo já começou, para contentar os militares, com a mudança no texto sobre as funções da Comissão Nacional da Verdade, que poderá torná-la inoperante. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Uma outra proposta, aliás, com um esquisito ranço autoritário, está no estabelecimento de critérios para acompanhar o conteúdo editorial dos veículos de comunicação, pontuando os comprometidos e os que ferem os direitos humanos. Esta proposta é, no mínimo, uma perigosa insanidade, pois existem outras maneiras  de fiscalizar os desvios dos meios de comunicação.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Outro ponto nevrálgico, e que deixou a igreja de cabelo em pé, foi o apoio  à descriminalização do aborto e à união civil entre pessoas do mesmo sexo, como também a garantia do direito de adoção por casais homoafetivos. Parece que a pronta reação da igreja, que não aceita sequer discutir o assunto, vai levar o velho Lula de sempre a recuar sobre essas inovadoras propostas e a comprar um belo barulho com essas minorias organizadas.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Também, este 3º  Plano resolveu mexer no vespeiro das questões de terras. No caso da ocupação de terras por movimentos organizados, propõe a realização de audiências públicas antes do juiz decidir se concede uma liminar para reintegração de posse de uma fazenda invadida. Este tema, com certeza, vai pegar fogo e dar muitos “panos para a manga”.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas, se você pensou que era só isso, prepara-se porque tem mais. O Plano propõe ainda revogar nomes de militares da época da ditadura dados a ruas e logradouros, estimular a produção coletiva de alimentos e ervas medicinais em canteiros urbanos. E, isso é só o começo. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mesmo assim, apesar de todas essas confusões e de possíveis reformulações, é preciso defender a praticidade deste projeto. &lt;em&gt;Duela a quien duela&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 24 de janeiro de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-7151844150048525873?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/7151844150048525873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=7151844150048525873' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7151844150048525873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7151844150048525873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/01/uma-nova-trapalhada-em-ano-eleitoral.html' title='Uma nova trapalhada em ano eleitoral (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8339622922654345620</id><published>2010-01-25T06:10:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T06:11:30.111-08:00</updated><title type='text'>Uma história mal contada (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Existe um velho ditado que diz: “quem bate esquece, mas quem apanha não esquece”. Muitos foram os momentos na história do Brasil em que governos autoritários foram mesclados de política e violência, contrariando o mito de uma história brasileira cordial. O autoritarismo sempre existiu e se praticou nos mais remotos pontos do país,  nos estados, em grande parte, com a conivência federal. Por isso é que existe uma vasta bibliografia que estuda a violência política e, em toda ela mostra que a população é o lado mais fraco e sofrido.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Retomo, por exemplo, o governo de Arthur Bernardes (1924 – 1927) que exerceu todo o seu mandato com mão de ferro e em “estado de sítio”. Muitos, em especial operários, anarquistas, jornalistas e políticos de oposição, sofreram violências, torturas e morreram nas mãos de truculentos policiais. O que pouca gente sabe é que, por esta época, o governo federal montou um campo de concentração em Clevelândia, às margens do rio Oiapoque, onde foram levados presos os opositores do governo. A mortandade naquela insalubre região foi colocada debaixo do tapete da história, mas não foi esquecida pela preservação dos registros históricos. De Corumbá (MS), dois descendentes de italianos, filhos do antigo dono do jornal Tribuna, foram levados presos para aquela região onde um morreu, e outro encontrou o mesmo caminho, por ter contraído grave doença já no Rio de Janeiro, após longa e trágica fuga.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Na ditadura do Estado Novo, no governo de Getúlio Vargas, a polícia política comandada pelo mato-grossense Felinto Muller, não foi diferente. Como resultado, o resto de sua vida Felinto foi marcado e cobrado pela sua atuação no comando da polícia e pelos tristes acontecimentos dos porões da ditadura. Porém, foi graças ao seu apadrinhamento que jovens mato-grossenses puderam se formar em cursos superiores, como direito e medicina, no Rio de Janeiro. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mais recente e ainda presente em nossas mentes está a ditadura militar de triste memória, que se manteve e sobreviveu graças a conivência e apoio do poder civil. Como tudo é possível na história brasileira, a transição da ditadura para a democracia foi feita (inclusive no comando do poder) por civis que foram aliados e que usufruíram dos benefícios daquele regime autoritário. Depois, veio a lei da Anistia que, apesar da mobilização nacional, foi aprovada em acordo com militares e políticos, condicionando que se colocasse uma pá de cal sobre o passado. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas, como esquecer tudo que aconteceu? Seria possível apagar da memória os corredores lúgubres e mal iluminados do Dops (Departamento de Organização Política Social), que funcionava num velho prédio, próximo da estação da Luz em São Paulo, hoje um centro cultural? Seria possível esquecer ainda os seus corredores, com portas que lembravam masmorras medievais, onde se ouviam gritos desesperados, mãos tremendo nas janelas internas quadriculadas com barras de ferro, vozes pedindo para informar às suas famílias que eles estavam ali ainda vivos? Acho muito difícil que qualquer forma de anistia apague essas cenas de horrores.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Tudo isso voltou à tona com o decreto do terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos assinado pelo presidente Lula no dia 21.12.2009. Este decreto prevê a elaboração de um projeto de lei que cria a Comissão Nacional da Verdade. Entre os objetivos desta comissão está investigar os crimes praticados pela ditadura, analisar a possível revogação de leis contrárias à garantia dos Direitos Humanos e também identificar e sinalizar locais públicos que serviram à repressão entre outros. Logo surgiu, como era de se esperar, a cizânia entre os membros do governo. De um lado, o ministro da Defesa Nelson Jobim e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, e de outro, o ministro da Justiça Tarso Genro, o secretário de Direitos Humanos Paulo Vannuchi e a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff. Como comumente faz em situação de crise, o presidente alegou que não tinha lido direito o que assinou e prometeu repensar o assunto.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Este apenas é o começo de uma grande confusão, pois este documento também contrariou a igreja, órgãos de imprensa, políticos entre outros. E pelo que a grande imprensa vem divulgando, parece mais uma grande salada mista e mal temperada que coloca no mesmo patamar questões de tortura, aborto, movimento sem-terra, direitos indígenas e etc...&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Plano mal escrito ou história mal contada?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 17 de janeiro de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8339622922654345620?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8339622922654345620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8339622922654345620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8339622922654345620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8339622922654345620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/01/uma-historia-mal-contada.html' title='Uma história mal contada (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6333409489078242616</id><published>2010-01-11T20:27:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T20:29:41.249-08:00</updated><title type='text'>Como se constrói uma oligarquia (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esta “coisa” não é nova e esteve presente em todo o desenrolar da História do Brasil e seu auge, historicamente, aconteceu no período da chamada República Velha. Era o tempo do poder personalista dos coronéis, com seus compadres e afilhados que, junto de outros coronéis e clãs familiares exerciam com mão de ferro o poder oligárquico estadual. Sem contestação e sem piedade, esses coronéis controlaram a polícia, a máquina administrativa e os seus empregos em suas respectivas regiões.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O município era a base da política coronelista, de onde emanava todo o poderio dos coronéis, como explicou Victor Nunes Leal em seu clássico livro “Coronelismo, enxada e voto”. Motivados por interesses políticos e familiares, todos se uniam em torno do chefe mais poderoso, extrapolando os limites municipais e dominando uma vasta região correspondente aos territórios estaduais. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Essas oligarquias eram, portanto, formadas pelos “Donos do Poder”, de acordo com o vasto e também clássico livro de Raymundo Faoro. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esta etapa histórica, marcada pelo patriarcalismo e pelas ações paternalistas como características comuns desse tipo de poder, aparentemente foi interrompida com a Revolução de 1930, com a vitória de Getúlio Vargas e a derrota das práticas políticas tradicionais dos coronéis, predominantes na velha República. A causa revolucionária soprava ventos de renovação na política brasileira. Mas o gérmen do poder local, tão bem estudado pela socióloga Maria Isaura Pereira de Queiróz em seu ensaio “O poder local na vida política brasileira”, manteve-se vivo, com novas roupagens sobre antigos métodos de domínio oligárquico, superando o centralismo de poder da ditadura do Estado Novo. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Hoje, depois de tanto tempo e apesar do avanço histórico das relações sociais, da modernização da sociedade e da globalização que permitem divulgar e interligar informações e notícias em tempo real, alguns “bolsões” brasileiros conservam o ranço dos velhos tempos. Refiro-me, especificamente, ao estado do Maranhão, mas sabe-se que essa situação pouco difere de outros estados brasileiros.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A história começou, de forma coincidente, em 1930, quando nasceu o menino com o nome de José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, aliás, nome totalmente desconhecido do público brasileiro.  Usou, entretanto, um outro nome e foi um homem de sorte, político de longa carreira, chegou à presidência da república, foi ainda senador, presidente do senado e  construiu um forte poder oligárquico, com enorme controle político e econômico, distribuindo favores e empregos públicos. Além disso, mediante métodos políticos à moda antiga, ainda consegue manter ao seu redor políticos de projeção nacional e grandes empresários. Alia suas atividades políticas com as literárias como escritor de inúmeros livros publicados e ocupa uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Para quem não ainda não adivinhou, refiro-me ao senador José Sarney.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A trajetória e a formação desta oligarquia maranhense, aliás maléfica  para a democracia brasileira, pode ser acompanhada no livro recentemente publicado, “Honoráveis bandidos – um retrato do Brasil na era Sarney”, do escritor Palmério Dória. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Cheguei a acreditar que o livro provocasse uma batalha judicial contra o autor pelos personagens ali citados. E olha que são muitos. No entanto, o tempo está passando e até agora nada foi publicamente informado sobre alguma reação por parte desses personagens reais do livro de Dória. Como o autor fez uma exaustiva pesquisa em jornais e contou com depoimentos orais, penso estar funcionando o velho ditado: “quem cala, consente...”. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sei não....&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Creio ser o livro uma grande contribuição para a compreensão de como ainda é feita a política no Brasil. É surpreendente como sobrevivem as formas mais arcaicas e espúrias de praticar uma espécie de política que gera desigualdades, distorções e corrupção. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Desse modo, o livro de Dória merece ser lido e é, ao mesmo tempo, sugestivo para outros autores fazerem o mesmo em seus estados. Lamentavelmente, o fenômeno Sarney tem seus seguidores pelo Brasil afora.  &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Seria engraçado se não fosse trágico para todos os brasileiros e para as conquistas realmente democráticas que já alcançamos...&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;(*) &lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 10 de janeiro de 2010.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6333409489078242616?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6333409489078242616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6333409489078242616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6333409489078242616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6333409489078242616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/01/como-se-constroi-uma-oligarquia.html' title='Como se constrói uma oligarquia (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-3837754307025850157</id><published>2010-01-05T21:18:00.002-08:00</published><updated>2010-01-05T21:20:18.766-08:00</updated><title type='text'>Um fracasso anunciado (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O mês de dezembro marcou um triste espetáculo sobre o futuro da humanidade e jogou por terra a esperança da construção de um mundo melhor. Foi também um festival de egoísmo, prepotência e demonstração de força de alguns países. Tudo isso ocorreu na desunida conferência do clima de Copenhague. Milhares de ingênuos ecologistas, ongs, curiosos e espertalhões que embarcaram no “trem da alegria” em defesa do meio ambiente acharam que era possível influir nas decisões dos líderes governamentais de 192 países ali representados. Devo fazer uma correção a bem da verdade: os líderes que dominaram essa torre de babel não passaram de meia dúzia;  a maioria dos representantes dos países fizeram apenas figuração.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O que parece ter sido uma piada de mau gosto foram as normas da ONU, que objetivavam tirar do evento uma decisão de consenso, o que no contexto real era impossível e sabido por todos. Isso, nem por milagre iria acontecer.  Mesmo assim, criou-se uma grande expectativa para melhorar as condições climáticas a médio e a  longo prazos de todo o planeta.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Depois de intermináveis discussões entre as representações governamentais que, é óbvio, não decidiam nada e também após lutas campais e repressões de policiais truculentos e “badalações mundanas” começaram a chegar os chamados líderes mundiais. Como era  previsível, a festa azedou e muito. Tentou-se um golpe, como sempre para favorecer os países ricos, promovido pelos anfitriões dinamarqueses em conluio com os EUA, mas a imprensa, atenta e abelhuda, vazou o assunto antes da hora e o negócio desastroso foi arquivado.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Nesse mar de confusão e de interesses conflitantes, poucos foram os líderes que se sobressaíram, entre eles, com um bom discurso de improviso, o presidente Lula. Outro discurso que teve grande repercussão, mas em sentido contrário, foi o do presidente Barack Obama. Mostrou a força do seu poder mundial, com arrogância e   norteou o resultado desastroso da conferência com um documento frágil, sem legitimidade por não ter sido resultado de consenso entre os países, apesar de alguns dados positivos. Lembrou os velhos tempos do expansionismo imperialista norteamericano, que ficou conhecido como o “big stick” (a política do grande porrete).&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O que chama a atenção, segundo a imprensa internacional, é que este documento teve os “dedos” dos EUA, China, Índia, África do Sul e do Brasil. Assim, ficou claramente demonstrada, mais uma vez, a divisão de interesses entre os países mais ricos, incluindo os dois maiores poluidores do planeta, EUA, China e os chamados emergentes e, de outro, os pobres de sempre. A poluição vai persistir mas, com certeza,  assim continua a caminhar a humanidade, como dizia o título de um velho filme de sucesso.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Como aconteceu na ocasião da escolha do Brasil para sede da copa do mundo de futebol em 2014, deu-se a prática costumeira de uma grande caravana acompanhar o presidente Lula em eventos de projeção internacional.  A comitiva brasileira em Copenhague teve aproximadamente 800 assessores, brasileiros felizardos que, para todos os efeitos foram defender o meio-ambiente. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Só queria saber quem pagou mais esta conta....&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;), de Campo Grande (MS), em 03 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-3837754307025850157?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/3837754307025850157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=3837754307025850157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3837754307025850157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3837754307025850157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/01/um-fracasso-anunciado.html' title='Um fracasso anunciado (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-4894618402932688542</id><published>2010-01-05T21:18:00.001-08:00</published><updated>2010-01-05T21:20:29.863-08:00</updated><title type='text'>A preservação da memória coletiva (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Até que em fim uma boa notícia para quem defende a preservação da memória histórica de Mato Grosso do Sul. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;No dia 3 p.p. foi liberado pelo Conselho Deliberativo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional o tombamento do complexo ferroviário da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Aliás, na verdade, o que restou da ação dos depredadores de colarinho branco que trataram com desconsideração uma das referências históricas mais importantes do estado. Até então esta memória ferroviária estava protegida por leis de tombamento municipal e estadual. Mesmo assim, este espaço corria riscos, como a idéia de “jerico” da construção em seu interior de uma grande arena para shows musicais. Com o tombamento, tudo estará definitivamente protegido.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;É óbvio que somente isto não soluciona a sua preservação, pois vai ser preciso uma soma considerável de recursos para restaurar parte do que foi degradado desde a sua privatização. Não custa ressaltar que a privatização foi um dos maiores desatinos em nome da modernização do estado e os prejuízos provocados jamais serão recuperados. Uma bela história acompanhou a construção da cidadania sul-mato-grossense e foi jogada no lixo pela truculência dos governantes da época. E o que é pior, parecia pela maciça propaganda que os opositores à privatização, que varreu o país de norte a sul, eram contra os interesses nacionais. Pelo contrário, foi uma batalha perdida para os que realmente defendiam os interesses nacionais contra os verdadeiros entreguistas que, com uma política de “terra arrasada”, desnacionalizaram grandes e ricas empresas de vital importância econômica para o país.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Como é triste ver, ao longo dos trilhos que restaram, estações abandonadas à mercê de vândalos e de ladrões que se aproveitam da situação para roubar telhas, telhados, móveis, tijolos. É uma pena não preservar uma história construída desde os primeiros tempos do século XX, de muitos sacrifícios e de muitas históricas alegres e românticas. Por tudo isso, é preciso entender que o tombamento do IPHAN de parte da ferrovia, por circunscrevê-lo somente à estação central de Campo Grande e ao seu entorno, não soluciona o problema do extenso patrimônio de toda a ferrovia. Entendo ser preciso continuar a campanha para que toda a NOB seja preservada pela legislação do tombamento e não se pode iludir tolamente com o pouco que está sendo feito, sem correr o risco de ir de encontro aos que os espertos chamam de “politicamente correto”.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Também defendo de forma intransigente a existência de uma política estadual de tombamento de bens histórico-culturais e que possa assessorar a prefeituras na conscientização popular e na montagem de legislações municipais de preservação, em que Corumbá foi pioneira. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O casario do porto de Corumbá também foi beneficiado com o tombamento nacional do IPHAN, além do Forte de Coimbra e das grutas de Bonito.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Como um estado com fortes raízes históricas, seus pioneiros também deixaram marcas arquitetônicas que devem ser preservadas, a exemplo de Porto Murtinho, Bela Vista, Nioaque, Miranda, Aquidauana e Anastácio. Nesta última cidade existe um conjunto único onde funcionou, e ainda funciona, a histórica Casa Cândia. Não se pode entender a história política e econômica das cidades gêmeas, Aquidauana-Anastácio, sem passar pelas portas da Casa Cândia que, com outros prédios, são preocupações dos preservacionistas da prefeitura municipal.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Como a palavra “tombamento” ainda provoca arrepios em certos proprietários que imaginam perder seus direito de propriedade, creio ser sensato, além de uma política de esclarecimentos e de debates públicos, a inclusão na legislação de contrapartidas como abatimento de IPTU e outros impostos. Cada imóvel tombado também necessita de um projeto de uso sem a perda de suas características históricas e o máximo de sua originalidade, pois preservação não significa imobilização.  Seria um bom começo. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 27 de dezembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-4894618402932688542?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/4894618402932688542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=4894618402932688542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4894618402932688542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4894618402932688542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/01/preservacao-da-memoria-coletiva_05.html' title='A preservação da memória coletiva (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8282497825267882365</id><published>2010-01-05T21:08:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T21:20:43.666-08:00</updated><title type='text'>Assim a vaca vai pro brejo (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;A escolha da cidade histórica de Copenhague para a Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática levou a população mundial, pelas facilidades permitidas pela globalização dos meios de comunicação, a interar-se do grave problema dos desastres climáticos. São cenários apavorantes visualizados para o futuro: enchentes, secas, degelo polar, aumento do nível dos oceanos, ilhas e pequenos paises desaparecendo debaixo d água. Parece até o “fim do mundo” bíblico. A coisa é séria e os responsáveis são bem conhecidos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A resposta é simples, pois os maiores culpados pelo desastre da natureza são os países ricos e industrializados que movidos pela ganância e pelo controle de poder estão destruindo o nosso planeta.  Antes tarde do que nunca, busca-se uma solução em Copenhague onde estão reunidos representantes de 192 países além de uma multidão de pessoas não convidadas que fazem um barulho danado pelas ruas da velha cidade, enfrentam a polícia e, apesar da doce ilusão, não influenciam em absolutamente nada nas decisões dos governantes. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Isso faz lembrar o velho Congresso de Viena de 1815, uma reunião realizada nessa mesma cidade para refazer o mapa europeu após as guerras napoleônicas. Em tese, todos os atingidos pelo expansionismo napoleônico estavam envolvidos, fossem nações, povos, tribos, clãs familiares e demais atingidos. Mas, o que se viu foi o controle dos grandes países que manobraram as decisões em benefício próprio e em detrimento dos pequenos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Creio que em Copenhague não será diferente. Basta relembrar o Protocolo de Kyoto, de 1997, que pretendia, ou melhor, exigia que os países industrializados reduzissem em 5,2 suas emissões de gases de carbono, ou seja, de gases estufa na atmosfera, em relação aos níveis de 1990. Sabe o que aconteceu? Os EUA da era Bush recusaram-se a ratificá-lo com a alegação hipócrita de que seria danoso à economia norteamericana, sem levar em conta que o país, na época, era responsável por 36,15 % da emissão do gás estufa em todo o planeta.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Desse modo os países ricos querem dividir os prejuízos com os chamados países emergentes (na época da “guerra fria” eram chamados de países em vias de desenvolvimento). Como era de se esperar, o Brasil está na alça da mira, pelo preço de sonhar em viver no mesmo plano que as nações ricas e poderosas. E parece mesmo, pois levou para Copenhague uma “pequena” comitiva de aproximadamente 800 pessoas.  Os gastos podem ser imaginados por qualquer cidadão que paga seus impostos e não é sem razão que um canal de televisão acompanha um “impostódromo”, demonstrando que o país já arrecadou mais de um trilhão em impostos neste ano.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esse encontro serviu também para mostrar um fato, relativo ao efeito estufa, no mínimo inusitado. Um estudo lá apresentado, produzido por pesquisadores da Universidade de Brasília, chegou à conclusão que somente a pecuária é responsável por 50% do gás estufa emitido no Brasil. Nisso está incluído o desmatamento para a formação de pastos e as queimadas provocadas para a renovação do capim. Nessa composição desastrada, que parece cômica se não fosse trágica, está a fermentação intestinal bovina que produz quantidades surpreendentes de gás metano, um dos gases de maior efeito negativo sobre o aquecimento global. Em recente jornal televisivo, a Globo, por autocensura afirmou que eram os “arrotos” dos bois. Não é não. São os fétidos “puns” dos bois. O que me assusta é que só no Pantanal existe mais de 20 milhões de cabeças de gado, produzindo gases fedidos e, por conseqüência natural e fisiológica, muita matéria fecal.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas creio que não preciso ficar preocupado, pois o presidente Lula já está falando abertamente na merda, só não sei se é de boi ou de gente mesmo.  Por isso não me surpreendi em ler nos jornais de todo o país, que no dia 10 de dezembro passado, na assinatura de contratos do programa Minha Casa, Minha Vida, no Maranhão, o presidente disse em seu discurso: “Eu quero é saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra”. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Digamos que a primeira parte ele acertou, posto que disse o que todo mundo sabe. Já a segunda ..., sem comentários!&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 20 de dezembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8282497825267882365?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8282497825267882365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8282497825267882365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8282497825267882365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8282497825267882365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/01/assim-vaca-vai-pro-brejo.html' title='Assim a vaca vai pro brejo (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-651793600766694689</id><published>2010-01-05T21:05:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T21:06:45.147-08:00</updated><title type='text'>A perigosa vulgarização da imagem (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O gaúcho Getúlio Vargas que assumiu o governo da República com a Revolução de 1930, impôs anos mais tarde a ditadura do Estado Novo (1937-1945). Foi um ditador contraditório, maquiavélico, contrapondo de um lado como um político bonachão e simpático e de outro, enchendo as masmorras com opositores e com uma polícia habituada a utilização de práticas de tortura. Baixinho, com uma imensa barriga e fumando um enorme charuto que alternava com largo sorriso, Vargas estabeleceu toda uma legislação em benefício dos trabalhadores, ficando assim chamado de “pai dos pobres”.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sem contar com recursos modernos de propaganda e marketing, Vargas soube usar com maestria sua imagem em benefício próprio, tanto que após quatro anos da queda do seu governo ditatorial, voltou à presidência pelos braços do povo. A violência do Estado Novo não foi suficiente para impedir a sua vitória.   &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;De fato, foi um político populista que sabia manipular como ninguém as massas populares através do DIP (Departamento de Imprensa de Propaganda). Reunia, por exemplo, em espetáculos circenses, milhares de trabalhadores na comemoração de 1º de Maio no estádio do Vasco da Gama, distribuía fotos e simpáticos bonequinhos brancos com sua imagem. Apesar da ferrenha censura imposta, também permitia a divulgação de paródias e piadas especialmente musicadas pela dupla caipira Alvarenga e Ranchinho. Chegava a ponto de convidá-los para shows no próprio palácio do Catete, onde dava boas gargalhadas. Teve, porém, um fim trágico ceifando a sua vida com um tiro. Depois de Vargas, muitos políticos usaram, de forma populista, uma imagem popular como forma de projeção política e eleitoral, entre eles Adhemar de Barros e Jânio Quadros. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Agora, no atual estágio de modernização tecnológica e de globalização, com acesso facilitado pela multimídia, o presidente Lula tem sabido utilizar a sua imagem com maestria. Longe dos tempos de combativo líder sindical e da criação de um partido que propunha um ideal de uma sociedade mais justa e solidária, o Lula de hoje pouco difere dos políticos que tanto combateu. Não passa um dia em que ele não aparece nos meios de comunicação dando as mais diversas opiniões, muitas delas de uma fragilidade espantosa. Mas parece ser uma prática que dá bons resultados, pois basta ver os altos índices de popularidade “nunca antes visto neste país”, apesar do risco da vulgarização de sua imagem. Para quem acreditou e já votou nele, não deixa de ser uma situação de alto risco.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Tempo atrás, uma emissora de rádio européia transmitiu uma longa entrevista com o presidente, falando dos mais diversos assuntos de interesses internacionais. Dias depois, descobriu-se que era um gaiato fazendo-se passar pelo presidente. Que eu saiba não aconteceu nada com este irresponsável falsário, que poderia ter provocado um constrangimento internacional para o país. Dias atrás, o presidente e sua candidata Dilma Roussef foram envolvidos numa propaganda sobre papel higiênico. Usando imitadores, uma agência de propaganda simulou uma cena, é claro, de banheiro, para vender o papel Neve. Também não houve uma resposta firme do Palácio do Planalto para tão descabida propaganda. Além disso, em discurso recente Lula falou palavrões, sem o menor pejo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Entretanto, não creio que esta é a melhor forma de reforçar a popularidade do presidente. Acresce à minha perplexidade o lançamento do filme “Lula, o filho do Brasil”, de Fábio Barreto, que usou a prática corriqueira da bajulação, para arrecadação financeira, aliás, filme financiado por empreiteiras que tem relações empresariais com o próprio governo. Ainda não o assisti, mas pelo que diz a imprensa, é um filme direcionado para fins eleitorais. A criação do mito, na história da humanidade, nem sempre acaba bem. Apesar dos elogios fáceis dos áulicos, creio que está na hora de retornar aos caminhos da sensatez.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Finalmente, levei um susto ao ler uma matéria assinada pelo ex-preso político e ex-petista César Benjamin (Folha de S. Paulo, 28.11.09) que relatou uma conversa que teve com Lula, em 1994, em que este afirmou ter tentado “subjugar” sexualmente um colega de cela. Fica a pergunta, porque somente agora, depois de tanto tempo, esta conversa simplesmente inacreditável veio a público? É um assunto escabroso que não pode ser varrido para debaixo do tapete. O que está em jogo é a imagem do presidente da república e não pode ficar sem uma resposta rápida e enérgica, sob pena de permanecer uma mancha nesta terrível história.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Os homens passam, mas a história julga e, se preciso, condena. Assim, os mitos são desmascarados.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 13 de dezembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-651793600766694689?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/651793600766694689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=651793600766694689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/651793600766694689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/651793600766694689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2010/01/perigosa-vulgarizacao-da-imagem.html' title='A perigosa vulgarização da imagem (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5696963276495102748</id><published>2009-12-07T16:35:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T16:36:58.266-08:00</updated><title type='text'>O mau cheiro da corrupção (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Nos anos 70 do século passado, quando iniciei minha carreira de pesquisador da história regional, passei uma temporada em Cuiabá debruçado na rica e antiga documentação do Arquivo Público Estadual. Entre leituras e conversas agradáveis, ouvi uma estória sobre corrupção que penso ser mais do anedotário político. Diziam que, no período da República Velha (1889-1930), havia uma cidadezinha do chamado “nortão” do estado, onde a corrupção era endêmica. Ou seja, nenhuma autoridade estadual resistia à pressão de compra e dos favores dos coronéis políticos locais. Tentando conter essa desmoralização pública, o governador da época transferiu para o local um juiz historicamente incorruptível. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;No início foi uma festa com prisões, cadeia abarrotada de condenados e fuga de contraventores. Foi um período de tranquilidade na cidadezinha. Tempos passaram e o governador recebeu um telegrama daquele juiz com o seguinte teor: “Excia. pt. Favor transferir-me. pt. Chegaram no meu preço.pt.”. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Lembro desta estória para refletir sobre o preço que um homem deve ter. Para uns, o preço será sempre a dignidade, a honradez e a consciência. Mesmo com pressões e sacrifícios, uma postura ética não tem preço e não se vende nunca. Para outros (exemplos de esperteza para muitos), os preços são bem baratos, pois se vendem até por migalhas; mas alguns conseguem amealhar grandes recursos. É a vitória da corrupção aliada à impunidade, que enoja e ofende a dignidade do país. Apesar de entender que os corruptos não representam a maioria da população, esses maus exemplos, vistos quase diariamente na imprensa nacional, dão a impressão de que a sociedade brasileira está afundada em um “mar de lama”. Aliás, é um conceito que infelizmente se espalha por todo território nacional.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;De acordo com o ranking da ONG Transparência Internacional, no Índice de Percepção da Corrupção, entre 180 países o Brasil está classificado no desonroso lugar número 75, sendo o número 1 o menos corrupto e o 180° o mais corrupto. Este resultado representa a percepção que se tem dos países relacionados por uma série de organismos internacionais, como o Banco Mundial e o Fórum Econômico Mundial. Portanto, apesar desta idéia que nos vendem de “Brasil Grande”, a nossa imagem lá fora não é grande coisa. Mais do que isso, é amplamente divulgada a venalidade dos negócios públicos e das concorrências no país. Ficou famosa uma frase atribuída (creio que é folclore) a um dos maiores políticos de S. Paulo, o carismático e populista Adhemar de Barros, que é “roubo, mas faço”. O que é pior, este mote ainda vale até hoje.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Recentemente, uma pesquisa detectou que 49% dos entrevistados afirmaram que, de uma maneira ou outra (ou seja, por dinheiro, benefícios ou favores), venderam o seu voto. O que causa espécie, é que esses vendedores de votos afirmaram cumprir “honestamente” o trato e entregaram seu voto sem a percepção de que estavam sendo aviltados em seus direitos de cidadania. Quem vende o voto perde também o direito de cobrar e fiscalizar os políticos e administradores públicos. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Ressalva-se que a convivência com a corrupção não é algo recente, mas secular. Na verdade, a corrupção chegou ao Brasil com a colonização portuguesa, onde seus representantes procuravam tirar o máximo proveito da burocracia colonial e do trabalho dos colonos. Entretanto isso não justifica a epidemia de corrupção que assola o Brasil até hoje.  &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Agora, e parece até uma piada, uma Ong, chamada Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral, coordenou um projeto de iniciativa popular para impedir a candidatura já nas próximas eleições de políticos com “ficha suja”. Por direito constitucional, esse projeto com mais de um milhão de assinaturas deve ser analisado e votado pelo Congresso Nacional.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sei não. Acho que não se resolve o crônico problema colocando a raposa para cuidar do galinheiro. Corrupção é doença maligna e de difícil cura, mas, como sou um teimoso incorrigível, creio que um dia será possível debelar esse mal.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 06 de dezembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5696963276495102748?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5696963276495102748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5696963276495102748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5696963276495102748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5696963276495102748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/12/o-mau-cheiro-da-corrupcao.html' title='O mau cheiro da corrupção (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-3239321186903078130</id><published>2009-11-30T18:49:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T18:52:09.717-08:00</updated><title type='text'>Um ilustre filho de Corumbá (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O céu de Corumbá, com suas cores fortes e brilhantes, rasgado por raios vermelhos e amarelos, amanheceu pálido e cinzento no domingo passado. As lavadeiras que caminham dia a dia até o rio Paraguai, com suas enormes trouxas de roupa à cabeça, andam em passos mais lentos e tristes. Os pescadores em suas toscas pirogas, cercados de flores de camalote, olham as águas mais pensativos que de costume; os que carregam coloridos peixes em varal, sobem as ladeiras de Corumbá também mais lentos e tristes... É a nostalgia de uma gente que perdeu um membro de sua comunidade, aquele que transformava suas angústias e suas vidas em desenhos e cores de rara e especial beleza. Mas não apenas os pescadores; foi Corumbá inteira que perdeu um de seus filhos mais ilustres e o Pantanal, o seu propagandista maior.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Falo do falecimento em Campo Grande (22.11) de José Ramão Pinto de Moraes, o Jorapimo, longe da terra natal que tanto amou, depois de longa enfermidade e sofrimento, numa lamentável conjugação de câncer com problemas renais crônicos que o sugou fisicamente. Nasceu em 1937 e viveu grande parte de sua infância e juventude na cidade de Campinas/SP. Superando dificuldades, autodidata, desde cedo começou a interessar-se pela pintura, sofrendo influências dos mestres clássicos da pintura universal, sem deixar, porém, o seu olhar e o seu coração de voltar-se para o Pantanal. Consolidado como artista plástico, radicou-se definitivamente em Corumbá, a partir de 1974. Até então, já tinha apresentado seus trabalhos em diversas exposições individuais, sendo a primeira em Corumbá, no ano de 1963.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Na sua volta a Corumbá, também expôs a sua produção artística, retratando as belezas cotidianas da cidade e do Pantanal. A partir de então, Jorapimo continuou uma incessante e frenética produção artística, somente interrompida pela fatalidade de suas doenças. Agora, Jorapimo deve estar pintando anjos e cenários pantaneiros celestiais... &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Em 1978, entre as comemorações da passagem do Bicentenário de fundação de Corumbá e Ladário, Jorapimo participou, junto com os maiores artistas plásticos do estado ainda unido, de um grande salão de artes, recebendo inclusive uma premiação. Na época, quando o conheci, fiquei encantado com a beleza plástica de suas obras. Porém, estreitei nossa amizade somente dois anos depois, quando fui Secretário Municipal de Educação fazendo uma longa e profícua parceria com o artista. Lembro da sua chegada na Secretaria, com uma proposta de fazer um folder sobre o carnaval, em silk screen. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;De fala mansa, andando como que deslizando sobre o solo, com rosto vincado por traços de índio pantaneiro, Jorapimo, com linhas simples e fortes contrastes de cores, e com maestria inigualável, dava golpes de espátula nas telas, gravando para a posteridade camalotes, aves esbeltas ou desengonçadas, jacarés, as águas pantaneiras, o casario do porto, barcos ancorados nas margens do rio e, tudo isso, sem deixar como referência mais importante, como ele mesmo dizia, o homem pantaneiro. Às vezes, fugia de seu tema principal para pintar outras temáticas como cenas dramáticas da guerra com o Paraguai. Tenho em meu acervo pessoal vários quadros de sua autoria, um deles retratando a Retirada da Laguna e outro, uma releitura de uma das batalhas ocorridas nas águas do rio Paraguai.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A sua obra, pela importância extraordinária, extrapolou as dimensões territoriais da sua querida Corumbá. Fez exposições em Campo Grande, Campinas, Cuiabá, São Paulo, Rio Claro, Vitória e, no exterior expôs no Japão, Alemanha, Estados Unidos, Paraguai, Bolívia e Uruguai. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Hoje, suas telas e outros trabalhos em tecidos e diversos materiais estão espalhadas pelo país e pelo mundo tornando impossível quantificá-los, pela vastidão de sua produção. Mesmo assim, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desenvolve um projeto de catalogação de sua obra, é claro, do que for possível encontrar entre acervos públicos e particulares. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Velho companheiro de guerra, você vai fazer uma falta danada onde hoje predomina a melancólica mediocridade dos que “se acham” artistas. Digo, falta física, por que seu legado para a cultura sul-mato-grossense é universal e eterno. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Felizmente, grandes artistas como Jorapimo não morrem jamais...&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 29 de novembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-3239321186903078130?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/3239321186903078130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=3239321186903078130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3239321186903078130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3239321186903078130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/11/um-ilustre-filho-de-corumba.html' title='Um ilustre filho de Corumbá (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-3775970934552264568</id><published>2009-11-23T23:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T00:00:31.302-08:00</updated><title type='text'>Que universidade é essa? (*)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A minha indignação é tamanha, que volto ao assunto do artigo anterior. É sobre a vergonhosa e fascista manifestação de estudantes (não merecem este nome), que agrediram e violentaram moralmente uma jovem de vestido curto dentro das dependências da Universidade Bandeirante, em São Bernardo do Campo (na grande São Paulo). É claro que, pelos acontecimentos posteriores, a garota esperta e com senso de oportunidade está sabendo muito bem se defender e tirar proveito da situação. Não é esta a preocupação deste artigo, pois penso que há coisas mais importantes e cruciais para a nossa sociedade, além de um inconveniente vestido curto, justo e provocante.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A primeira medida do Conselho Universitário da UNIBAN foi o ato imediatista e transloucado de expulsar a vítima do quadro discente, sem punir adequadamente o bando de marginais que praticaram os atos de intolerância e violência, como forma de varrer para baixo do tapete o tão lamentável espetáculo. Como era de se esperar, a repercussão explodiu dentro e fora do país, o que levou o reitor a revogar esta medida covarde. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas, entendo que a reversão do ato disciplinar, tomado por uma cúpula administrativa intolerante e autoritária e que, em coletiva à imprensa o vice-reitor fez questão de declarar não ser um recuo da reitoria, não foi tomada pela repercussão negativa perante a opinião pública. O que os fez tremer foi a posição do MEC de pedir explicações sobre a expulsão da aluna e a possibilidade de terem sido feridos os seus direitos humanos. De acordo com a legislação vigente, a punição mais grave aplicada à universidade pode ser o seu descredenciamento e o fechamento da instituição, caso sejam apurados os desvios de atribuições da sua administração, violando direitos constitucionais.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres também entrou no circuito em defesa dos direitos da aluna, encaminhando ofício ao Ministério Público solicitando providências. Olhe só! Até a UNE, que nos últimos anos, lamentavelmente, tornou-se “chapa branca” e apêndice do governo federal, também mostrou a sua cara e partiu em defesa da aluna, repudiando atos de jovens intolerantes e preconceituosos que se dizem universitários.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esta universidade, fundada em 1994 a partir de pequenas faculdades, está voltada para atender a demanda de jovens egressos da classe C por formação superior, procurando captar alunos com mensalidades que não chegam a R$ 200,00. Pagando baixos salários aos seus professores, enxugando custos que são inerentes à qualidade do ensino superior, como laboratórios, biblioteca e outros setores fundamentais da infraestrutura universitária, as perguntas que ficam são: que qualidade de ensino e capacitação superior estão sendo administradas a esses alunos? Será mais fábrica de diplomas a iludir o sonho de ascensão sócio-econômica da chamada classe média baixa, como tantas outras que existem pelo Brasil afora? &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A avaliação do governo federal já colocou a Uniban quase ao nível de insatisfatório, mesmo sendo a 4a maior instituição de ensino superior particular do país. E, com certeza, pelos seus indicadores de avaliação e atitudes de um expressivo grupo de alunos, a Uniban não prima por elevar a qualidade de vida e ações de civilidade e cidadania. Em abril passado, e isso pode ser visto no Youtube, os seus alunos deram um outro exemplo de selvageria durante uma manifestação contra mudanças no sistema de avaliação (aliás, um direito inquestionável), que descambou para o ataque a uma aluna que foi, inclusive, agredida fisicamente. Esta violência como se viu recorrente, mais parece ser característica de uma escola de formação nazi-fascista, nos moldes da S.A. nazista.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que pouca gente sabe, e impressiona, é o fato da região do ABC paulista, onde está localizada a Uniban, ter sido o celeiro de uma das mais belas páginas da política brasileira contra a ditadura, onde o operariado se organizou num exemplar movimento sindical (que, diga-se de passagem , infelizmente é coisa do passado). Longe desta lição de dignidade, coragem política e cidadania, o ABC está hoje infestado de grupos neo-nazistas, skinheads, punks que manifestam seus preconceitos com violência contra mulheres, negros, homossexuais e tudo aquilo que consideram arbitrariamente inaceitável.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por outro lado, as reações de uma parcela importante da mídia, incluindo a imprensa internacional, deixam claro que com a evolução política que alcançamos não se tolera manifestações de preconceito e aviltamento de direitos humanos, bem como rejeitamos picaretagem em nome da educação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Portanto, cabe às universidades, no caso a Uniban, desenvolver entre seus alunos uma política de respeito às adversidades sociais, econômicas, culturais, raciais e também de respeito às opções sexuais. Essa é a tarefa fundamental de uma Universidade: formar bons profissionais, capazes de por em prática os princípios e direitos fundamentais que sustentam uma sociedade democrática, mais justa e solidária.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Caso contrário, algumas escolas irão perder suas mascaras, mostrando sua cara de “caça-níqueis”, escamoteando seus deveres sociais e educacionais, visando somente e especialmente o lucro de suas caixas e, pior de tudo, dando diplomas superiores a gente intolerante e despreparada para viver em paz e harmonia com seus próximos. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 22 de novembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-3775970934552264568?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/3775970934552264568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=3775970934552264568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3775970934552264568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3775970934552264568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/11/que-universidade-e-essa.html' title='Que universidade é essa? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-2138792230765354956</id><published>2009-11-15T19:24:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T19:26:56.070-08:00</updated><title type='text'>A intolerância é o ovo da serpente (*)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada,  já não podemos dizer nada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Vladimir Maiakovisk)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Cada ovo de serpente é protegido por uma membrana, onde se desenvolve o embrião de uma outra serpente. Através desta membrana você pode acompanhar a evolução e nascimento desse réptil. É um ovo como tantos outros, aparentemente inofensivo, mas onde germina uma perigosa serpente que pode picar e distribuir o seu veneno. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Aproveitando esta alegoria, o cineasta Ingmar Bergman produziu o seu belíssimo filme “O ovo da serpente”, situando simbolicamente o seu olhar em Berlim, no ano de 1923, num momento após a Primeira Guerra Mundial, do refazer da sociedade alemã destroçada, mas produzindo já os terríveis germens da construção política nazista.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mesmo vendo a formação de um monstro, como uma serpente ainda dentro do ovo, a sociedade germânica, vivendo arroubos democráticos nesse período entre as duas guerras mundiais, permitiu o crescimento de organizações marcadas pela intolerância e por preconceitos, e o aparecimento de um líder alucinado que galvanizava multidões: Adolf Hitler. Desenhava-se assim, com a tolerância sendo conivente com a intolerância, a etapa de regimes nazi-fascistas que levou o mundo a uma guerra insana com milhões de vítimas.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esse exemplo histórico mostra que uma sociedade democrática não pode conviver ou permitir manifestações de intolerância política, social, cultural, racial ou religiosa, mesmo que aparentemente possa parecer que se está ferindo os direitos democráticos do cidadão. Pelo contrário, a defesa da sociedade implica em não dar espaços para esses rasgos de intolerância, mesmo que sejam pontuais. São venenos que se alastram escondidos no manto da impunidade de uma sociedade que não quer se envolver, ou finge como é mais cômodo, e não quer encarar situações que incomodam toda a sociedade.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A sociedade brasileira tem sido ferida em diversos momentos por inconcebíveis manifestações de intolerância e nem sempre produz o repúdio que se espera de todos. Parece até que esses atos de violência, por não nos atingir diretamente, também não nos dizem respeito. É, na verdade, um egoísmo que deve ser combatido com solidariedade e humanismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Um caso emblemático de violência motivada pela intolerância étnica foi o ato inconsequente e criminoso, ocorrido em Brasília, dos jovens de classe média que atiraram fogo no índio Galdino. Apesar da repercussão internacional, pouco se fez a respeito. Prevaleceu a sensação de impunidade e um gosto amargo na boca. Também, tem aparecido de forma recorrente no noticiário da imprensa agressões gratuitas a professores, de grupos de meninas contra colegas, de grupo neonazistas contra gays, só para citar alguns exemplos de intolerância e violência gratuita.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Porém, o que me assustou como manifestação de intolerância coletiva e fascista foi a triste e deprimente ocorrência que envolveu a estudante do curso de turismo de uma universidade particular do município de São Bernardo do Campo, Geyse Arruda. Filha de uma dona de casa e de um supervisor de serviços, a jovem talvez tenha enterrado com o seu sofrimento seu sonho de um obter um diploma superior pelo crime de ter ido à faculdade com um vestido bem curto.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O caos anárquico que se seguiu com uma turba ensandecida agredindo com violência e moralmente uma jovem sonhadora, choca em especial pelo fato de ter ocorrido dentro de uma universidade, local que subentende ser um espaço para a pluralidade de idéias e a defesa intransigente dos direitos individuais. A garota foi agredida, por rapazes e moças, com palavras de baixo calão, gestos e tentativas de agressões físicas e até sexuais. Ficam as perguntas: que tipo de gente esta universidade vai formar? A impunidade irá acobertar esses filhotes do banditismo fascista? Ou vamos ficar assistindo passíveis o ovo da serpente germinar? Quando a casca se quebrar poderá ser tarde demais.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 15 de novembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-2138792230765354956?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/2138792230765354956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=2138792230765354956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2138792230765354956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2138792230765354956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/11/intolerancia-e-o-ovo-da-serpente.html' title='A intolerância é o ovo da serpente (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5721225361338008656</id><published>2009-11-15T19:21:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T19:23:44.226-08:00</updated><title type='text'>Tombar não significa derrubar (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;O ato de tombar um bem público ou particular ainda provoca muita polêmica. Mesmo nos dias de hoje, com a facilidade de acesso às informações em todos os níveis, tem proprietário que ainda pensa que tombar um imóvel por órgão público ligado à preservação do patrimônio histórico e artístico é perder o seu direito de propriedade. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para defender os seus direitos deixam seus imóveis deteriorar-se (acontece com frequência) para justificar a sua derrubada, até mesmo na “calada da noite”, como se diz por aí, como aconteceu recentemente com uma bela fachada, da rua 14, no centro da nossa capital (Campo Grande –MS).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Creio que cabe aos órgãos culturais e de preservação do patrimônio histórico fazer uma campanha (nunca é demais) de esclarecimento para que a população de um modo geral saiba da importância do tombamento de bens histórico-culturais, que fazem parte do passado/presente de um povo. Ora, isso leva com certeza ao apoio e parceria para o entendimento da defesa das marcas de seu passado e de sua história.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Na década de 70 do século passado, em Corumbá (MS), o desconhecimento da importância do tombamento de imóveis históricos significava a perda do imóvel. Os proprietários de casas e armazéns antigos não entendiam porque algumas pessoas defendiam a preservação desses imóveis aparentemente velhos e sem funções práticas e econômicas. Derrubar casas antigas e construir novas significava modernização. Este equívoco provocou uma reação negativa contra alguns jovens professores da Universidade Estadual (hoje federal) que defendiam o tombamento e a preservação do casario do porto. O caso mais emblemático foi a luta inglória pela defesa de um prédio, o mais significativo e belo de toda fronteira oeste brasileira. Era um imenso sobrado, que foi casa comercial, intendência municipal e correio. O seu proprietário, indignado com o que considerou uma intromissão indevida no seu direito de propriedade particular, denunciou alguns professores como “comunistas” que defendiam o atraso e por isso, eram inimigos da cidade. E, com uma violência incomum fez vôo rasante sobre a rua Delamare em seu pequeno avião, dando tiros no ar e providenciou uma rápida demolição do andar superior do prédio, que tinha paredes de pedra calcária com mais de 60 cm de largura. Para se ter uma idéia de sua dimensão, o tapume ao redor foi montado com mais de 60 enormes portas de madeira entalhada arrancadas do mesmo prédio. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Após a derrubada da parte mais linda e diferenciada do prédio, o casarão tornou-se um caixote de péssimo gosto. Este horrendo prédio, que até hoje está lá para ser visto, é o símbolo da ignorância e da prepotência que despreza e desvaloriza a histórica corumbaense. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No governo Wilson Martins, participei com os professores Lúcia Salsa Corrêa e Gilberto Luiz Alves da elaboração de um documento, publicado pelo Senado Federal (com os direitos autorais doados ao Estado), que serviu de subsídio para o tombamento do casario do porto de Corumbá. Hoje, felizmente, o pensamento mudou e muitos prédios do porto e de seu entorno estão preservados e restaurados.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mais recentemente, aqui na capital, o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul deu dois pareceres defendendo o Obelisco dos altos da av. Afonso Pena e a preservação das frondosas árvores plantadas nessa principal via da cidade. Além disso, a discussão sobre preservar e tombar prédios está evoluindo para novas abordagens. Antes, somente se discutia o tombamento de bens imóveis anteriores a meados do século XX. Hoje não. Já existe um consenso de que imóveis (e também bens imateriais) mais recentes, mas com alto significado para a formação da história sócio-cultural de uma comunidade, merecem ser preservados e a sua destruição é uma perda irreparável para todos. Este é o caso da polêmica proposta da preservação e tombamento da bela fachada do Rádio Clube Cidade.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Recentemente li um artigo da doutora Maria Celma Borges, incorporando com outros professores a luta pelo tombamento do antigo fórum de Três Lagoas que, com a construção de um novo prédio, corre o risco de ser derrubado e transformado em estacionamento. O prédio não é muito antigo, como a própria cidade que surgiu com a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, mas fez parte do cotidiano dos três-lagoenses por décadas e é hoje um espaço ideal para atividades culturais e usufruto de toda a sociedade.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mais recentemente veio à tona a proposta da derrubada de um prédio, projetado em 1958 pelo engenheiro Gabriel do Carmo Jabour, construído na década seguinte para ser um albergue noturno. Situado na avenida Afonso Pena, pelo descaso das autoridades responsáveis, o prédio foi-se deteriorando, passando a dar abrigo a desocupados, traficantes e viciados. Segundo técnicos, não compensa restaura-lo por suas estruturas e ferragens estarem comprometidas e expostas. Pura bobagem, pois com a tecnologia de hoje tudo é possível. Isso me faz lembrar Cuiabá, quando técnicos justificaram a destruição da bela catedral do século XVIII, afirmando que suas paredes estavam prestes a ruir. No entanto essas paredes de mais de um metro de largura, somente foram derrubadas à base de dinamite. Esses criminosos contra a cultura cuiabana, técnicos e religiosos, estão expiando seus pecados no calor daquele lugar distante.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como não quero arder nas profundezas de minha consciência, continuo a lutar para preservar as raízes históricas do nosso povo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 08 de novembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5721225361338008656?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5721225361338008656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5721225361338008656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5721225361338008656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5721225361338008656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/11/tombar-nao-significa-derrubar.html' title='Tombar não significa derrubar (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6956239012367501671</id><published>2009-11-04T20:05:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T20:06:20.806-08:00</updated><title type='text'>A quem interessar possa... (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;No mundo contemporâneo a utilização de resultados de pesquisas de opinião é cada vez mais usada para tomada de decisões políticas, econômicas e sociais. Quando contrariam interesses, logo vêm questionamentos sobre a sua metodologia e seus resultados. Com razão, as pesquisas são aceitas quando os resultados são bons e agradáveis. Também são usadas como armas terríveis para manipulação de consciências em época de eleições. Isso porque entre os brasileiros corre o habito de contar vantagem por acertar sempre os seus votos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O governo, em seus mais diversos níveis, é um dos maiores utilizadores de pesquisas de opinião desde que mostrem resultados positivos de sua administração. Que o diga o governo Lula.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora, apareceram duas pesquisas com resultados diferentes e que expõem publicamente um confronto de interesses entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), órgão classista de defesa da grande propriedade, e de outro lado, o Incra e o MST. Esta guerra de pesquisas foi motivada pela invasão no interior paulista, por integrantes do MST, de uma grande fazenda de empresa multinacional produtora de laranjas. As “ocupações”, como defendem os integrantes do MST, são práticas antigas da luta em defesa da reforma agrária. Em muitos casos deram bons resultados, além do apoio de segmentos da sociedade brasileira e de partidos políticos. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No caso dessa recente invasão, no entanto, as imagens televisivas de um trator derrubando milhares de árvores produzindo, num país em que muita gente passa fome, foi na verdade um tiro no pé. As imagens criaram um constrangimento aos defensores deste movimento social e à necessidade da reforma agrária como solução para o problema latifundiário brasileiro. Um erro estúpido com possíveis consequências ainda não dimensionadas. Dentro desta avalanche de ações negativas, ainda apareceram notícias de roubos e depredações, verdadeiras ou não. Com isso, o MST entregou de bandeja grandes argumentos aos seus opositores.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Antes desta loucura toda, foi divulgado o Censo Agropecuário de 2006, pelo IBGE, altamente favorável à agricultura familiar, aliás, um argumento  favorável e devidamente utilizado pelos defensores da reforma agrária. Segundo esta pesquisa, é a agricultura familiar que produz a maioria dos alimentos consumidos pela população brasileira. O que mais impressiona nesta pesquisa é a informação que a agricultura familiar ocupa apenas 25% das terras agricultáveis. Neste conjunto de informações aparece ainda a liderança na produção de mandioca, feijão, leite, aves e suínos. Não duvido desses resultados alvissareiros, reforçados pelos resultados conhecidos aqui no estado.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esses resultados, no entanto, são agora questionados por outra pesquisa, agora promovida pela CNA, e encomendada ao Ibope, como uma resposta à ação intempestiva do MST. Segundo foi divulgado, 72,3% das propriedades no universo pesquisado não geram renda com sua produção e somente 37% das famílias ouvidas têm renda de até um salário mínimo. Desses dados impressionantes resulta a conclusão de que parte dos assentados subsiste em extrema pobreza. Além disso, a pesquisa registrou uma alta incidência de 46% de venda de terras recebidas do Incra para terceiros, apesar de sua proibição. Esses são apenas alguns dados retirados da pesquisa divulgada pela CNA/Ibope, aliás, contestados pelo Incra.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É claro que de ambos os lados existem interesses políticos e ideológicos, mas para a sociedade brasileira, que em última instância é quem paga a conta, é preciso mais transparência e seriedade neste delicado assunto. Uma guerra de pesquisa, com certeza, não vai a lugar nenhum. Mas está claro que apenas doar terras não resolve o problema da miséria e de fome de milhões de brasileiros. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É preciso, antes de qualquer coisa, um projeto moderno de distribuição de terras e da qualidade nos investimentos. Creio, portanto, que está para acontecer um grande debate público, por todos os segmentos da sociedade, para mudanças de rumo da reforma agrária brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 01 de novembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6956239012367501671?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6956239012367501671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6956239012367501671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6956239012367501671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6956239012367501671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/11/quem-interessar-possa.html' title='A quem interessar possa... (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5156834993253946698</id><published>2009-10-25T20:47:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T20:49:28.329-07:00</updated><title type='text'>Um país do futuro? (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;O escritor austríaco de origem judaica, Stepan Zweig, foi um dos milhões de perseguidos pelo regime nazista. Teve inclusive seus livros proibidos e incinerados em praça pública. Foi o preço que pagou pelo combate sistemático com seus escritos ao avanço dos regimes nazi-fascistas. Não agüentando tanta perseguição, Zweig e sua esposa vieram para o Brasil em 1941.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em pouco tempo ficou maravilhado com país e escreveu um livro que marcou a época, “Brasil, país do futuro”. Morando na bela cidade serrana de Petrópolis-RJ, no ano seguinte, deprimido pelo avanço do totalitarismo no mundo, Zweig e sua esposa suicidaram-se. Independente deste trágico desfecho, a idéia do “país do futuro” marcou gerações de brasileiros. Em síntese, era a ilusão de que se o presente não estava bom, com certeza no futuro a situação iria melhorar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O tempo passou, e a busca de um Brasil melhor passou a ser a esperança de todos. Com certeza, o país deu um salto de modernização; significativa parcela da população transferiu-se do campo para a cidade, teve acesso às delícias da modernidade tecnológica, é verdade, a preço de altos juros e prestações a perder de vista. O país tornou-se uma potência, participando do jogo político internacional junto das nações mais ricas do planeta. Mesmo assim, permanece um país com uma das maiores desigualdades sociais que se tem notícia, mesmo com uma espetacular política de assistencialismo, “nunca vista neste país”, com a distribuição de dinheiro através de “bolsas”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Com uma indecente carga de imposto e arrochos fiscais, parece até que está sobrando muito dinheiro. Basta acompanhar a política externa brasileira, fazendo a delícia de países da África e América Latina com perigosa distribuição de incentivos financeiros. Diversos países africanos já receberam benevolências do Brasil, como a doação de 50 mil dólares para a Fundação para a infância da república de Mali. Também tem feito a alegria de grandes empreiteiras brasileiras como a proposta da construção de uma hidrelétrica em Gana pela bagatela de 50 milhões de dólares. O governo brasileiro ainda doou, recentemente, 50 mil dólares para atenuar as enchentes no Tadjiquistão. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em relação à América Latina, para citar alguns exemplos, basta ver a construção de uma hidrelétrica na divisa com a Venezuela, onde o presidente Chaves está dando o maior cano nos cofres brasileiros, isso sem contar com a rasteira que Morales deu no governo brasileiro e na Petrobrás, e as ambições do Paraguai sobre Itaipu. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Lembrando aquela comediante que dizia “como o brasileiro é bonzinho”, o governo pretende agora doar 27 aeronaves, entre helicópteros e aviões, para a Bolívia, Equador e Paraguai. Deve estar sobrando mesmo dinheiro, pois o governo pretende ainda gastar bilhões de dólares nos próximos anos com aviões de caça, submarinos, Copa do Mundo de futebol de 2014 e Olimpíadas de 2016.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Então como explicar que o Brasil está colocado no vexatório 75o lugar no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas? É a pobreza, a desigualdade e a baixa qualidade de vida da população brasileira que fala mais alto. Assim, a pretexto de atingir o grau de “Brasil Potência”, muitos e graves problemas sócio-econômicos têm sido relegados e não resolvidos pela atual política brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora, como um soco no estomago, foi divulgada uma pesquisa sobre a juventude brasileira divulgada pelo IBGE. Esta amostra demonstrou que 63% dos jovens entre 18 a 24 anos deixam de terminar o antigo 2o grau para trabalhar. Também foi rastreado que mais de 800 mil jovens não trabalham e nem estudam, talvez, por falta de oportunidades. Além disso, descobriu-se que 44,7% das crianças e jovens até 17 anos viviam, em 2008 em situação de pobreza e assim por diante.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como poderemos ser o país do futuro, com uma multidão de jovens sem futuro?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 25 de outubro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5156834993253946698?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5156834993253946698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5156834993253946698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5156834993253946698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5156834993253946698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/10/um-pais-do-futuro.html' title='Um país do futuro? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8585021047165809392</id><published>2009-10-20T20:27:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T20:29:20.014-07:00</updated><title type='text'>Uma aventura espacial e olímpica (*)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Há quarenta anos atrás (29.07.1969) ocorreu um fato histórico que, depois disso, o mundo não foi mais o mesmo. Concretizando um sonho que envolveu toda a humanidade, o homem pisou pela primeira vez na Lua, ou melhor, os americanos pisaram. Era a época da política da “guerra fria”, onde os maiorais eram os EUA e a URSS, que haviam dividido o mundo, pós Segunda Guerra Mundial, em duas áreas de interesses e de predomínio. Essa disputa acirrada entre “democracia versus comunismo”, que na verdade escondia uma política imperialista de ambos os lados e justificava a corrida armamentista, golpes de estado, ditaduras sanguinolentas e finalmente, a busca do controle do espaço cósmico. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Este avanço criou a necessidade de novas tecnologias para a sobrevivência dos astronautas que foram muito bem aproveitadas no cotidiano do homem comum. Foram alimentos, chips, meios de comunicação entre outros. Bilhões de dólares foram gastos, mas a humanidade no seu conjunto foi indiretamente beneficiada.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Este espetáculo extraordinário do homem deixar as suas pegadas na superfície da Lua foi visto em todas as partes do globo, pois a televisão já estava ajudando a globalizar o mundo. Aqui, na nossa vereda tropical, a rede Globo já colocava a sua marca no evento, com uma audiência nunca vista, transmitida pelo jornalista Hilton Gomes. Emocionado com fato, o jornalista gritou: “chegamos à Lua”!&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nós quem cara-pálida? Este modo subserviente de encarar o feito dos americanos tão distante levou, com certeza, muitos incautos brasileiros a encherem-se de orgulho. O tempo passou e até hoje, que eu saiba, nenhuma espaçonave brasileira chegou sequer perto da Lua.  O oba-oba da rede Globo alardeou uma mensagem subliminar de apoio à expansão dos EUA que os brasileiros ingênuos incorporaram. Entretanto isso não tirou a dimensão deste avanço extraordinário que representou a conquista simbólica da Lua pelo planeta Terra. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nos dias de hoje é comum ver fatos localizados internamente, ou mesmo em outros continentes, transformarem-se em questões nacionais. Chego a pensar que a necessidade de mostrar uma “pátria grande” encontra suas raízes na preconceituosa superação da herança de séculos de colonização. Prá mim, isto é uma grande bobagem e já foi superado desde muito tempo. No entanto, continua presente nesses tempos a necessidade de  mostrar uma emergente liderança continental, a despeito da política das relações internacionais do Brasil estar sofrendo reveses, como o caso da embrulhada que o país arrumou em Honduras. É inegável, entretanto, que nos anos do governo Lula o país deu um salto para o seu reconhecimento em todo o mundo, em diversos setores.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É a velha história de perder o pêlo sem perder a pose. Veja o extraordinário feito da escolha do Brasil para sediar os Jogos Olímpicos em 2016, a primeira vez em um país da América do Sul. Confesso que torci também e fiquei emocionado (não foi só o Lula), orgulhoso da minha terra. Mas isso cria uma responsabilidade de dar frio na espinha. O que será que acontecerá com este país nos próximos sete anos?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A experiência com os Jogos Pan-Americanos de 2007 não encoraja ninguém. O orçamento previsto em 2002 de 410 milhões chegou em 2007, em gastos reais, com um salto 8 vezes maior, atingindo a cifra estratosférica de 3,7 bilhões de reais. E mesmo aquela balela de que os investimentos iriam melhorar a qualidade de vida dos cariocas, a cruel verdade é que os graves problemas sociais continuaram insolúveis, como a “guerra civil” que ocorre nos morros, a violência cotidiana, a miséria, os transportes deficientes entre outros. O pior é que até hoje ninguém sabe onde foi aplicada essa fortuna, muito menos o TCU, e ninguém foi até agora punido. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Se não foi resolvido o caos carioca, então, o que sobrou para o resto do país? A fonte dos recursos deverá vir da dilapidação dos impostos escorchantes pagos as duras penas pelos brasileiros. Agora vem a imprensa divulgando que a previsão de gastos com as Olimpíadas está estimada por volta de 29 bilhões de reais. Pobre de nós. Pelo exemplo do Pan isso não resolverá os problemas do Rio de Janeiro e muito menos do resto do país.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A primeira coisa que me assusta com a aventura das Olimpíadas foi, já de início, a ida para Copenhague de uma caravana de mais de cem pessoas, entre dirigentes, políticos, artistas, com todas as despesas pagas pelos impostos do coitado do contribuinte. Até eu, que sou bobo, estaria feliz pulando de alegria, como vi pela televisão esses felizardos, todos com a mesma linda gravata de seda pura distribuídas gratuitamente. Depois, a comemoração da vitória, em um hotel de muitas estrelas, com boca-livre que se estendeu noite adentro, alegrando uma multidão de mais de 300 pessoas, engrossada por vivaldinos penetras, com farta distribuição de vinhos espanhóis.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, até eu gritaria: “ganhamos as Olimpíadas!” Resta saber em qual mundo vivemos: no mundo real de pés no chão e a cabeça no lugar ou no “mundo da Lua” e da farra dos orçamentos....&lt;/p&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 17 de outubro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8585021047165809392?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8585021047165809392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8585021047165809392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8585021047165809392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8585021047165809392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/10/uma-aventura-espacial-e-olimpica.html' title='Uma aventura espacial e olímpica (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-2401085266870776044</id><published>2009-10-10T23:34:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T23:35:56.829-07:00</updated><title type='text'>A banalização da violência (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nos anos 50 do século passado, um crime hediondo ocorrido na cidade do Rio de Janeiro teve repercussão nacional. Foi a morte da menina-moça Aida Curi, levada e violentada num terraço de um prédio por dois playboys (termo utilizado na época) e o porteiro. Depois de currada (como era chamado o estupro coletivo), o desespero da jovem levou-a a voar para a morte. Ninguém soube se foi suicídio ou se foi jogada por esses marginais. A violência sexual assustou a sociedade da época. A revista O Cruzeiro, a mais importante da época, dedicou em vários números extensas reportagens sobre o fato. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É claro que crimes existem desde o aparecimento do homem, mas sempre teve aqueles que se sobressairam pela dimensão adquirida. Este foi o caso da garota Aida Curi. Lembro que as mães falavam nas salas, onde se reuniam por ainda não ter TVs, em voz baixa para as crianças não ouvirem sobre o horroroso crime. Eu fingia que brincava, mas tinha uma orelha cumprida, conseguia ouvir os cochichos dos mais velhos. Porisso não esqueci esta triste história. Outros crimes também tiveram repercussões nacionais, como a morte de Claudia Lessin, e de uma mulher da alta sociedade mineira assassinada por Doca Street, só para citar alguns casos. No entanto, a maioria dos crimes ficava circunscrita ao seu lugar de ocorrência. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Hoje, o mundo mudou com uma sociedade globalizada e os crimes mais banais entram a todo momento em nossas casas pelas TVs e internet, tudo em tempo real. O caso mais recente foi o de um marginal ao seqüestrar uma comerciante no Rio de Janeiro com uma granada nas mãos. As tristes imagens invadiram todas as casas, das mais humildes aos palacetes, e foram repetidas até à exaustão nos mais diversos horários. Os telespectadores, de todas as idades, ficaram à mercê do “belo” exemplo produzido por uma sociedade marcada por uma violência sem limites. Foi mais um espetáculo deprimente disseminando uma imagem da banalização da violência e de crimes.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Cansada de sofrer violências, as vezes até gratuitas, a sociedade tem aplaudido a política do “olho por olho”, o que demonstra descrença, infelizmente, na força das instituições sociais. É preciso estabelecer uma política dura de combate à criminalidade para defender uma sociedade indefesa.  Fico a pensar onde este marginalzinho de meia tigela conseguiu uma granada? Onde está a tal política do desarmamento forçando as pessoas de bem a devolver as armas que tinham em suas casas? Com certeza, os marginais estão até hoje sorrindo e agradecendo esta medida que facilitou a sua “profissão” de roubar, de matar, e assustar a população brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O espetáculo televisivo mostrou que enquanto a polícia tentava negociar com o marginal para salvar a indefesa sequestrada, aglomerava-se ao redor uma assistência ávida para ver o desfecho daquele espetáculo.E ele veio de maneira surpreendente com um tiro certeiro na cabeça do seqüestrador disparado por um atirador de elite (sniper). Para uma platéia, querendo sangue, o resultado foi uma forte seqüência de aplausos. Isso tudo sendo mostrado ao vivo e a cores pela TV. Um triste exemplo para as famílias que se sentem acuadas em suas residências.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sem medo de ser considerado politicamente incorreto, ouso a comentar que os aplausos vistos não se resumiram apenas aos expectadores próximos do marginal morto. Tenho escutado em rodas de amigos, das mais diversas camadas sociais, que a sociedade chegou ao seu limite, agredida em seus direitos pela impunidade crescente, predisposta a aplaudir o primeiro vingador da esquina.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É uma pena, mas não se pode esquecer que a barbárie mora ao nosso lado. Essa é uma sujeira que não pode ser varrida para debaixo do tapete, pois a qualquer momento ela aparece e cada vez pior.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 11 de outubro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-2401085266870776044?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/2401085266870776044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=2401085266870776044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2401085266870776044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2401085266870776044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/10/banalizacao-da-violencia.html' title='A banalização da violência (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6992320841194440788</id><published>2009-10-04T23:17:00.000-07:00</published><updated>2009-10-04T23:19:26.757-07:00</updated><title type='text'>Começou em Campo Grande a corrida presidencial (*)</title><content type='html'>&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Domingo passado, aqui em Campo Grande, iniciou-se com uma concorrida reunião política como se dizia no passado, a campanha eleitoral para presidência da República com a presença do pré-candidato do PSB, Ciro Gomes. Além de filiados e simpatizantes, o que surpreendeu aos analistas de plantão foi a presença de um grande número de políticos de outros partidos, como presidentes de siglas partidárias, prefeitos, vereadores e o governador do estado, que é do PMDB, André Puccinelli. Porém, não marcaram presença neste evento os deputados estaduais, que perderam uma rara oportunidade de externar suas opiniões políticas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que motivou esta participação eclética para ouvir um pré-candidato de um pequeno partido com parcas estruturas estaduais? Em primeiro lugar por ainda não estar de forma consolidada as candidaturas para o pleito do ano que vem. Depois, por existir uma verdadeira areia movediça no caminho das coligações partidárias. Além disso, existe uma grande distância entre os interesses nacionais na montagem de coligações do que realmente acontece nos estados para superar as diferenças pessoais e partidárias locais.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Não é sem razão que Puccinelli fez um marcante discurso, realçando a parceria que a prefeitura de Campo Grande e o estado estabeleceu com o visitante quando foi ministro do governo Lula, que resultou em grandes investimentos na região. Grato por esta ajuda, Puccinelli disse ainda do seu interesse em apoiá-lo e acompanha-lo em sua caminhada rumo à presidência da república, realçando a coragem em ser um dissidente. Creio ter sido um recado, devido às embrulhadas regionais, sobre as dificuldades de apoiar a candidata do governo, Dilma Roussef, apesar de uma possível coligação PT-PMDB.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para o deputado federal Ciro Gomes, o uso da tribuna demonstrou que é um candidato maduro, com um longo caminho político, desde muito jovem exercendo cargos parlamentares e executivos. A sua visibilidade está demonstrada na última pesquisa sobre candidatos à presidente da república em 2010, divulgada pela imprensa nacional, com alto índice de aprovação eleitoral, aparecendo em 2 cenários diferentes muito bem colocado: num deles em 2o lugar e no outro, em empate técnico com a pré-candidata do governo Lula..&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em seu discurso, demonstrou claramente o seu projeto político. Defendeu com seu apoio político o governo atual dizendo que melhorou a situação brasileira em todos os níveis, depois da tragédia do “desastre socioeconômico” por oito anos do governo da “turma de FHC”. Fez um alerta para que o eleitor não deixe “o Brasil andar para trás”, o que pode acontecer, segundo suas palavras, com José Serra ou Aécio Neves. Economista, com sólida formação acadêmica em nível nacional e internacional, Ciro recheou o seu discurso com informações econômicas, o que também demonstrou já estar formatando uma proposta de governo a ser apresentado à sociedade brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mesmo assim, apesar de declaração de apoio ao atual governo, o espinhoso caminho da luta eleitoral poderá coloca-lo frente a frente com a candidata de Lula. Por outro lado, existe um suposto plano B de alça-lo como candidato oficial deste governo, caso se inviabilize eleitoralmente a atual ministra da Casa Civil. Mesmo com esta declaração de amor ao Lula, Ciro tem colocado que o seu projeto pretende avançar além do que alcançou o atual governo, com profundas reformas sócio-econômicas e políticas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Este é apenas um difícil começo, que dependerá em última instância do eleitorado brasileiro e das propostas dos outros candidatos, que deverão passar por esta bela capital. De qualquer forma, Ciro Gomes é um grande tribuno, polêmico e brilhante, que poderá avançar muito na preferência dos eleitores caso tenha espaço na TV e na internet, está prometendo ser a grande novidade na propaganda política entre nós brasileiros.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vamos esperar pra ver...&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 04 de outubro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6992320841194440788?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6992320841194440788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6992320841194440788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6992320841194440788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6992320841194440788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/10/comecou-em-campo-grande-corrida.html' title='Começou em Campo Grande a corrida presidencial (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6558080507986549600</id><published>2009-10-01T19:40:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T19:41:28.905-07:00</updated><title type='text'>Qual é o preço de um prêmio de consolação? (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Depois de derrubar as pretensões de Campo Grande de ser uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014, a CBF escolheu a cidade para sediar o jogo do Brasil com a Venezuela. Um premio de consolação... Este jogo é válido para a etapa das eliminatórias, apesar do Brasil já estar classificado. Parece o mesmo que dar um pirulito para acalmar os ânimos de um menino birrento. Mesmo assim, acredito que o Morenão poderá ficar repleto de torcedores. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas, pelo andar da carruagem nem tudo são flores, pois o velho estádio deverá passar por uma reforma emergencial, no mínimo uma maquiagem, por um custo orçado em R$ 660 mil. Quem vai pagar esta bagatela? Pelo que se sabe, haverá uma melhoria na iluminação, que atualmente é precária; na recuperação do gramado que, com suas falhas mais parece um queijo suíço; na reforma dos vestiários entre outros benefícios. Tudo isso para melhorar as condições de recepção da seleção de Dunga.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas esta festa tem um gosto amargo ao barrar a participação de torcedores pelo alto custo dos ingressos. Segundo o que está ventilando na imprensa, o ingresso mais barato, das duras e desconfortáveis arquibancadas, custará por volta de 100 reais, impedindo o trabalhador de levar a sua família ao espetáculo. Já as confortáveis cadeiras, em número de 5.000, custarão o dobro. O jeito será levar almofadinhas para aliviar o assento nas incômodas arquibancadas. Além disso, como já existem em alguns estádios, pretende-se também construir uma área vip, com ar condicionado, garçom e bebidas ao preço módico de 500 reais por pessoa. Será que a elite não quer sentir a vibração das arquibancadas, o calorzinho típico da nossa terra e o cheiro da plebe ignara, como dizia o mestre Nelson Rodrigues?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Até aqui, para quem tem dinheiro, tudo bem. Mas como chegar ao estádio? Sabe-se que não será permitido o estacionamento de carros no campus da UFMS e também em frente ao estádio, o que já vem acontecendo nos últimos jogos nacionais. Parece que a sugestão para se chegar ao estádio será a locomoção de ônibus até o Terminal Morenão e, depois, seguir a pé, ou chegar o mais próximo possível do estádio por ônibus. Acho que haverá uma bela confusão e mais um sacrifício para o torcedor. Também ouvi uma outra sugestão, de um tremendo gozador com certeza, da utilização de estacionamentos aos redores do Parque Laucidio Coelho, chegando ao estádio através da conexão com ônibus especiais. Parece mesmo uma piada de péssimo gosto, sem contar com o fato do incauto torcedor ficar à mercê de nada amistosos flanelinhas, como aconteceu recentemente com a Expogrande. A solução de todos esses problemas ainda não veio a público, apesar de faltar pouco tempo para a realização do jogo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Tudo isso basta para se ter uma pálida demonstração das dificuldades que enfrentarão os organizadores deste evento esportivo. Enfim, apenas voluntarismo não é suficiente para encarar uma promoção deste nível. É preciso muito mais do que isso. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O certo é que sendo o futebol uma paixão popular, o que vai restar ao povão será ver a seleção brasileira pela TV. A festa emocionante será só para quem tem bala na agulha.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;E, quem tem hoje um dinheirinho sobrando?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Vamos imaginar as contas:&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Arquibancada de concreto: 100 reais.&lt;br /&gt;Almofadinha para os glúteos: 15 reais.&lt;br /&gt;Estacionamento: 10 reais.&lt;br /&gt;Flanelinha que vai ficar te assediando: 5 reais.&lt;br /&gt;Ônibus especial: 5 reais.&lt;br /&gt;Ir ao estádio a pé: solas do tênis e pernas acabadas.&lt;br /&gt;Copinho de água: 5 reais.&lt;br /&gt;Latinha de cerveja: nem pensar....&lt;br /&gt;Boné ou peruca verde/amarela: 10 reais.&lt;br /&gt;Bandeira brasileira: melhor levar aquela desbotada da última Copa...&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Ver a seleção do Dunga jogando aqui no Morenão: não tem preço?????&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 27 de setembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6558080507986549600?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6558080507986549600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6558080507986549600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6558080507986549600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6558080507986549600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/10/qual-e-o-preco-de-um-premio-de.html' title='Qual é o preço de um prêmio de consolação? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-2241243042724141830</id><published>2009-09-21T08:24:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T08:26:04.611-07:00</updated><title type='text'>"Brasil já vai a guerra" (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O ano de 1956 foi uma nova fase da história brasileira com a política desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek. Superando a etapa tumultuada da era Vargas, JK propôs para o seu governo um programa de metas concentrado em cinco itens: energia, transportes, alimentos, indústrias de base e educação. O que marcou seu governo, de fato, foi a opção dos investimentos na área da indústria automobilística e na construção da capital, Brasília. A partir de então, o Brasil nunca foi mais o mesmo. Viveu-se uma época de muita euforia, onde muita gente ficou rica, especialmente quem se envolveu com a construção da nova capital.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Ainda nesse ano, o governo adquiriu da Inglaterra um navio porta-aviões, encostado desde a 2a. Guerra Mundial e que era na realidade uma sucata reformada pouco usada pelo seu alto custo operacional. Este verdadeiro “elegante branco” motivou uma avalanche de protestos e, ao mesmo tempo, provocou ondas de chacotas pela pretensão das autoridades civis e militares do país. No ano seguinte, o hilário menestrel Juca Chaves, atingiu o máximo do deboche em relação ao velhusco porta-aviões com a música “Brasil já vai a guerra”. A música, que não levou o belicismo tupiniquim a sério, começava assim “Brasil já vai a guerra, comprou porta-aviões, um viva para a Inglaterra de 82 bilhões, oh! mas que ladrões. Quem viveu aquela época, com certeza, nunca esqueceu esta gozação. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;No governo Fernando Henrique também foi comprado um porta-aviões da mesma velha França, empurrado aos brasileiros pelo seu alto custo operacional. Por sua vez, os alemães também empurraram um submarino, cuja revisão custava quase o preço de um outro submarino. Tudo isso com a promessa de transferência de tecnologia, nunca concretizada, deixando os brasileiros com cara de otários.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Reforço com essas histórias caricatas que a corrida bélica, por ser perigosa, não é assunto para brincadeiras. E o que está acontecendo hoje precisa ser encarado com muita seriedade. Mesmo que muita gente não queira enxergar, os países da América Latina estão se armando para a alegria das indústrias bélicas dos países capitalistas. Por muitas décadas, esses mesmos países se locupletaram, e continuam se lambuzando, fomentando guerras e revoluções em países miseráveis da África e da Ásia. E o que é pior, ainda continuam. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Países como Venezuela, Colômbia, Bolívia, Argentina, para citar apenas alguns, elegeram nos últimos tempos como prioridade a compra de armamentos, apesar da miséria de suas populações. Com certeza não é uma política pacifista que está em jogo. Agora, chegou a vez do Brasil também entrar nesse mercado bilionário, é óbvio, para os outros. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esse pacote de compras em proposta pelo governo brasileiro pode chegar à pequena cifra de 22,5 a 31 bilhões de reais, correspondendo a 36 caças de combate, 50 helicópteros e 4 submarinos e, ainda, a construção de uma base, de um estaleiro e de um submarino de propulsão nuclear. Segundo o governo, a França, possivelmente a escolhida, passaria toda a tecnologia desses produtos bélicos para o Brasil. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Será mesmo? É claro que levar a sério esta fantasia é o mesmo que acreditar em Papai Noel. Qualquer inocente percebe que nenhum país entregaria uma tecnologia de ponta, com anos de pesquisas, o verdadeiro “pulo do gato”, para um país estrangeiro. O mais grave, é que a preferência brasileira está no caça francês que nenhum país ainda comprou, além de ser o mais caro do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;É uma polêmica e tanto para um país como o Brasil, que ainda tem problemas graves em sua estrutura sócio-econômica. A compra deste entulho militarista pode demonstrar que está sobrando muito dinheiro. Aliás, é o que está fazendo este governo em sua política internacional, investindo (ou melhor, dando) dinheiro nos países sem perspectiva de retorno. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;É o caso de perguntar: está tão fácil a vida por aqui? Então por que a proposta de taxar a poupança e recriar a mal fadada CPMF? Muita água ainda vai correr embaixo da ponte até alguém responder a estas questões.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 20 de setembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-2241243042724141830?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/2241243042724141830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=2241243042724141830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2241243042724141830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2241243042724141830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/09/brasil-ja-vai-guerra.html' title='&quot;Brasil já vai a guerra&quot; (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8182319917786060439</id><published>2009-09-17T23:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T23:57:26.564-07:00</updated><title type='text'>Um circo sem pão (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Nos tempos do Império Romano, para compensar a miséria e a exploração de sua população, foi construído o Coliseu, teatro que dava diversão e alienação aos romanos. Nessa época foi cunhada a frase “pão e circo”, como fórmula para controlar a diversidade de povos sob o domínio do império. Os espetáculos eram promovidos por lutas de gladiadores, escravos preparados para lutar e morrer, para o divertimento da turba ensandecida. Depois foi a vez dos cristãos serem comidos por leões, novamente para o prazer de pessoas ávidas por violência e sangue.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Muito tempo depois, na época da Revolução Francesa, o populacho enraivecido pela fome e pela miséria, provocado pelo luxo de uma nobreza inconseqüente e exploradora, rompeu o medo e mudou a história da humanidade. Em resposta aos que gritavam de dor pela fome, Maria Antonieta, a jovem e bela rainha francesa, aquela que perdeu a cabeça na guilhotina, cunhou com desdém a frase, “Quem não tem pão que coma brioches” (segundo o Aurélio, “pãozinho muito fofo, feito de farinha de trigo, fermento, manteiga, sal e ovos”). Se as frases foram de fato verdadeiras, ninguém sabe com certeza. Porém, vale a versão.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Faço essas reflexões históricas (reconheço, meio amalucadas), ao ler uma notícia divulgada pela imprensa local, sobre um jogo da seleção brasileira aqui no Morenão. Foi divulgado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, aquele mesmo que deu uma rasteira em Campo Grande que pleiteava ser subsede da Copa do Mundo de 2014. Será um confronto entre o Brasil, já classificado, contra a Venezuela, último jogo do calendário das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2010. Penso ser uma passada de mão na cabeça dos sul-mato-grossenses para compensar o menosprezo com que foi tratada a nossa capital. É claro que muita gente vai cantar e dançar de felicidade ao assistir o espetáculo da seleção brasileira no Morenão. Mas, nada vai mudar a situação de constrangimento que passou a população do estado. Nem mesmo o sorriso irônico de Ricardo Teixeira, há muito controlando com mão-de-ferro a CBF, além do fato de ter entre seus méritos o fato de ser genro do todo poderoso João Havelange.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;No fundo eu preferia que Campo Grande fosse escolhida como subsede da Copa do Mundo, mesmo que tivesse de assistir jogos de timinhos da África ou da Ásia. Isso por uma razão muito simples, isto é, pelos altos investimentos que, a pretexto de melhorar a estrutura esportiva, espalhariam também na estrutura hoteleira, na infraestrutura de transporte para corrigir o caótico trânsito da cidade, em melhorias na saúde e na educação e, por aí afora. Com certeza, tais perspectivas permitiriam um grande salto de qualidade de vida da região. Como os estados digladiaram-se por este espólio, Mato Grosso do Sul ficou com as migalhas. Ou melhor, um joguinho só que não provocará mudança nenhuma.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Vi também dirigentes esportivos locais anunciando melhorias que farão no Morenão, como mais cadeiras e lugares numerados nas gerais, na iluminação, nos vestiários e no gramado. Já vi tudo: será mais uma justificativa para aumentar os preços dos ingressos. Mas, o mais importante até agora ninguém falou. São as medidas urgentes para garantir a segurança dos torcedores. Cito como exemplo o jogo entre o Corinthians e o Misto de Três Lagoas. Ao chegar ao lado do estádio, os estacionamentos de carros estavam interditados, ficando todos à mercê de ameaçadores guardadores de carros. Irá acontecer a mesma coisa?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Depois, a irresponsabilidade continuou com a abertura de só um portão de entrada das gerais, onde se concentra o maior número de assistentes. Tal desmando provocou filas quilométricas, testando a tolerância de mais de uma hora de espera, sem contar a incontrolável ação dos espertos fura-filas. Fico a perguntar por que os dirigentes do Morenão não abriram outros portões para facilitar a entrada dos torcedores? No entanto o mais grave ficou na saída após o término da partida. Por uma irresponsabilidade criminosa, apenas um portão ficou aberto, obrigando os que saíam das gerais a andar em um corredor apertado e escuro. O resultado seria uma tragédia sem tamanho se houvesse apenas um princípio de tumulto.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Não quero trazer mau agouro neste espetáculo esportivo, mas até mesmo o “pão e o circo” merecem respeito.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 13 de setembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8182319917786060439?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8182319917786060439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8182319917786060439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8182319917786060439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8182319917786060439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/09/um-circo-sem-pao.html' title='Um circo sem pão (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5680448891284972854</id><published>2009-09-08T20:49:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T20:51:15.120-07:00</updated><title type='text'>Uma pesquisa em busca do óbvio (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;As pesquisas de opinião e seus resultados são instrumentos imprescindíveis para decisões importantes a serem tomadas em todos os campos da sociedade. Em qualquer disputa eleitoral, são as pesquisas que norteiam as estratégias das campanhas dos políticos. Os governos federal, estaduais e municipais não conseguem caminhar sem acompanhar os humores, aprovações ou reprovações da população. Mesmo acontecendo denúncias de manipulação das pesquisas por espertalhões, elas estão presentes a todo o momento no nosso cotidiano.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por isso, pareceu uma notícia agradável e necessária a contratação feita pela Secretaria Estadual de Educação de uma empresa para avaliar o desempenho educacional dos estudantes sul-mato-grossenses. A um custo de R$ 1,03 milhão, a pesquisa pretende diagnosticar o estágio educacional de 63,6 mil alunos em várias faixas: 3o ano do ensino fundamental, 1o ano do ensino médio e 1a fase da Educação de Jovens e Adultos (EJA). &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Segundo a assessoria do Governo do Estado, a pesquisa pretende traçar um perfil do aluno, mostrando as deficiências e as melhorias necessárias para corrigi-las. A feliz empresa que venceu a licitação, “Avalia Qualidade Educacional Ltda.”, que receberá R$ 16,28 por aluno, deverá aplicar provas de língua portuguesa e de matemática no próximo mês de novembro e será responsável pela elaboração, fiscalização e correção dos testes.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Até agora apenas vi críticas do presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de MS, professor Jaime Teixeira, afirmando em síntese que este dinheiro gasto com uma empresa poderia ser aplicado aqui mesmo, com docentes e técnicos do próprio Estado, que possuem capacitação suficiente e à altura para desempenhar tal tarefa. Portanto, um desperdício de dinheiro público e, de certa forma, um desprestígio para os que aqui “ralam” no dia-a-dia das escolas estaduais. Também alerta sobre a falta de investimentos, recuperação, material didático que poderiam ser contornados com esta vultuosa verba. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Compreendo as preocupações e as desesperanças deste dirigente sindical. Porém, gostaria de fazer uma reflexão sobre o assunto e caminhar em outra direção. Partindo do princípio de que o aluno está no ponto final de uma longa cadeia educacional, já existem dados e indicadores suficientes para analisar como os alunos estão saindo dessas etapas. Sem desmerecer a pesquisa, muito provavelmente o resultado será o óbvio sabido e comprovado. Creio que o mais sensato seria a realização de pesquisas nos outros vários estágios da educação, contabilizando seus efeitos para uma melhor preparação do aluno.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os primeiros passos para uma verdadeira revolução na educação e na sociedade sul-mato-grossense devem começar por uma ampla pesquisa no tripé família-escola-professores. A pesquisa nas famílias que têm filhos na rede estadual poderia detectar problemas, salários e desempregos, arrimos de família, interferência social do estado, relações e incompatibilidades entre pais e filhos, violência, drogas, responsabilidade dos pais perante a escola e, finalmente, a concepção de cidadania no viver da família. Os indicadores extraídos desta pesquisa inovadora poderiam ajudar a compreender a família em sua essência e como melhorar suas relações com a escola.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No caso da escola, não se deve somente objetivar na pesquisa questões materiais, computadores, etc. Isso é importante, mas não é objetivo fim da escola. A pesquisa deve ser mais ampla, sobretudo detectar o que a família espera dela (não a visão equivocada de substituir a função e a responsabilidade que cabe ao núcleo familiar), na sua transformação em um centro social de alternativas de lazer, trabalhos comunitários, cursos de crescimento social e de qualidade de vida. Enfim, transformar a escola em uma instituição da qual a família possa se orgulhar, conservar e preservar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora, me parece fundamental, é fazer uma pesquisa com os professores, verdadeiros esteios de uma boa e profunda educação. Não acredito que o problema seja apenas salarial. Uma pesquisa que com certeza indicará seus desejos, sonhos, aspirações, frustrações e os quesitos necessários para a valorização e o resgate do orgulho de “ser professor”. Tais pesquisas poderão mostrar o que é preciso modificar para chegar, no final da cadeia, à uma educação de qualidade e de valorização da cidadania.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Caso contrário, sei não...&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 06 de setembro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5680448891284972854?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5680448891284972854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5680448891284972854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5680448891284972854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5680448891284972854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/09/uma-pesquisa-em-busca-do-obvio.html' title='Uma pesquisa em busca do óbvio (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5258999585248826098</id><published>2009-08-30T22:29:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T22:30:11.129-07:00</updated><title type='text'>A mesma conversa de sempre (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os políticos brasileiros não aprendem mesmo. Acho que ainda não serviu de lição a repercussão negativa da lambança que está ocorrendo no Congresso Nacional. O povo, estupefato, não se surpreende com mais nada. Agora vem uma nova proposta entrar mais uma vez no bolso do consumidor. É uma coisa velha com uma nova roupagem.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em dezembro de 2007 o Senado Federal derrubou uma taxa chamada Contribuição Provisória sobre Movimentação Provisória (CPMF), que de provisória não tinha nada. Tudo começou quando o então ministro da saúde Adib Jatene teve a “brilhante” idéia de criar uma taxa cobrada nas movimentações financeiras bancárias, sobre o pretexto de suprir os déficits com a Saúde. O argumento era muito forte e o ministro tinha muita credibilidade perante a opinião pública. Não deu outra, a população foi penalizada pela incompetência de seus dirigentes. Por anos essas taxas entravam em nossos extratos bancários, mas a Saúde Pública continuou deficiente e em condições precárias. Como sempre, o dinheiro foi arrecadado, e não foi pouco, e ninguém até hoje sabe onde foi aplicado. Enfim, este é o país da impunidade.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como sempre, a qualquer necessidade financeira, os governos resolvem o problema “garfando” o bolso do contribuinte, quando uma solução corajosa está numa coisa muito simples, isto é, diminuir os gastos públicos. É isso aí, mas com certeza falta arrojo para contrariar interesses de forças poderosas. Não é de se estranhar o fato de estar tramitando no Congresso Nacional um Projeto de Lei Complementar no 306/08 que vai regulamentar a Emenda Constitucional no 29, definindo os recursos estabelecidos pela União, estados e municípios para serem aplicados no setor da Saúde. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que está atrás disso é a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) sobre as mesmas movimentações financeiras bancárias. É o retorno da velha e malcheirosa CPMF. Segundo os espertos de plantão, a arrecadação desta taxa pode chegar a R$ 12,5 bilhões por ano e com um velho argumento, que somente 5 milhões de pessoas serão afetadas pelo desconto. Não é verdade, pois é uma mentira deslavada. Esses descontos, de fato, agirão em toda a economia brasileira num efeito “cascata”. Num raciocínio simples, todos serão atingidos por esta taxa, de maneira direita ou indireta. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Inicialmente, a regulamentação da emenda 29, aprovada no senado, não previa o estabelecimento da contribuição financeira. Esta armadilha, espertamente, foi incluída na câmara dos deputados pela base do governo e deverá ser novamente discutida no senado. Com certeza, alçado pela atuação do Ministério da Saúde no combate à transmissão da gripe suína, o ministro Temporão está à frente da campanha para sua aprovação. No enfrentamento para combater a criação desta contribuição, a oposição conseguiu retirar, através de uma manobra regimental chamada destaque, o item que define o cálculo para a cobrança da CSS. Resultado: aprovação de um imposto disfarçado, mas não tem como cobra-lo. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas esta confusão ainda continua. A pergunta que fica é saber se os “representantes do povo” que irão enfrentar uma eleição no ano que vem terão a coragem de criar mais uma repulsiva cobrança obrigatória. A aprovação desta taxa dependerá em última instância das mãos dos senadores, que vem enfrentando nos últimos tempos uma enxurrada de confusões, denúncias de corrupção e de desmando. Hoje, o senado é uma instituição em franco processo de deterioração e a defesa dos interesses da sociedade seria o início de sua recuperação moral. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Enfim, a moral e a ética parece, infelizmente, pelos últimos exemplos públicos, coisas de um passado remoto e distante. E neste fundo do poço está se debatendo a própria sociedade brasileira, que vê indefesa o preço da gasolina ser mantido num patamar estabelecido quando o barril de petróleo estava por volta de 160 reais. Agora que o barril de petróleo está por volta de 43 reais, não se justifica a manutenção do mesmo preço na bomba dos postos. Como diz um bordão de um famoso articulista, “isto é uma vergonha”.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 30 de agosto de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5258999585248826098?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5258999585248826098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5258999585248826098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5258999585248826098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5258999585248826098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/08/mesma-conversa-de-sempre.html' title='A mesma conversa de sempre (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6806548078201430733</id><published>2009-08-30T22:27:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T22:29:08.443-07:00</updated><title type='text'>Atores canastrões, espetáculos deprimentes (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Criei nesses últimos tempos um péssimo hábito de assistir os espetáculos deprimentes da TV Senado. Inicialmente, pensei que fosse uma alternativa saudável para contrapor à mediocridade dos canais comerciais. Esperava ver nesta casa de leis um debate de alto nível sobre os grandes problemas nacionais. Porém, isto não vem acontecendo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A existência da TV Senado permite a qualquer brasileiro, mesmo distante do plenário, acompanhar como os senadores estão trabalhando e defendendo os interesses país. Será mesmo? O positivo disso tudo é a possibilidade de motivar debates na sociedade sobre a atuação dos políticos em Brasília. Tais debates significam, em última instância, um avanço na prática democrática, demonstrando a importância que adquire para o país as próximas eleições na renovação de nossos dirigentes. Com certeza, será uma grande oportunidade para mostrar o nosso repúdio aos maus políticos, a exemplo de um certo deputado federal que disse a uma emissora de televisão que “estava lixando para a opinião pública”. E, pelo visto, estão mesmo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Não vou relembrar as graves denuncias contra o Congresso Nacional, desde o mensalão até a farra das passagens aéreas. Mas quem pensava que não mais se espantaria com coisa nenhuma errou, pois o mês de agosto chegou e com ele uma nova saraivada de denúncias. Lembro quando criança que os adultos falavam que agosto era mês de cachorro louco, aliás, tanto é verdade que existe em nível nacional uma campanha de vacinação anti-rábica. Mais tarde, quando estudante de história descobri que este era um mês de tragédias políticas a partir do suicídio de Getúlio Vargas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Parece que agora o mês de agosto tornou-se o inferno astral do presidente do Senado, José Sarney que está sofrendo 11 pedidos de investigação sobre irregularidades cometidas, entre elas desmandos administrativos, atos secretos, nomeação de parentes, irregularidades na Fundação Sarney, nomeação do namorado da neta. Como é um político sortudo, de atuação que lembra os velhos coronéis da República Velha, com o apoio de Lula (que saudade do velho PT de antigamente) e dos políticos da base do governo, com certeza vai se livrar das acusações. Isso já ficou comprovado pela atuação do presidente da Comissão de Ética que, também debochando da opinião pública, mandou arquivar as referidas acusações. Mesmo assim a cada instante novas denúncias aparecem na imprensa. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Acrescenta-se nesta degradante situação a troca de palavrões e gestos poucos civilizados entre os senadores Renan Calheiros e Tasso Jereissati, divulgada na televisão ao vivo e a cores. Penso até que em muitas residências os pais mandaram seus filhos saírem da sala para não presenciar esses péssimos exemplos.. É claro que eles feriram o decoro parlamentar e ficaram sujeitos à cassação de seus mandatos. Como estamos no Brasil, ficou “tudo dantes como no quartel de Abrantes”. Depois ocorreu outro fato inusitado durante um discurso do senador Pedro Simon, quando foi surpreendido por Fernando Collor, aquele mesmo, que com o seu olhar insano mandou o velho guerreiro engolir e digerir suas palavras. Pobre Simon, apenas disse ironicamente que ficou com medo daquele olhar maligno.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Se você pensa que acabou, ledo engano. Tem mais. A mais recente situação constrangedora foi a reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania para ouvir a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, sobre uma reunião que teve com a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, sobre investigações da Receita sobre um filho de Sarney. Não deu outra. Foi mais um espetáculo deprimente, mostrando o baixo nível e despreparo dos senadores. O que ficou, pela segurança da exposição de Lina Vieira, foi a certeza da existência do referido encontro. A pergunta que fica é que mesmo não havendo nada de irregular, por que a ministra insiste em afirmar que não houve o encontro? Esta mania da ministra desmentir fatos comprovados já está recorrente e chato. Foi o caso da interferência na Anac, da feitura de um dossiê contra FHC e Ruth Cardoso, e agora o caso de Lina Vieira, todos desmentidos que não se sustentaram. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como professor não posso deixar de registrar o currículo da ministra lançado na Base Lattes, com informações que não se confirmaram sobre sua formação acadêmica. O que falta acontecer mais?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 23 de agosto de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6806548078201430733?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6806548078201430733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6806548078201430733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6806548078201430733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6806548078201430733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/08/atores-canastroes-espetaculos.html' title='Atores canastrões, espetáculos deprimentes (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5048010011474711131</id><published>2009-08-15T22:18:00.000-07:00</published><updated>2009-08-15T22:20:25.168-07:00</updated><title type='text'>Adeus ao brincalhão e seu inseparável violão (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A nossa passagem por esta vida terrena é muito curta e, muitas vezes, sem qualquer aviso, ela se acaba. E quando isso acontece, somos invadidos por uma extrema tristeza e uma sensação de perda irreparável, mesmo sabendo que a morte é a única certeza que temos nesta vida. Aos que ficam por aqui resta apenas aceitar a dor e a saudade e continuar em frente. Felizmente, permanecem as lembranças que nos permitem reviver momentos bons e curtir a ausência de maneira mais serena.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Escrevo estas palavras em homenagem ao meu amigo muito querido Fernando Alves Corrêa, o “Pepeta”. Creio que dos muitos amigos que tinha, pouca gente sabia seu nome de batismo. Pepeta nasceu e viveu para o bem e apesar de crescer e envelhecer conservou sempre um coração de menino. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esbanjava generosidade no trato com os amigos. Quem teve o privilégio de conhece-lo, conviveu com uma pessoa que, com um sorriso nos lábios, sabia ouvir as pessoas, escutar com dedicada atenção seus problemas e dar uma resposta amiga ou um conselho sensato. Seu rosto estava sempre corado como o de um menino travesso e jamais transparecia estar triste ou aborrecido mesmo quando enfrentava os reveses da vida, as dificuldades, preocupações ou doenças. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O Pepeta que conheci dividia comigo os sonhos e as esperanças de participar de um futuro brilhante para a nossa cidade e ajudar a construir um Mato Grosso do Sul para ser o melhor e o mais desenvolvido estado deste país. Esses sonhos nós compartilhamos juntos quando trabalhamos na Superintendência de Relações Internacionais do governo do estado e também na Radio de TV Educativa. E ali solidificamos uma bonita amizade como poucas que temos nesta vida. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Pepeta tinha um companheiro inseparável, o violão, a ponto de muita gente achar que o instrumento já estava incorporado como extensão natural de seus braços e mãos. Não se concebia Pepeta sem o violão e nem sem a alegria que eles juntos significavam aos amigos, às festas e comemorações. Aonde Pepeta chegava havia muita “cantoria”, prazer e alegria. E registro aqui que nunca o vi brigar, levantar a voz ou ofender alguém, ainda que tivesse motivo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Pantaneiro de Aquidauana, Pepeta quando jovem, lá pelos anos 60, fundou um conjunto musical na onda da “jovem guarda”. O nome do conjunto, incorporado por parentes e amigos, era bem a cara do Pepeta: “Os Brincalhões”. Fizeram muito sucesso na região, gravaram discos, incluindo composições próprias e circularam por toda a região pantaneira, como a participação de uma grande temporada no Clube dos Sargentos da Marinha em Corumbá. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Pepeta trabalhou no Mobral, onde criou e desenvolveu um teatro de bonecos para divulgar e promover a grande mobilização para a alfabetização que o governo incentivou nos anos 70. Numa Kombi, com o seu espetáculo teatral, levava alegria e conscientização às crianças sobre a importância da alfabetização, viajando por todo o sul do estado.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O talento do Pepeta não se traduziu apenas em música e teatro, mas também na capacidade de escrever com sensibilidade. Publicou os livros “Um pouco da vida de Nhô Chico o pantaneiro”, “O tesouro de Xeres”, “Os deuses da Bíblia”, “Os deuses do amor”, e “De Javé a Jesus”, trabalhos que registraram memórias, histórias, conhecimento profundo e curiosidades bíblicas, e discussões e especulações inteligentes sobre a vida extraterrestre.  Pepeta aderiu à Internet e lançou um “blog” de grande sucesso, muito visitado pelas suas informações, curiosidades e, sobretudo, pela simpatia que ele inspirava nos amigos e conhecidos. Nesses últimos tempos era comum ver o Pepeta circulando em sua “Biz” pela cidade e festejando sua recente aposentadoria, alcançada depois de muitos sacrifícios.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Estava em Aquidauana, sua cidade amada, revendo amigos e parentes queridos e, como sempre, com seu violão, passou a noite cantando e alegrando a todos. Na manhã do dia seguinte, véspera do dia do pais, “Pepetinha” (como eu particularmente gosto de chama-lo) alçou seu último voo como um passarinho para um outro plano de existência: o mundo das saudades e das recordações. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas, de uma coisa eu tenho certeza: se aqui na terra o violão do Pepeta silenciou, lá no céu os anjos já formaram uma roda para ouvi-lo tocar e cantar pela eternidade afora...&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A perda de um ente querido é como perder uma parte de nossas próprias vidas e isso me faz lembrar do poema de John Donne que escreveu: &lt;em&gt;Não perguntes por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo Pepeta os sinos dobram de alegria, pois haverá festa no céu....&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 16 de agosto de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5048010011474711131?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5048010011474711131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5048010011474711131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5048010011474711131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5048010011474711131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/08/adeus-ao-brincalhao-e-seu-inseparavel.html' title='Adeus ao brincalhão e seu inseparável violão (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-668229239922650890</id><published>2009-08-15T22:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-15T22:18:44.716-07:00</updated><title type='text'>O nome da rosa (de novo) (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Estava na sala de espera do meu barbeiro, aguardando a minha vez para cortar o cabelo e, para passar o tempo, comecei a folhear algumas revistas. Caiu em minhas mãos uma revista de amenidades, esporte e saúde, aliás, assuntos que não me interessam como leitor. Mesmo assim, como sou um professor ávido em leituras, teimoso, passei a folheá-la. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Lá pelas tantas, encontrei algo que me interessou. Era uma matéria sobre o Pantanal, com o subtítulo “maior planície alagável do planeta, é um dos  melhores lugares do Brasil para a observação de aves e animais”. Oba, pensei, até que enfim um assunto interessante. Passei imediatamente a lê-lo. Começava assim: “Certamente você já deve ter lido reportagens sobre o Pantanal localizado no Mato Grosso do Sul, explorado pelo turismo até a última gota. O que a maioria dos brasileiros talvez desconheça é que o Pantanal do Estado de Mato Grosso é ainda mais belo, quase inexplorado e muito mais selvagem”. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A partir daí, o artigo contava as maravilhas do pantanal nortista, transpantaneira e inúmeros outros atrativos. Reconheço a existência dessas maravilhas nesta parte do pantanal. Mas também reconheço neste artigo um princípio de má-fé. E nisso encerra o meu indignado protesto.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Imagino que um leitor desavisado, com certeza, direciona o seu interesse turístico para Mato Grosso pensando na degradação do meio ambiente no sul, trazendo prejuízos incalculáveis para a cultura e para o turismo regional. Mas tudo isso deve servir de alerta e de reflexão para os nossos governantes municipais e estaduais. Depois de décadas da criação do estado, ainda sofremos as agruras da confusão de nomes, um erro congênito que apareceu no Ato Complementar que criou o novo estado em 1977. Depois disso, como diz um velho ditado, “Inês é morta”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Então, onde está o erro que incomoda tanto a gente de Mato Grosso do Sul? A primeira questão está na própria história e sedimentação do nome de Mato Grosso por 290 anos, e mesmo acrescentando o fatídico “do Sul”, fica difícil separar, para os que não tem o privilégio de morar aqui, os dois estados. Portanto, mesmo com o passar do tempo, continuou a persistir a força do nome “Mato Grosso”. A culpa é dos nortistas e dos desavisados? É claro que não, apesar da sabidamente sagacidade histórica dos políticos nortistas em tirar proveito de crises e dificuldades. É, de fato, uma herança política do velho estado de Mato Grosso.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É difícil admitir, mas a culpa cabe a todos nós, talvez por inoperância ou até comodismo em deixar para políticos e administradores a defesa e o cumprimento de uma estratégia de firmar dentro e fora do estado o nome de “Mato Grosso do Sul”. É bom que se diga, como justa ressalva, que a população sul-mato-grossense já vem se manifestando publicamente em defesa do seu nome. Basta ver em alguma reunião, quando um orador cai na besteira de referir-se de forma incompleta ao nome do estado, imediatamente ouve-se, em tom uníssono, um “do Sul”. Creio que a existência ainda de vozes recalcitrantes na defesa da mudança do nome do estado representa atos contraproducentes de pessoas que não perceberam que “perderam o bonde da história”, e que o momento esta discussão ficou em tempos passados. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, quando leio artigos mal-intencionados denegrindo a imagem do pantanal sul-mato-grossense percebo que a divergência de interesses econômicos ainda está muito presente, e Mato Grosso do Sul não pode deixar de levar em consideração esta situação. Lembro, mais uma vez, da precariedade de uma política estadual em defesa do meio ambiente e sua utilização turística. Isso passa pelo fortalecimento de um turismo intermunicipal, facilitando ao próprio sul-mato-grossense conhecer (para preservar) as suas próprias belezas regionais. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Infelizmente, caiu no esquecimento uma belíssima campanha, em governo passado, com a distribuição de cartazes retratando as maravilhas da nossa pródiga natureza com os dizeres “Isto é Mato Grosso do Sul”. Era um grande começo. Afinal é preciso fortalecer para preservar. E ninguém pergunta qual é o nome da rosa. Não precisa, pois seu poder e sua beleza não estão na palavra, mas no seu significado.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 09 de agosto de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-668229239922650890?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/668229239922650890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=668229239922650890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/668229239922650890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/668229239922650890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/08/o-nome-da-rosa-de-novo.html' title='O nome da rosa (de novo) (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-895708710691712661</id><published>2009-08-15T22:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-15T22:17:35.278-07:00</updated><title type='text'>O rio não está prá peixe (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mais uma vez o Pantanal está na mira de tiro e seu precário equilíbrio em perigo. O caso é polêmico por tratar-se de um projeto de lei tramitando na Assembléia Legislativa que traz alterações na lei de pesca. É uma mudança ruim para pior, sem qualquer justificativa plausível, a não ser para atender interesses econômicos de poucos em prejuízos de muitos. Isso mesmo. A lei fala abertamente em liberar apetrechos até então proibidos para favorecer a pesca comercial. Como falar em preservação quando se pretende liberar “João bobo (bóia com um anzol), bóia fixa ou cavalinho, anzol de galho, aquele fixado em vegetação da mata ciliar ou em estacas afixadas no barranco”?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Seria hipocrisia achar que não existem maus pescadores que usam apetrechos proibidos, inclusive tarrafas, mas podem ser combatidos pelos agentes fiscais ambientais. Segundo a imprensa, o governo do estado enviou este projeto à Assembléia por pressão de alguns setores ligados à atividade pesqueira. Por que? A resposta é que diminui a cada ano o estoque pesqueiro pantaneiro pela retirada de toneladas de peixe sem o necessário tempo para a sua recuperação. Em vez de uma política preservacionista, usam-se medidas de efeito imediato ao propor apetrechos que facilitam a captura de peixes sem chances de sobrevivência.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Está mais do que na hora da sociedade sul-mato-grossense ampliar o debate sobre o estabelecimento de uma política definitiva que proteja o meio ambiente pantaneiro e que não fique a mercê de normatizações pontuais ou de políticos em épocas eleitorais. A primeira questão é discutir a necessidade (ou não) da existência no pantanal de frigoríficos e de caminhões especializados no transporte de absurdas quantidades de pescado. É preciso alertar a sociedade que a existência de frigoríficos implica sempre em grande quantidade de peixe capturado. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Entendo que o assunto é delicado e contraria grupos poderosos, mas até quando o pantanal sobreviverá a tantas agressões? Não se pode esquecer que a região deve ser considerada um patrimônio da humanidade e, portanto, a sua defesa é uma questão de honra para Mato Grosso do Sul. Será que não está na hora de uma medida corajosa suspendendo a pesca comercial e a comercialização desse pescado fora do município de sua captura, por certo tempo? O pior é que o pescador, com sua vida miserável, pouco ganha com a sua perigosa atividade, pois é o atravessador que enriquece com todo esse comércio. É porisso que o quilo do peixe, na terra do peixe, é mais caro que o de carne bovina. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Além disso, o que mais causa perplexidade é a liberação de barcos pesqueiros estrangeiros, muitos deles dotados de equipamentos para detectar cardumes. Será um Deus nos acuda. A pergunta que fica é: a quem interessa esta liberação? É com certeza um servilismo que não se coaduna com os interesses nacionais. Tudo agora depende da atuação dos deputados em levar o debate para toda sociedade sul-mato-grossense, sem açodamento, para que esta medida não venha causar maiores prejuízos para a natureza regional.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esta proposta enseja também uma discussão sobre uma possibilidade de redirecionamento da política de turismo (é o caso de perguntar se também existe no estado) voltada para a pesca. Não se justifica a prática utilizada como atrativo do pescador de outro estado levar para casa uma parte do peixe pescado. Fico a pensar no turismo praticado por Minas Gerais, e seu atrativo maior concentrado na arte barroca religiosa, que deve ser vista e apreciada. Caso um turista ouse retirar uma peça deste precioso patrimônio, com certeza ele será preso e processado. Mesmo assim, não diminui o fluxo turístico para a região.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Volto a repetir: por que o turista deve levar para fora do estado o peixe retirado dos nossos rios, pois muitos turistas chegam ao cúmulo de vendê-lo para compensar suas despesas. O debate está na mesa. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 02 de agosto de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-895708710691712661?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/895708710691712661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=895708710691712661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/895708710691712661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/895708710691712661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/08/o-rio-nao-esta-pra-peixe.html' title='O rio não está prá peixe (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-3855334522005339805</id><published>2009-07-26T13:46:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T13:47:02.778-07:00</updated><title type='text'>Um tapa na cara (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por essa eu não esperava. Foi uma fotografia publicada na primeira página do jornal Folha de S. Paulo, de 15 de julho. Vi, com um misto de perplexidade e tristeza, aos abraços e sorrisos, o presidente Lula e o ex-presidente Collor. A história é implacável para quem acha que a memória deve ser jogada na lata do lixo, desacreditando ainda mais a política e os políticos neste estágio infeliz do trato republicano do país. São vinte anos de sonhos acalentados e de desencantos e decepções na esperança de um Brasil transformador, moderno, mais justo e defensor da igualdade social.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Retomo os idos de 1982, no governo presidencial do general João Figueiredo e de uma decrépita ditadura que teimava em continuar, mas dava os últimos suspiros de um moribundo rejeitado. O Congresso Nacional havia aprovado uma emenda constitucional reformando a legislação eleitoral e partidária, dando os primeiros passos ao retorno do país aos ventos democráticos. Assim, em novembro daquele ano ocorreram, mesmo com restrições, as mais importantes eleições do período ditatorial. Lembro-me de que a oposição elegeu 10 governadores, entre eles, Wilson Barbosa Martins por Mato Grosso do Sul, e Leonel Brizola pelo Rio de Janeiro, deputados federais, estaduais e vereadores. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O curioso é que, na televisão, os candidatos apresentavam uma foto e um locutor falava o seu currículo. Era o tempo da Lei Falcão. Em Corumbá, por não haver tecnologia adequada na televisão local, os candidatos a vereador tinham que ficar imóveis por alguns segundos para a filmagem. Mas, apesar dos pesares, parte dos sonhos começou a se realizar para alguns; para outros, essa época foi mais trágica pois morreram pela conquista da democracia e por seus ideais.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Dois anos depois, o país foi varrido por um verdadeiro terremoto popular com uma emenda constitucional idealizada inicialmente pelo deputado Dante de Oliveira, de Mato Grosso, a histórica “Diretas-Já”. Foi uma festa democrática, que infelizmente foi rejeitada pelo Congresso. A frustração foi geral, mas o sonho continuava a orientar os passos e os caminhos à democracia. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como estava em vigência a reforma eleitoral, a eleição presidencial ocorreu no âmbito do Congresso, saindo vitorioso Tancredo Neves contra  Paulo Salim Maluf identificado com a ditadura militar. Por um acaso do destino, Tancredo veio a falecer antes da posse, assumindo o seu vice, José Sarney, esse mesmo que está sendo alvo de inúmeras acusações no Senado Federal, neste momento.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; No governo Sarney foi implantado um Plano de Estabilização Econômica contra uma galopante inflação, popularizado como Plano Cruzado. Foi um sucesso para uma população cansada em sofrer os males desta inflação galopante. Mas, para muitos, foi uma tapeação, prejudicando poupadores e enchendo as “burras” dos bancos. E, até hoje, os pequenos poupadores estão lutando na justiça para reaver o que lhes foi tirado. Nesse período, o esperto Sarney conseguiu ampliar em um ano o seu mandato indireto, mas também teve a constituinte e a aprovação de uma nova constituição para o país.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Com a nova constituição a nortear os destinos políticos, o ano de 1989 foi o divisor de águas da história brasileira com as eleições presidenciais, onde se apresentaram 22 candidatos. Chegaram ao segundo turno Lula, representando a esquerda e o desejo de mudança, e Collor, representando as camadas mais conservadoras e atrasadas do país. Lula, oriundo do recente sindicalismo brasileiro, representava o sonho da esquerda, da juventude, dos intelectuais,  dos trabalhadores de modo em geral, de todos que sonhavam com  mudanças nas estruturas sócio-econômicas do país, e de outro, um jovem político ex-governador de Alagoas, oriundo das oligarquias deste pequeno estado e que se dizia “caçador de marajás”; enfim, um aventureiro irresponsável, como se viu no seu governo com o confisco de poupança de pequenos poupadores, muitos chegando ao desespero com as perdas repentinas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O país não pode esquecer o esbulho que foi o debate transmitido pelo Globo, onde Collor, sem pejo de decência e ética, levou uma mulher (onde será que está escondida esta triste figura?) que denunciou uma filha do candidato Lula. As consequências deste fatídico debate já fazem parte da história e das lágrimas e tristeza de uma significativa parcela do povo brasileiro.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora essa infeliz fotografia me fez lembrar tudo isso. É como levar um tapa na cara.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 26 de julho de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-3855334522005339805?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/3855334522005339805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=3855334522005339805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3855334522005339805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3855334522005339805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/07/um-tapa-na-cara.html' title='Um tapa na cara (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6189567466303053245</id><published>2009-07-26T13:44:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T13:45:59.190-07:00</updated><title type='text'>"Estou me lixando", disse uma cara de pau (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A cada momento novas notícias aparecem na imprensa enxovalhando, ainda mais, a classe política brasileira. A corrupção, que não é coisa nova e parece que está fora de controle é reforçada por uma total e escandalosa impunidade. E o que espanta é que esses atores da má política, sem qualquer pudor e vergonha na cara, continuam a se manifestar publicamente.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Há quase dois meses, um acontecimento na Câmara do Deputados causou profunda perplexidade pelo modo com que deputados federais encaram a opinião pública. Não faço aqui generalizações para não cometer injustiças. Foi o caso dos cinco minutos de triste fama de um deputado, Sérgio Moraes, totalmente desconhecido no cenário nacional, que faz parte do chamado “baixo clero” do Congresso. Fez carreira política em Santa Cruz do Sul/RS, onde foi prefeito, e traz contra si denúncias de corrupção administrativas e criminais. Na época, foi relator, depois defenestrado, do processo contra o deputado Edmar Moreira, aquele curioso senhor que construiu um castelo em Minas Gerais, e usando a tal “verba indenizatória” em sua firma de segurança. É a já famosa e perversa mistura do público e do privado. Colocando a ética em baixo do tapete, Moraes, antes do término do processo, já inocentava o seu amigo Moreira. Indagado se não tinha medo de responder pelos seus atos perante os eleitores, simplesmente disse que estava se “lixando para a opinião pública”. Depois, tentou desdizer esta infeliz frase, mas a coisa já estava feita. Mesmo assim, o homem do castelo foi inocentado. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Agora o dep. Sérgio Moraes voltou à carga elogiando o seu amigo, na televisão, ao afirmar que “v. ex. tem que andar de pescoço erguido”. E foi além no seu desprezo pela opinião pública, ou melhor, pelo eleitorado de Santa Cruz do Sul, ao afirmar que nas próximas eleições ele tinha certeza de que voltaria à Câmara dos Deputados. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esse deboche demonstra uma verdade cruel da política brasileira: a falta de consciência política do eleitorado nacional. Existe uma distância incomensurável entre o que se faz no parlamento e a realidade municipal, onde os políticos têm as suas bases eleitorais. De fato, posturas de estadista, defesas intransigentes das questões nacionais, combate sistemático à corrupção são valores que infelizmente não se levam em questão ao assinalar o voto na urna eletrônica. A política está tão desgastada e desvirtuada que o grosso do eleitorado é movido por benefícios imediatos, mesmo sendo “proibido” pela legislação eleitoral. Se a corrupção continuar a persistir nas grandes cidades é possível imaginar as ocorrências nos grotões mais distantes e isolados. Por isso, a certeza do deputado Sérgio Moraes em sua reeleição.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A falta de educação política é a irmã siamesa dos partidos políticos e também sua fragilidade representativa. Creio mesmo que esta fragilidade está em consonância com os interesses da máquina partidária de manter a alienação da consciência do cidadão, seja ele filiado ou um simples eleitor. Desse modo, qualquer reforma política passa, necessariamente, pelo fortalecimento dos partidos políticos, que deveriam se transformar em escolas de cidadania e de participação política além, é óbvio, de uma seleção séria e criteriosa de seus candidatos. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas como acontecer esta revolução no trato político-partidário, se são esses mesmos políticos que estão envergonhando o país, os legisladores de leis e das reformas exigidas pela Nação. Esta é a encruzilhada política que enfrenta hoje o País e o seu futuro. Antes chamada com orgulho e admiração como a Casa de Leis, pelos mais recentes acontecimentos, tanto a Câmara Federal como o Senado transformara-se em casas de maus exemplos. Ou melhor, em casos de polícia. Até quando? Só existe uma resposta e esta fica com a consciência do povo brasileiro.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 19 de julho de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6189567466303053245?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6189567466303053245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6189567466303053245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6189567466303053245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6189567466303053245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/07/estou-me-lixando-disse-uma-cara-de-pau.html' title='&quot;Estou me lixando&quot;, disse uma cara de pau (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-1171271139053259957</id><published>2009-07-26T13:41:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T13:44:31.380-07:00</updated><title type='text'>Do nada a lugar nenhum (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um verdadeiro papelão, isso é o que se tornou o Trem do Pantanal. E ninguém, em sã consciência, pode demonstrar surpresa. Isto porque se trata de um vexame anunciado. E o fiasco começou pelo fato deste trem não ter nada a ver com o seu próprio nome, Pantanal. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;São muitas as questões problemáticas, para não dizer outra coisa, que envolvem este projeto turístico. Uma delas é a preocupação de algumas autoridades em usar e abusar da história e das tradições de nosso estado, em nome de um falso compromisso com a cultura e com a identidade de Mato Grosso do Sul. Digo falso porque diante de qualquer revés essas mesmas autoridades tiram do armário a malfadada proposta de mudar o nome do estado, como se isso fosse solução de todos os seus problemas, como foi o caso da exclusão de Campo Grande dos jogos da Copa do Mundo de 2014. A bem da verdade, pouca gente está de fato preocupada com a cultura e com as tradições dos sul-mato-grossenses, e como cultura não dá voto.....&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O caso da ferrovia, numa tentativa de resgatar o trem de passageiros da Noroeste, de saudosa memória para os mato-grossenses e sul-mato-grossenses, é a repetição da manipulação e do descompromisso de políticos e de empresários que realizam parcerias e negócios da China. É até possível que tenha havido algumas boas intenções (das quais o inferno está repleto), mas também é possível que o resgate do trem da Noroeste tenha sido engendrado para aliviar o peso de consciências depois da privatização da empresa ferroviária.  Entretanto, se não fazia sentido colocar novamente nos trilhos um trem que já era obsoleto e sucateado há vinte anos atrás, os idealizadores desse projeto deveriam ter tido ao menos um pouco mais de bom senso e de responsabilidade com os seus resultados. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Está claro para qualquer leitor assíduo de jornais que um projeto de restauração de patrimônio histórico e cultural custa muito dinheiro. E a restauração só faz sentido se o bem cultural ou histórico adquirir uma nova função social. A idéia de recriar o trem do Pantanal, nome sentimental dado por artistas à Estrada de Ferro Noroeste do Brasil que, aliás, já não mais se chamava assim quando foi paralisada, é genial, porém inviável. E a inviabilidade não é apenas financeira, é histórica também, porque o passado não se repete.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quando me refiro aos custos/prejuízos deste trem, aponto também um dos resultados deprimentes deste projeto. Como o dinheiro foi curto, a despeito de toda ajuda pública e privada, foi feita uma verdadeira “gambiarra“ na máquina, nas composições, nos trilhos de bitola estreita e antiga demais, não permitindo nenhum melhoramento tecnológico, incluindo a refrigeração eficiente dos vagões. Houve, de fato, uma “maquiagem” que acrescentou em sua pintura externa alguns bichos tipicamente pantaneiros. Além disso, o trem do Pantanal anda devagar, não porque não tem pressa, mas porque não tem fôlego. E para que houvesse um trem moderno, bonito e veloz seria preciso construir uma outra ferrovia, e um novo trem, coisa absolutamente desnecessária para os objetivos deste projeto e inviável para o estado de Mato Grosso do Sul, carente de tantas outras coisas mais importantes ao seu desenvolvimento.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;E a paisagem? O Pantanal não é aqui em Campo Grande, muito menos em Indubrasil, em Terenos, em Dois Irmãos do Buriti e em Aquidauana, pelo menos não no percurso dos trilhos até esta cidade. A paisagem é bonita, mas o trem do Pantanal vende gato por lebre. Isto é um engodo, percebido claramente até por aqueles que não fizeram esta viagem. E quanto a chegar até Corumbá, nem os corumbaenses mais crédulos e inocentes caem nesse conto...&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O projeto Trem do Pantanal, muito provavelmente idealizado para alavancar uma imagem positiva e encantadora de Mato Grosso do Sul rumou para o brejo, precocemente, neste mês de junho passado, quando, emblematicamente, um grupo de turistas da chamada melhor idade, comprou o pacote e embarcou numa roubada. E pensar que nunca antes neste país a vida de velhinhos aposentados foi tão difícil: eles recebem aposentadorias aviltantes depois de trabalhar de 3 a 4 décadas; são presas fáceis dos bancos e financeiras que os atraem com a arapuca dos empréstimos consignados; são, na maioria das vezes, excluídos das políticas publicas; são desrespeitados pelos mais novos, sobretudos os jovens que não sabem, nem querem saber, que serão velhos um dia; são ainda arrimos de família em decorrência de uma economia em crise que produz desempregados aos montes; e, finalmente, são clientes preferenciais de agências de turismo fora de temporada, para ocupar as vagas ociosas em hotéis, restaurantes e receptivos de lazer. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Deveriam ser muito bem tratados, mas parece que o grupo da terceira idade que veio ao Pantanal não se sentiu contemplado com o trem do nada que vai a lugar nenhum. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O grupo desembarcou em Aquidauana e fez o resto do percurso por rodovia, recusando-se a entrar novamente de gaiato no navio, digo, trem. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A notícia saiu nos jornais regionais e eletrônicos, o que equivale circular pelo mundo. Pobre Mato Grosso do Sul. Vai continuar a ser matéria de páginas policiais, incluindo uma nova modalidade, um turismo enganoso.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 12 de julho de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-1171271139053259957?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/1171271139053259957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=1171271139053259957' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1171271139053259957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1171271139053259957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/07/do-nada-lugar-nenhum.html' title='Do nada a lugar nenhum (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-3136487614633895746</id><published>2009-07-07T19:33:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T19:51:19.564-07:00</updated><title type='text'>Uma cantoria além da modernidade (*)</title><content type='html'>&lt;span id="Lb_titulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Revivendo o maior evento folclórico de Mato Grosso do Sul, ocorrido na centenária Corumbá, que é o festejo profano/religioso de São João, deparamos com a oportunidade de conhecer outros folguedos populares como o Siriri e o Cururu.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A dança do Siriri, folclore típico de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, guarda profundas semelhanças com o, “Cateretê”, dança muito difundida no interior paulista. Curiosamente, esse tipo de dança foi usado na catequese jesuítica pelo fato do índio ter um gosto incontido pela música e pela dança. Com o tempo, o cateretê passou a fazer parte dos festejos do Senhor Divino, da Festa de Santa Cruz, de São Gonçalo, de São João e outros. Assim, é possível supor que o Siriri seja uma variação, ou tenha apenas assumido uma nova denominação em substituição ao Cateretê.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Já o Cururu é oriundo da corrente migratória que veio de Poconé a Corumbá, trazendo consigo, além das cantorias com temas pantaneiros, um instrumento musical maravilhoso chamado Viola de Cocho, considerado patrimônio imaterial da região centro-oeste. Esses cururueiros, que habitam em sua grande maioria a região portuária, possuem uma particularidade praticamente desconhecida. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O contato com o Cururu deu-se no Arraial de Tanque Novo, alguns quilômetros distantes da sede do município de Poconé, onde vivia uma médium, conhecida como Doninha, que tratava de pessoas doentes. Isso nos idos de 1930. O arraial transformou-se num grande aglomerado de pessoas, sobretudo pela divulgação do aparecimento de uma “santa” no local. Provocando uma rivalidade política com Poconé, o arraial foi atacado e destruído pela força militar da cidade, com mortes e prisões inclusive da própria Doninha. O cotidiano deste arraial resumia-se a orações, musicas religiosas e Cururu e Siriri. Mesmo com a repressão brutal, essas manifestações folclóricas foram preservadas e difundidas por várias regiões do Centro-Oeste, como aconteceu com Corumbá.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No entanto, a valorização e o reconhecimento de sua importância enquanto manifestação folclórica marcante de Corumbá deu-se algumas décadas atrás, pela ação de uma pesquisadora, uma verdadeira fada madrinha para os cururueiros. Havia na época preconceito e intolerância em relação a essas expressões culturais, até mesmo em parte da população que integrava a comunidade de pescadores e ribeirinhos, reduto dos tocadores da viola de cocho. Considerada música e dança e dança dos velhos, havia rejeição dos mais jovens que se envergonhavam das apresentações públicas de Cururu e Siriri.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Faço, como uma homenagem, o registro da coragem e persistência desta pesquisadora em resgatar este folclore, em prejuízo muitas vezes de suas atividades profissionais e arcando até com gastos do próprio bolso para alavancar a pesquisa e tornar o Cururu uma vitrine folclórica e turística de Corumbá. Refiro-me à professora aposentada da UFMS e historiadora Eunice Ajala Rocha, que se dedicou anos a fio aos estudos folclóricos contando com a ajuda do conhecido cururueiro Agripino Magalhães. Foi a Dona Eunice, como é carinhosamente conhecida, que deu visibilidade ao grupo, levando-o a apresentações por diversas vezes no Centro Universitário de Corumbá-UFMS e em outros espaços do estado. Esses cururueiros, com o já conquistado orgulho e seriedade em manter viva esta manifestação folclórica, foram levados pela mesma professora a uma apresentação oficial na capital federal, Brasília. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O seu amor às manifestações folclóricas motivou a criação na cidade de um grupo de dança do Siriri entre os universitários do curso de História e a elaboração de uma dissertação de mestrado sobre a original festa de São João de Corumbá. Graças ao seu exaustivo trabalho, esses folguedos populares passaram a ser um marco na cultura corumbaense ajudando a compor o mosaico cultural sul-mato-grossense. Porém, como a memória do povo é fraca, neste São João de 2009 não vi nem li, nenhuma referência ao trabalho desta fantástica pesquisadora e defensora da cultura das terras corumbaenses. É uma flagrante injustiça que deve ser denunciada e que não se pode calar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Além disso, como muitos jornalistas não se pautam por informações bem fundamentadas, muitas bobagens são divulgadas como verdades e as novas gerações correm o risco de perder as referências culturais de nossa região. Talvez por isso ainda exista tanta preocupação em encontrar uma “identidade” sul-mato-grossense. Ninguém se reconhece sem cultura e sem memória.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 05 de julho de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-3136487614633895746?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/3136487614633895746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=3136487614633895746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3136487614633895746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3136487614633895746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/07/uma-cantoria-alem-da-modernidade.html' title='Uma cantoria além da modernidade (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8026604275988053605</id><published>2009-07-01T21:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T21:21:41.223-07:00</updated><title type='text'>O santo ladeira abaixo (*)</title><content type='html'>&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quem nunca viu a festa de São João de Corumbá, perdeu a oportunidade de assistir a uma das mais significativas festas folclóricas do Centro-Oeste. Esta festa, com origens na colonização portuguesa, estendeu-se como manifestação popular em todos os cantos do país. Na cidade de Corumbá, a festa de São João tornou-se numa manifestação única, com formas próprias, com coloridos locais e o profano superando o religioso. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Talvez, por estar localizada na fronteira permeada por pantanais, a festa corumbaense não atinge a atenção da mídia nacional como as festas nordestinas, muito embora apresente originalidade e dimensão popular. Com certeza, faltam a Corumbá mais investimentos públicos e privados para incluir a festa no calendário dos mais importantes eventos nacionais. Por outro lado, em vários estados do nordeste, o São João transformou-se num grande espetáculo (distanciando das festas folclóricas originais), no mesmo patamar do carnaval do Rio de Janeiro e da festa do boi de Parintins. Não é sem razão que a Petrobrás alardeia investimentos nas festas juninas em mais de 41 municípios nordestinos, aliás, alvos de uma CPI no Congresso Nacional que o governo federal não quer nem ouvir falar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Consta que no pós-guerra com o Paraguai, no século XIX, a festa de São João passou a fazer parte da paisagem histórica corumbaense. Em 1909, o militar Annibal Amorim registrou em seu livro de memórias suas impressões sobre a festa, as procissões em direção ao rio Paraguai e os rituais de banho do santo que se perpetuam até hoje. Via também, como acontece até hoje, o espírito democrático e popular da festa participando “pessoas do povo e até as melhores famílias do lugar”. Mais tarde, em 1932, o viajante Rezende Rubim ao passar pela cidade deixou um detalhado relato sobre a festa de São João, que também pouco difere das manifestações atuais, inclusive nas suas características comunitárias e democráticas. Escreveu em suas memórias que “em tal instante tudo se nivela, não há cotejo pobre ou rico. Todas as classes levam a sua imagem ao rio e todas, desde a mais modesta até a mais suntuosa, recebem dos fiéis a homenagens a que tem direito”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A imprevidência dos homens (em especial, os públicos) tenta intervir nesta autêntica e natural manifestação do povo corumbaense. Na década de 1960 a festa descambou para uma batalha campal, quando contendores de cima da ladeira lançavam foguetes aos de baixo ou que subiam com seus andores e que respondiam aos ataques. Nem foi preciso reclamar com o bispo, que interferiu junto da polícia para acabar com aquela “farra”. A ação do bispado de Corumbá provocou em contrapartida o afastamento da participação de católicos e a “repressão” quase acabou com esta festa popular. Na década de 1990, administradores locais introduziram nesta festa grupos baianos de “axé music” e trios elétricos, nada tendo a ver com as raízes históricas do folclore corumbaense, inclusive mudando a localização das barraquinhas de comida típica e dos espaços para bailes. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para atender também aos interesses da midia televisiva e captar boas imagens, houve uma intervenção em certa época, com a determinação da descida do santo às 22 horas.  Tem gente que não aprende mesmo, mas que nem sempre a tradição respeita tais mudanças.  É a moda (e o poder) da televisão mudar o horário das coisas e dos acontecimentos para captar audiência, sem interferir na sua programação de novelas, o que já aconteceu com as partidas nacionais de futebol. Mas, acho que o santo não gostou dessas novidades para as indesejáveis mudanças e como alerta neste ano São Pedro interferiu a favor de seu companheiro de céu, João, e fez cair um “toró daqueles”, como dizem os corumbaenses, fazendo as luzes das ruas se apagarem  e trazendo  um “friuzão” que o povo local detesta. O brilho programado deu “chabú”, mas a festa aconteceu assim mesmo. Eu não vi, mas sei que o pior, como sempre, ficou para os vendedores ambulantes e os comerciantes de barraquinhas alugadas a Cr$ 400,00 (uma exorbitância), que amargaram um nada folclórico prejuízo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Lembro-me, nos idos de 1970 quando cheguei a Corumbá para trabalhar na antiga Universidade Estadual de Mato Grosso, quando me deparei pela primeira vez com essas festas, ainda sem interferências exógenas de políticos, administradores públicos e imprensa. Sinto uma enorme saudade dos festejos juninos do Barro Preto, da Cacilda e do Dr. José Sebastião Cândia, do Arraiá da Shá Onça da Helô e da Peninha, todos irmanados no compromisso de pagar com muita alegria suas promessas ao querido santo. Foram muitos banhos de rio e muitas mudanças, sem afetar, entretanto, o espírito da comemoração dos corumbaenses, festeiros por natureza.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;“Deus te salve João Batista sagrado....”. Ano que vem estarei lá, para ver o São João, rever os amigos e renovar minhas energias à beira do rio Paraguai. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 28 de junho de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8026604275988053605?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8026604275988053605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8026604275988053605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8026604275988053605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8026604275988053605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/07/o-santo-ladeira-abaixo.html' title='O santo ladeira abaixo (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-7496563237268581603</id><published>2009-06-22T19:12:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T19:14:21.764-07:00</updated><title type='text'>Um editorial com destino certo (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Sou leitor do jornal Correio do Estado, que compro todos os dias numa banca na avenida Mato Grosso, durante a minha caminhada matinal com meu amigo Barão, um cão da raça Dogo Argentino. Porém, isso não significa que eu concorde in totum com tudo que este jornal publica ou comenta. Pelo contrário, defendo com intransigência o meu direito de livre pensar e discernir, o que me permite o olhar crítico com que leio com avidez este tradicional jornal. É claro, menos a seção de palavras cruzadas. O mesmo ocorre com a Folha de S. Paulo, que também leio diariamente entre outras leituras.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas devo reconhecer a superação do Correio do Estado, no brilhante editorial do dia 14 de junho p.p., com o título singelo “A vez do professor”. Simples e direto como deve ser um jornal formador de opinião e que representa, em última instância, a opinião do próprio jornal. Creio que é, nos últimos tempos, uma das mais importantes análises sobre a angustiante situação de educação sul-mato-grossense (e também brasileira), que desnuda a política oficial da educação no plano regional e nacional.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esta coluna, por vezes, já tem batido na mesma tecla abordada pelo jornal. A postura do Correio, neste caso, é uma visão política sobre a fragilidade da educação brasileira, que deve ser levada e discutida no âmbito dos professores, seja nas escolas, seja nos sindicatos representativos da categoria. Como nem todos professores tem acesso a este jornal (que para a maioria dos docentes seria um rombo em seu orçamento no final do mês), é o caso dos líderes classistas reproduzirem o recorte e distribuírem-no como pretexto para um amplo debate sobre os caminhos da educação escolar sul-mato-grossense.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O que fazer para provocar uma verdadeira revolução no processo educacional de Mato Grosso do Sul? E olha que não tenho pretensões de revolucionar a educação brasileira. Ficaria satisfeito se este movimento começasse aqui na “terrinha”. Seria um grande avanço.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt; O primeiro passo seria a realização de um grande debate estadual, com a participação de todos os segmentos da sociedade, com levantamento de problemas, dificuldades e avanços, estendendo-se da capital até o menor e o mais distante município do estado. Não estou me referindo à horrorosa palavra “diagnóstico” que não diz nada. Prefiro usar a palavra radiografia para ver o fundo do poço em que se encontra a educação, a cultura e a cidadania. Aí sim, pensar em alternativas.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas, muita coisa já está aflorando. Basta tomar a releitura do editorial acima referido que faz uma constatação através dos resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), em que a escola estadual de Mato Grosso do Sul com melhor colocação ficou no lugar 3.227 depois da primeira colocada. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Será que vão pedir a mudança do nome do estado para resolver tão humilhante situação? Isso depois da propaganda da compra de grande quantidade de computadores, “vendidos” pelas autoridades como panacéia para solucionar o baixo nível da educação estadual. É claro que não, e a resposta está aí divulgada em âmbito nacional. Um vexame comparável à desqualificação de Campo Grande como subsede da Copa do Mundo. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O que as autoridades educacionais precisam entender é que computadores são apenas ferramentas a serem utilizadas por professores e alunos no processo educacional e não a solução para todos os males enfrentados pela escola.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A resposta está em priorizar o professor como peça fundamental no processo educacional. Ou seja, numa boa preparação continuada, com salários condignos acrescidos de estímulos financeiros a partir de resultados positivos obtidos pelos seus alunos. Este é só o começo. Depois, é mudar a percepção dos políticos e administradores, que sempre agem como se a educação fosse um estorvo para a administração e um incompreensível sorvedouro de dinheiro público. E, finalmente, criar a escola cidadã e não um depósito de crianças e jovens cujas famílias não dão conta de formar e amparar.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;É preciso, portanto, pensar na escola e na educação como responsabilidades do estado e da sociedade. E, também, aceitar que uma sala bonita, cheia de computadores, com um professor insatisfeito, mal preparado e com salário aviltante nunca será uma escola. Se houver um barracão, com bancos e apenas uma lousa, mas com um professor bem capacitado, motivado, recebendo um salário digno e ainda com apoio das famílias de seus alunos, então você terá uma educação de verdade.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: right; font-family: trebuchet ms;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;div style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 21 de junho de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-7496563237268581603?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/7496563237268581603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=7496563237268581603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7496563237268581603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7496563237268581603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/06/um-editorial-com-destino-certo.html' title='Um editorial com destino certo (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8242059728512313235</id><published>2009-06-22T19:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T19:14:03.707-07:00</updated><title type='text'>Mudança de nome resolve nossas mazelas? (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O maior perigo para as pessoas de memória curta é a existência de pesquisadores que têm a mania de colecionar e arquivar recortes de jornais. Pois bem, eu sou um deles. Pego na minha biblioteca uma pasta com o título “Estado do Pantanal”, onde procuro ver se houve mudanças de pensamento das pessoas ditas formadoras de opinião. O risco é a constatação da existência de oportunistas de ocasião. Isto porque voltou à tona a discussão sobre a mudança do nome do estado.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Tudo para escamotear a frustração de Campo Grande de não ser escolhida como subsede da Copa do Mundo de futebol, ou mesmo, para desviar a atenção sobre a incompetência dos nossos políticos e dirigentes. Creio que esta discussão é pertinente e deve ser democraticamente ampliada para toda a população. No entanto, não deixa de lembrar a história daquele sujeito que, traído pela esposa em sua própria sala de visitas, põe fogo no sofá. A mudança do nome do estado, aprovado ou não, não apaga o vexame que passou o campo-grandense que, aliás, não pode ser responsabilizado pelos acontecimentos.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas voltando ao começo, este assunto surgiu na década de 90 do século passado. Foi no jornal O Palanque, de 14 de março de 1999 que apareceu a notícia “Zeca quer outro nome para MS”. O que deveria ser uma discussão saudável, transformou-se numa radicalizada intriga política-partidária. Volto a repetir: tenho uma imensa coleção de recortes de jornais sobre o assunto e acompanhei cada passo desse “imbróglio”.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Isso vale uma reflexão. A discussão perpassa por algumas questões, muitas de senso comum e às vezes equivocadas, que são escamoteadas ou mal resolvidas. Apesar de um longo amadurecimento do processo histórico sobre a tendência divisionista sulista, ainda faltam explicações sobre a construção de uma identidade para Mato Grosso do Sul. Além disso, é preciso superar a falsa idéia de Mato Grosso do Sul como um território sem história e sem cultura. Talvez, por isso, o nome do estado continua provocando confusões, por exemplo, a mídia nacional que só fala em Mato Grosso (situação que quase sempre beneficia o estado visinho), e passa uma imagem depreciativa para os próprios sul-mato-grossenses. No entanto, depois de tanto tempo da criação do estado, a responsabilidade desta confusão ainda persistente deve ser exclusivamente creditada aos seus dirigentes, políticos e empresários que não tiveram sensibilidade suficiente para solucionar o problema.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Acredito que diversos fatores podem ser elencados para explicar as inquietações levantadas acima, porém o principal concentra-se no âmbito educacional. É a falta de conhecimento da história da região, em especial, pelas dificuldades de acesso aos trabalhos historiográficos. Poucos conhecem os textos históricos, ditos clássicos, ou fontes documentais que falam da região, partir do século XVI. Outro pequeno grupo, dedicado ao conhecimento acadêmico, conhece e produz historiografia regional, mas não a multiplica pela existência diminuta de editoras, de distribuição ou de apoio institucional para melhor divulgação da história regional  entre os professores da rede escolar.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Contudo nos meios culturais e na mídia regional, é recorrente em tempos alternados o surgimento da pergunta única e direta: por que o nome Mato Grosso do Sul? E ainda, é preciso mudar seu nome para criar uma nova imagem do estado, ou mesmo para resolver os graves problemas estruturais que ainda embala a vida sócio-econômica da região? E mais, nome foi uma reivindicação coletiva, ou uma imposição dos mandões de plantão e, é claro, com a submissão e conivência dos políticos oportunistas também de plantão?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Assim, mesmo sem muitas respostas, é preciso esclarecer que a mudança do nome por si só jamais resolverá os problemas do estado, que foi  criado para ser um “estado modelo”, onde não faltaram recursos federais. E quem saiu bem nesta história, infelizmente, foi o estado visinho. O fato é que Mato Grosso do Sul caracterizou-se por uma gangorra política, religiosamente alternada entre grupos heterogêneos que se unem apenas em épocas eleitorais. Dessa forma, nesses mais de 20 anos de existência, em nosso estado não se formou um grupo político hegemônico, forte e capaz de levar adiante um projeto de longo prazo e capaz de definir um destino e um futuro de desenvolvimento sólido para Mato Grosso do Sul. Isto é mais importante que um novo nome.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;E, como não existe o “se” em história, com certeza, não foi o nome que motivou a escolha de Cuiabá como uma das subsedes da Copa de 2014 e a exclusão de Campo Grande. Taí um assunto que ainda vai dar muito pano prá manga.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 14 de junho de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8242059728512313235?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8242059728512313235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8242059728512313235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8242059728512313235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8242059728512313235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/06/mudanca-de-nome-resolve-nossas-mazelas.html' title='Mudança de nome resolve nossas mazelas? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-2807857836910182280</id><published>2009-06-22T18:51:00.001-07:00</published><updated>2009-06-22T19:15:12.741-07:00</updated><title type='text'>A batalha de Itararé (*)</title><content type='html'>&lt;span id="Lb_conteudo"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;A década de 20 do século passado ficou marcada por manifestações de rebeldia revolucionária dos militares brasileiros, conhecidas por “Tenentismo”, como uma reação à política e aos grupos dominantes no poder durante a República Velha. Começou com a revolta do Forte de Copacabana, em 1922 e, dois anos depois, com a Revolução Paulista, sempre com a vitória das forças legalistas do governo federal. Também em decorrência deste movimento revolucionário e, ainda, como reação à política brasileira, surgiu a histórica e emblemática Coluna Prestes, organizada a partir da divisa de Mato Grosso com São Paulo. Esta epopéia revolucionária, um feito que extrapolou os limites da história militar brasileira, percorreu por dois anos todo o interior brasileiro, encerrando esta aventura na região da lagoa Gaiva, do lado do território boliviano.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; No entanto, foi a cisão da classe dominante em 1930 que pôs fim ao período da República Velha. Nas eleições presidenciais, Washington Luis então presidente da República, lançou como candidato oficial o paulista Julio Prestes, provocando uma cizânia política. Seus oponentes lançaram então o gaúcho Getúlio Vargas. Como era prática usual a manipulação eleitoral, o candidato oficial ganhou a eleição.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; O inconformismo com esse processo eleitoral fez estourar a chamada Revolução de 1930, com tropas revolucionárias lideradas por Getúlio Vargas deslocando-se em direção à capital, Rio de Janeiro. Na cidade paulista de Itararé, as tropas que apoiavam Washington Luis posicionaram-se para bloquear o avanço das tropas gaúchas. A possibilidade de um grande confronto dominou o noticiário da imprensa nacional, que se referia a esse choque potencial como a Batalha de Itararé. A população local evadiu-se, houve escaramuças entre partidários dos dois lados e prédios e residências foram saqueados. Assim, esperava-se um grande combate, entretanto abortado com a rendição das tropas que apoiavam Washington Luis para os revolucionários. Desse modo, a Batalha de Itararé ficou conhecida como “a batalha que não houve”. E essa cidade do interior paulista carrega, até os dias de hoje, um estigma e um certo constrangimento pelo acontecimento inusitado, que virou piada na imprensa. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; Guardadas as devidas proporções, a exclusão de Campo Grande como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, foi uma verdadeira “batalha que não houve”. Ainda não foram contabilizados as perdas e danos a médio e logo prazo com esta infeliz (para nós) decisão da Fifa.  &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas foi mesmo uma decisão da Fifa? Segundo o jornalista da Folha de São Paulo, Juca Kfouri, não foi mesmo. A responsabilidade coube exclusivamente ao presidente da CBF, o polêmico Ricardo Teixeira. Ou seja, aquela encenação da Fifa foi para “inglês ver”. Ou, com outras palavras, uma tremenda tapeação de cartas marcadas, pois Teixeira, antecipadamente, teria preferido Cuiabá.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; Já que a justificativa principal para essa escolha foi uma proximidade com o Pantanal, é óbvio que a indicação deveria recair sobre Campo Grande.  E se o critério de escolha aproximava-se de questões ecológicas, jamais poderia ter sido escolhido um estado cujo governador vem sendo apontado como um dos responsáveis pelo desmatamento desenfreado e recente do norte mato-grossense, a ponto de um programa de TV humorístico atribuir-lhe o troféu “Motosserra de Ouro”. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; Nesta semana de ressaca dos campo-grandenses, o professor Hildebrando Campestrini escreveu um brilhante editorial no Correio do Estado (em 04\06) colocando os pingos nos iis da questão, e eu concordo com ele em número, gênero e grau. Houve despreparo, amadorismo e, sobretudo, desconhecimento da história de nossa região.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;  Assim, a desventura de Campo Grande pousou, sobretudo, na falta de força política e de planejamento de seus administradores trapalhões. Esse vexame deve servir, entretanto, de alerta para futuras empreitadas, sem amadorismos, sem equívocos, sem lobistas mal afamados, sem publicitários ultrapassados, sem modelos cinquentonas e  sem jogadores de futebol aposentados.  É uma pena, pois foi dinheiro público que escorreu pelo ralo e poderia ser melhor empregado, ainda que fosse apenas para promover  as belezas da nossa cidade.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; Por outro lado, a festa dos cuiabanos perdeu seu brilho com a resposta chula de seu prefeito, mandando Campo Grande “tchupar manga”. Isso não podia acontecer, mesmo que fosse um revide aos pronunciamentos infelizes do nosso governador. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Na verdade, perdemos mais um bom combate e Campo Grande ficou chupando o dedo...  Além do mais, um espetáculo de baixarias políticas ninguém merece.  &lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: right;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;                                                                                                         &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 6 de junho de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-2807857836910182280?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/2807857836910182280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=2807857836910182280' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2807857836910182280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2807857836910182280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/06/batalha-de-itarare.html' title='A batalha de Itararé (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-1851336476406256032</id><published>2009-05-31T21:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T21:47:22.396-07:00</updated><title type='text'>Um desastre anunciado (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 16 de agosto do ano passado, nesta coluna (que espero que continue a ser lida por muita gente), fiz uma análise das nuvens negras que encobriam a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, sob o título “Uma Universidade na Linha de Tiro”. À época, a Assembléia Legislativa estava discutindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que determinava os gastos públicos para 2009. Foi quando aflorou na mídia estadual a situação de risco sobre o futuro acadêmico da UEMS.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Desde a sua criação, esta universidade estadual sempre esteve a mercê de interesses políticos, chegando a ponto de, num certo momento, se falar até em seu fechamento. Porém, considerada um patrimônio dos sul-mato-grossenses, muitas vozes se levaram em sua defesa, e esta idéia estapafúrdia caiu no esquecimento. Em contrapartida, os legisladores em sua defesa estabeleceram na LDO a exigência de um percentual de gastos vinculado à arrecadação estadual, permitindo não somente a sua manutenção como também possibilidades de expansão.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No entanto, “na calada da noite” como dizia um velho político corumbaense, na proposta orçamentária então discutida na Assembléia Legislativa, não foi incluída nenhuma rubrica de gastos obrigatórios para a Universidade Estadual. Esta omissão, que poderia ser corrigida pelos deputados, passou tranqüilamente pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, aliás, o fórum adequado para solucionar a situação, e a LDO foi aprovada. Como era de se esperar, um novo calvário estava à espreita da UEMS.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Decorrido 9 meses após aqueles acontecimentos, novamente a situação aflitiva da UEMS aparece nas páginas dos jornais. Contando com 8 mil alunos e atingindo a sua abrangência em 15 municípios, esta universidade assumiu um papel social altamente significativo para as comunidades do interior. Dos 20 cursos em pleno funcionamento, alguns podem fechar por falta de recursos. A expectativa de retração do atual estágio de desenvolvimento da UEMS traz como consequência uma intraquilidade generalizada para os pais, filhos e, principalmente, para docentes que, mesmo concursados, temem o espectro do desemprego. É preciso, isso sim, uma mobilização da sociedade sul-mato-grossense para que não haja mais prejuízos ao ensino universitário estadual e à educação de modo geral.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Porém, como penso que bom senso neste momento é “caldo de galinha”, que não faz mal a ninguém, este impasse financeiro provocado por esta distorção política vai provocar uma saudável discussão sobre os rumos que deve seguir a UEMS, para um lado ou para outro. Como a educação deve estar em continuado processo de expansão e transformação, é obvio, que as instituições não devem permanecer imutáveis. E, portanto, está na hora de redefinir o papel e os destinos desta Instituição Superior sem, contudo, descaracteriza-la.&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por fim, uma Universidade não significa apenas formação em nível superior. Além de capacitação técnica e profissional ela produz desenvolvimento através das atividades de ciência e inovação tecnológica. Se Mato Grosso do Sul quer se um estado forte, é preciso cuidar e expandir a UEMS para que ela seja a nossa USP ou nossa UNICAMP. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 31 de maio de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-1851336476406256032?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/1851336476406256032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=1851336476406256032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1851336476406256032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1851336476406256032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/um-desastre-anunciado.html' title='Um desastre anunciado (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-3606960131503658561</id><published>2009-05-24T22:25:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T22:27:21.960-07:00</updated><title type='text'>O trenzinho que saiu dos trilhos (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sonhos para uns, nostalgia para outros, depois de uma longa espoliação histórica, o Trem do Pantanal deslizou pelos antigos trilhos da Noroeste. Não falo que voltou porque muita água ainda passará sob a ponte, ou melhor, sob os trilhos. Correndo nos seus acanhados trilhos que cortavam o Pantanal, com a ligação de Campo Grande à Porto Esperança em 1914, o trem da Noroeste esteve intimamente ligado à história e à construção de Mato Grosso do Sul. Porém, a insensibilidade e a ganância dos homens, ligadas unicamente aos interesses do mercado e da defesa do Estado Mínimo (pilares do neoliberalismo) e não aos interesses da sociedade como um todo, levaram ao desmonte e a privatização de instituições estatais. O país perdeu, o estado endividou-se, os serviços essenciais ficaram com preços proibitivos, a população pagou o “pato”, mas muita gente encheu as suas “burras”. Parece até anacronismo falar sobre esse passado que não volta mais, mas como sou teimoso, continuo a falar. O caso da Noroeste é emblemático, pois todos nós saímos perdendo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No entanto, quem viveu este período jamais esquecerá o balançar e os apitos “daquele velho trem”, como registrou uma belíssima canção regional. Sem romper este cordão umbilical nasceu o “trem do pantanal”. Entendo até que esta proposta é superação de um peso na consciência de uma geração que não soube, ou não teve condições de preservar o velho trem da Noroeste.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sou um dos defensores deste evento, porém, não posso deixar de fazer algumas considerações.  Em primeiro lugar houve um equívoco em denominar, como propaganda, “a volta do trem do Pantanal”, pois não se retorna o que, historicamente, não existe mais. O trem da Noroeste, como existiu, transportando cargas e passageiros, já faz parte do passado da região. Este novo trenzinho, que fez uma recente primeira viagem, tem uma nova concepção de utilização. Como diz um velho ditado, é “a volta dos que não foram”. Em fim, a utilização da palavra “volta” é complicada e induz às pessoas desavisadas a nostalgia de resgatar algo que não será efetivado.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O segundo ponto de preocupação é o batismo de trem do “Pantanal”, que induz a pensar que o passageiro usufruirá das belezas naturais (exaustivamente divulgadas pela mídia) que, na verdade, não serão mostradas por uma razão muito simples: o trem do Pantanal não corta o Pantanal nesta primeira etapa. O término desta viagem, na cidade de Miranda, demonstra que as grandes planícies alagadas ficaram de fora do projeto.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esta primeira viagem, com autoridades que incluiram os presidentes do Brasil e do Paraguai, mostra o perigo da utilização de uma propaganda enganosa. O presidente Lula, com sua verve conhecida, chegou a dizer: “serei o garoto-propaganda do Pantanal no mundo”, que ele, na verdade, não viu. Também chegou a prometer que no próximo ano o trenzinho do Pantanal chegará a Corumbá. Será? Pobre cidade de sonhos perdidos, pois espero que não demore 40 anos, como no passado foi o tempo de implantação dos trilhos entre Porto Esperança e Corumbá. Que o diga o presidente da ALL (América Latina Logística) Bernardo Hess, que em recente entrevista, jogou água fria na possibilidade do trenzinho do Pantanal chegar a Cidade Branca a curto espaço de tempo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Outras perguntas que não podem calar sobre a questão da segurança dos usuários e turistas, aliás, nem o próprio presidente da ALL conseguiu uma explicação plausível. A empresa não explicou até agora quantos dormentes foram trocados, trilhos revisados, além dos trabalhos de conservação das velhas obras de arte. Além disso, ninguém também explicou porque este trem, com poucos vagões, não ultrapassa a velocidade de 30 kilômetros por hora, tornando a viagem um tormento aos passageiros. Até o velho trem da Noroeste desenvolvia maior velocidade, e olhe, com a infraestrutura de 1914. Será que maior velocidade provocará a saída do trenzinho de seus trilhos? Num primeiro momento, segundo um mote da novela, foi um fato “auspicioso”, agora  a realidade é mais dura e as críticas já começaram a aparecer. Discursos na Assembléia Legislativa dos deputados da oposição chegaram até a afirmar que o próprio presidente da república foi enganado por este danado trenzinho...&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ainda é tempo de fazer um planejamento conseqüente para o uso desta ferrovia, não provocando uma indesejável propaganda negativa e contrária aos interesses de Mato Grosso do Sul. Senão, será mais um trem a perder os trilhos da história.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 24 de maio de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-3606960131503658561?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/3606960131503658561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=3606960131503658561' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3606960131503658561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3606960131503658561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/o-trenzinho-que-saiu-dos-trilhos.html' title='O trenzinho que saiu dos trilhos (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-3982582540388090488</id><published>2009-05-17T22:17:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T22:19:45.699-07:00</updated><title type='text'>Uma reforma indecorosa (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_titulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sou um militante partidário e isto significa que sou filiado a um partido político. Com isso defendo que a melhor participação numa sociedade democrática é trilhar um envolvimento com uma agremiação partidária. Mas, neste momento, encontro-me numa encruzilhada terrível, pois a classe política está com a sua imagem no fundo poço. As notícias que extrapolam o belo prédio do Congresso Nacional, hoje alimentam mais as páginas policiais do que as colunas políticas. E quando se pensa que já se viu de tudo em termos de promiscuidade da classe política, novas denúncias vêm abalar os já combalidos alicerces na nossa pobre democracia. E tudo isso na mais singela impunidade. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Acho que vou mudar de profissão para produzir e vender em Brasília “óleo de peroba” e vou ficar rico. Os exemplos estão aí para serem vistos e repudiados. Com esse tipo de gente o que fazer para recuperar a moralidade política neste país? O castigo seria derrotá-los nas próximas eleições. Mas é aí que mora o perigo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A corrupção virou uma coisa corriqueira e banal, e até sinônimo de esperteza e inteligência. Esta hidra espalhou-se por todo o país, como uma erva daninha que atinge até o menor dos agentes políticos. Mas nesta discussão, fico apenas no que está acontecendo no Congresso Nacional. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Um exemplo de grande repercussão nos últimos tempos foi o caso conhecido como “mensalão”, onde muitos “representantes do povo” lambuzaram-se com o dinheiro sujo da corrupção. Foi muito barulho e, infelizmente, pouca condenação. Porém, a imprensa investigativa não permitiu o esquecimento deste “imbróglio”. Pelo contrário, não deu tréguas a estes contraventores e as denúncias começaram a aparecer aos borbotões. Parece, no entanto, que os políticos não aprendem e continuam a desafiar a opinião pública. A lista é longa, como os casos de aluguel de jatinho, do uso indevido de telefones celulares, da baixaria do uso de empregadas domésticas com verba oficial, e das propriedades milionárias omitidas por diretores, etc., etc., etc.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Um outro exemplo gritante foi o caso do deputado Sérgio Moraes, relator do processo contra o também deputado Edmar Moreira, aquele que construiu um castelo em Minas Gerais avaliado em mais de 25 milhões. Pois bem, este cara de pau não viu nenhuma razão para cassar o seu colega, dizendo que estava “se lixando para a opinião pública”. Entendo que ele também deveria ser cassado por falta de decoro parlamentar. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora veio a vergonhosa história da utilização de passagens aéreas, que políticos bonzinhos (com o nosso dinheiro) repassavam para parentes, namoradas e figurinhas inomináveis. Foi, sem qualquer escrúpulo, a mistura do público com o privado. Até parlamentares “acima de qualquer suspeita” usaram deste expediente como se fosse uma ação de normalidade e de direito de propriedade. Isso tudo está enxovalhando uma história cheia de estadistas que pela sua honestidade engrandeceram a política brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Porém, é de assustar que ao desenrolar de qualquer crise, talvez para desviar a atenção da população, esses mesmos políticos (muitos deles na alça da mira da justiça) recorrem as já desgastadas propostas de reformas. Depois, como é corriqueiro, ao passar a fase aguda da confusão política, não se fala mais em nenhuma reforma. No entanto, a idéia de uma pseuda reforma política vem colocar em risco a democracia brasileira (pelo menos é a que temos) e um tremendo retrocesso na vida brasileira. É um acinte e deve ser repudiado por todos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Este arremedo de reforma tem dois pontos, que são verdadeiras malandragens partidárias. O primeiro ponto propõe que o financiamento das campanhas eleitorais dos partidos políticos fique a cargo do Tesouro Nacional, ou seja, do dinheiro do cidadão, independente de sua concordância ou não. É no mínimo falta de pudor aprovar tal proposta. Porém, o pior vem depois. É a proposta de extinguir a escolha do eleitor por um candidato. Isso mesmo. Seria feita uma lista fechada de deputados e vereadores pelo partido e o cidadão somente votaria na sigla partidária, sendo eleitos os primeiros da lista. O eleitor não votaria mais em seu candidato preferido, impedindo a renovação partidária e elegendo somente os “donos” dos partidos. É o retorno da política da Velha República (1889-1930) e do velho e carcomido coronelismo. E o que é pior, tornando cativos os mandatos dos atuais parlamentares.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Apesar de todos os nossos limites e do desânimo que acomete a sociedade civil, não podemos esmorecer. Por isso, é preciso, ao menos, ficar de olho neles!&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 17 de maio de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-3982582540388090488?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/3982582540388090488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=3982582540388090488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3982582540388090488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3982582540388090488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/uma-reforma-indecorosa.html' title='Uma reforma indecorosa (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-5488974777975207585</id><published>2009-05-17T22:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T22:17:13.391-07:00</updated><title type='text'>Uma epidemia muito louca (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;A nova epidemia de gripe que vem se espalhando pelas mais diversas partes do mundo está assustando a todos e com muita razão. Pode ser controlada, mas também pode provocar uma mortandade assustadora. Só o tempo dirá o que vai acontecer. O que tranqüiliza é saber que as autoridades sanitárias e de saúde, dada a sua gravidade, estão atentas em todos os países e tomando medidas de controle e monitoramento. É o que se vê pelos órgãos de imprensa. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vejo com atenção o posicionamento das autoridades brasileiras, primeiro esclarecendo a opinião pública (contrariando a clássica postura de esconder fatos desagradáveis) e, em segundo, tomando também medidas enérgicas de controle e se preparando com a produção de estoques de remédios. Isso significa mesmo que o mundo está à frente de um grande perigo. É a tal globalização que estreita caminhos e contatos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;De início, houve um grande equívoco. Um “espírito de porco” chamou esta epidemia de “gripe suína” e virou uma porcaria para os porcos que passaram a ser os vilões da história, apesar dos desmentidos dos pesquisadores.Com medo, por desinformação, as pessoas deixaram de consumir a carne suína. Adeus feijoada e pururuca dos sábados. Os criadores de suínos também começaram a passar apertados com a queda imediata do consumo desta saborosa carne. Em vista disso, a Organização Mundial de Saúde, que começou sofrer pressão inclusive de organismos da própria ONU ligados a agricultura e à alimentação, passou a denominar da gripe com o seu nome científico: influenza AH1N1. Porém, o apelido já pegou e os porcos estão pagando o pato.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No entanto, o tempo vem, o tempo vai, e a história da humanidade vem sendo permeada por epidemias, muitas delas provocando grandes mortandades. Tudo isso, registrado em textos antigos  mas que se perderam no limbo da história. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No século XIV, a Europa sofreu uma tragédia deste tipo sem precedentes. Foi a peste bubônica, conhecida como Peste Negra por provocar bolhas escuras de pus e sangue, fome e febre alta, onde morreu mais de 1/3 da população.  Nos navios vindos do Oriente, essas sujas embarcações trouxeram em seus porões milhares de ratos contaminados com uma bactéria mortal. As pulgas desses roedores encarregaram-se de contaminar os seres humanos. O clima era propício a uma contaminação com as cidades em condições sanitárias precárias, esgoto a céu aberto (as pessoas jogavam pelas janelas baldes de excrementos acumulados) e lixo acumulado nas ruas. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas a grande pandemia, já no século XX, ficou conhecida como a Gripe Espanhola, entre 1918 e 1919, e atingiu a Europa e as Américas provocando a morte de acerca de 50 milhões de pessoas (calcula-se que a gripe atingiu 50% da população mundial). Os primeiros casos apareceram nas trincheiras das tropas francesas, britânicas e americanas durante a Primeira Grande Guerra. No Brasil estima-se que 300 mil pessoas foram contaminadas. No sul de Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul) o vírus influenza (da gripe espanhola) chegou até Corumbá, pelos navios que subiam o rio Paraguai a partir da foz do Prata. Aliás, o porto corumbaense sofreu muitas epidemias provocadas pelo tráfego de navios que abasteciam a região. Para registro, entre os anos de 1867 a 1920, Corumbá foi atingida por 35 epidemias.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nos anos de 1957 a 1958 foi a vez da Gripe Asiática que teve origem no norte da China, atingindo em todo o mundo mais de um milhão de pessoas. Foi outra pandemia terrível e eu fui um dos que sobreviveram a este terrível mal, quando morava no interior de São Paulo (senão não estaria aqui escrevendo nesta coluna). Era uma febre muito alta que provocava alucinações (os antigos diziam que o doente estava “variando”), muita dor de cabeça e perda de sangue pelo nariz. Lembro que por falta de remédios específicos, fui tratado com comprimidos analgésicos e chá de alho, e que, em frente à minha casa passavam cortejos fúnebres.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, vieram outras epidemias e mais recentemente a gripe viária, que se espalham com rapidez pela facilidade de comunicação. Felizmente a mortalidade é bem maior hoje, em termos proporcionais. A ciência e a tecnologia na medicina evoluiu muito nas últimas décadas, mas os riscos de pandemias são ainda enormes. Em último caso, voltaremos ao chá de alho e ao terço.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 10 de maio de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-5488974777975207585?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/5488974777975207585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=5488974777975207585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5488974777975207585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/5488974777975207585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/uma-epidemia-muito-louca.html' title='Uma epidemia muito louca (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-2233440140210818262</id><published>2009-05-05T17:27:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:29:00.604-07:00</updated><title type='text'>O belo Antônio (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na década de 60 do século passado um polêmico filme fez sucesso nas mais diversas partes do mundo. Era um filme italiano, numa época em que a produção cinematográfica da Itália rivalizava com a americana. Não me lembro o nome do seu diretor, mais sei que o artista principal, de muito sucesso na época, era o galã Marcelo Mastroianni. O tema era, para os padrões de hoje, ingênuo, mas naquele tempo chocou a sociedade conservadora e foi alvo de discussões em todos os setores da sociedade. Porém falava-se baixinho, para as crianças não ouvirem. E por crianças, nos anos sessenta, entendia-se os menores de 18 anos....&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O filme contava a história de um jovem muito bonito, charmoso e rico, alvo de suspiros das moças casadoiras, que era um partidão, como se dizia naqueles tempos em que se amarrava cachorro com lingüiça. Entretanto, apesar de todos os seus predicados, o moço não “funcionava”.  Pois é: o moço era atraente, mas impotente. E todo o filme girava em torno da solução deste problema. Parece bobagem, até porque hoje a pílula azul resolve essa questão, sem maiores discussões e isso deixou de ser um problema.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Lembrei-me deste filme para falar sobre um sinaleiro existente na avenida Mato Grosso. Parece loucura, mas meus leitores hão de me compreender.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esta avenida virou um intenso e confuso corredor de carros que se pode ver pelo vai-e-vem em direção ao Parque do Poderes e pelo avanço de condomínios pelas bandas do Sóter. Isso sem contar que a facilidade de adquirir automóveis, nos últimos anos de farra de financiamentos (com prestações a perder de vista), provocou um inchaço no trânsito de toda a cidade, diga-se de passagem, até com engarrafamentos e buzinaços. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Oh! que saudades eu tenho da aurora da minha cidade (me perdoem os parnasianos), quando os carros eram poucos e os pedestres transitavam sem riscos pelas ruas principais. Agora, a administração municipal está preocupada em resolver o caos do trânsito e, infelizmente, os pedestres que se danem. Tudo que é “melhorado” é sempre em benefício dos automóveis, incluindo aí os novos semáforos que foram espalhados em cada cruzamento da Mato Grosso.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Porém, transitar por esta avenida virou um teste de paciência e de coragem, em especial, quando o incauto pedestre ousa atravessá-la. O que mais chama a atenção é a multiplicação de trogloditas que acham que sabem dirigir e que pela sua má educação (que me perdoem a suas famílias nem sempre culpadas), falta de cidadania e até de caráter insistem em fechar os cruzamentos. E vai reclamar,  para ver o que acontece: você ouve os maiores e mais baixos impropérios e gestos de, no mínimo, mau gosto.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A instalação de novos semáforos, como por exemplo no cruzamento da rua José Gomes Domingues com a Mato Grosso, representa  uma solução  sensata, ainda que não seja a melhor, permitindo a passagem de pedestres e de carros,  desde que, é óbvio, cada um respeite a sua vez. Isso veio facilitar a minha vida, porque eu passo por estas vias todas as manhãs, com o meu cachorro Barão, meu companheiro de caminhada. Compro o jornal na banca que fica próxima a esse cruzamento e, um dia destes, experimentei a ferocidade e a irresponsabilidade dos motoqueiros. Sou um velhinho aposentado, mas sou ligeiro e pulei rapidamente com o meu cachorro na calçada. Fiquei com algumas escoriações e um baita de um susto.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como era de se esperar, o sinaleiro segurava o fluxo dos carros vindos do Parque dos Poderes em direção ao centro, provocando um pouco de movimento, que em alguns horários específicos aproximava-se de um engarrafamento. Esse é o preço pago por disciplinar o trânsito e permitir que todos tenham a sua vez de passar pela avenida, incluindo os que estão a pé.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Lamentavelmente, alguns motoristas poderosos e nervosinhos, impacientes com a existência do sinaleiro, até porque tem outro na esquina da avenida Ceará, reclamaram junto ao poder competente (?) e o sinaleiro da rua José Domingues foi imediatamente desativado.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, voltou o caos e o salve-se quem puder. É uma pena ver, mais uma vez, a insensibilidade dos especialistas (?) em trânsito, que sobrepõem a rapidez do fluxo de automóveis sobre a segurança dos transeuntes que andam por aquela via.  Além do mais, correr prá que? Campo Grande não é tão grande assim, e podemos desfrutar de uma vida mais calma e sem stress para irmos de casa para o trabalho e vice-versa.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pois é, volto agora ao Belo Antônio.  É nele que penso toda manhã quando passo nesse cruzamento para comprar meu jornal e me deparo com o semáforo do cruzamento da José Domingues com a Mato Grosso. Ele está lá, novo, bonito, mas não funciona...&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 03 de maio de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-2233440140210818262?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/2233440140210818262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=2233440140210818262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2233440140210818262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2233440140210818262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/o-belo-antonio.html' title='O belo Antônio (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-8475596055379370415</id><published>2009-05-05T17:25:00.001-07:00</published><updated>2009-05-05T17:27:24.036-07:00</updated><title type='text'>A copa é aqui. Será? (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Tenho acompanhado com muito interesse a proposta de Campo Grande sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol que ocorrerá no Brasil. O primeiro passo foi uma tentativa de envolver a população nesta disputa como se fosse uma questão de orgulho regional. Assim, houve uma grande mobilização pública para recepcionar os representantes da FIFA e da CBF. Também, numa jogada de marketing, tentou-se vincular Campo Grande ao Pantanal com resultados imprevisíveis. Isso porque, na verdade, o Pantanal fica muito distante da capital e desconfio que uma propaganda deste tipo não tenha vida longa. O curioso é que muita gente que ficou arrepiada e contra a proposta da mudança do nome do estado para “Estado do Pantanal”, agora gritava em plenos pulmões “o pantanal é aqui”.  Como o tempo muda.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Apesar de não saber quais os times que poderiam jogar aqui (que não sejam os piores), espero que a campanha obtenha sucesso, pois o resultado seria muito compensador. Como tal evento exigirá grandes investimentos, essa “dinheirama” deve ser distribuída pelos diversos setores de prestação de serviços sul-mato-grossenses. Assim espero. No entanto, parece que o clima de euforia vem arrefecendo. De qualquer maneira vamos aguardar os acontecimentos torcendo para que haja sucesso, mas com cuidado para que “politiqueiros” não assumam a paternidade desta festa popular.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Neste quadro, não posso deixar de comentar o jogo entre o Corinthians e o Misto, no Morenão, pela Copa do Brasil. Sem dúvida, foi uma verdadeira festa popular. Quem não foi ao campo perdeu uma rara oportunidade de ver uma contagiante alegria, com milhares de pessoas pulando e cantando, como se está acostumado a admirar pelos canais de televisão. Mas nem tudo foram flores, o que permite fazer algumas considerações de interesse coletivo. Sobretudo por ser o Morenão peça fundamental para sediar uma das sedes da Copa do Mundo. Porém, o que se viu foi uma situação muito preocupante e que depõe contra esta campanha, criando uma fama negativa sobre o estádio.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Em primeiro lugar, havia apenas uma entrada para os torcedores que, aos milhares, adquiriram espaços na arquibancada descoberta. Será que é assim que está começando o planejamento sobre a Copa do Mundo? Outro aspecto foi o estado lamentável do gramado com defeitos e buracos que prejudicaram os jogadores de ambos os times. Convenhamos, isto já poderia ter sido resolvido. Parece que os responsáveis estão esperando os resultados da escolha da Fifa para começar os investimentos e reformas. Não acredito que este seja o melhor caminho para conquistar uma vaga. Além disso, sem qualquer explicação, o estacionamento de carros não ficou aberto ao público, ficando os torcedores que foram com seus carros a mercê dos famigerados  “guardadores”. Por sorte havia uma ostensiva ação da policia militar que inibiu em grande parte os “amigos do alheio”.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas, o que mais chamou a atenção foi a irresponsabilidade ocorrida ao término do jogo. Milhares de torcedores que saíram das arquibancadas descobertas caíram em um corredor, com luzes queimadas e apenas uma saída aberta. Isso mesmo, existia apenas uma saída. Era um funil  que poderia ter provocado, caso houvesse algum tumulto, uma tragédia de consequências inimagináveis. Nem os dirigentes nem a polícia estavam ali para coordenar esta lamentável situação. Será que esta irresponsabilidade será positiva para a vinda da Copa? É claro que não.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mas, o que mais me chateou foi ouvir a divulgação do público pagante em torno de 14.599 pessoas, quando a imprensa toda falou em mais de 20.000 pessoas. Não sou matemático, mais fiquei com a pulga atrás da orelha. Esta fama de desencontros na prestação de contas das rendas no Morenão já se espalhou pelo Brasil afora. Com certeza, esta situação não é uma propaganda positiva para a escolha de Campo Grande para ser uma das sedes da Copa do Mundo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 26 de abril de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-8475596055379370415?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/8475596055379370415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=8475596055379370415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8475596055379370415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/8475596055379370415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/copa-e-aqui-sera.html' title='A copa é aqui. Será? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-1343075856777707579</id><published>2009-05-05T17:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:25:29.060-07:00</updated><title type='text'>Olha do trem aí...gente! (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Desde as primeiras décadas do século passado, o trem, então denominado Noroeste do Brasil, foi parte integrante e atuante da história de Mato Grosso. Cortando os sertões de São Paulo e adentrando por Mato Grosso os trilhos chegaram primeiro à Campo Grande. Depois deram uma guinada à oeste, atravessando os desafiadores pantanais, com expressiva mortandade de trabalhadores, interligando finalmente, em 1914, a região de Porto Esperança, às margens do Rio Paraguai. O restante do trajeto foi completado, subindo o rio com cargueiro e transporte de passageiros, até o Porto de Corumbá.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Esta interligação comercial que coincidiu com a deflagração da Primeira Guerra Mundial provocou de forma irreversível a transformação histórica de toda esta região mato-grossense. Primeiro por que Corumbá perdeu o “bonde da história”, pois os trilhos foram inaugurados na cidade somente em dezembro de 1952. Neste período, mesmo mantendo um comercio fluvial, o porto foi perdendo o seu brilho como eixo importador e exportador fronteiriço. As cidades que ficaram ao redor dos trilhos ganharam com a ampliação de população e de atividades comerciais. Portanto, falar sobre a história da região representa dar amplitude e significado maior ao andar lento e aos apitos das locomotivas e com eles a convivência de gerações e gerações de mato-grossenses.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Apesar de uma prestação de serviços nem sempre eficiente, a Noroeste do Brasil foi um símbolo emblemático de sobrevivência da região. Os seus vagões, barulhentos, mas reservados em seus segredos, testemunharam alegrias, tristezas, amores apaixonados e roubados (em suas cabines mal cheirosas), os famosos bifes à cavalo servidos com cerveja quente, só para citar algumas lembranças sentimentais.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Depois veio o turbilhão do neoliberalismo e com ele a defesa do chamado estado mínimo. O resultado deste desvario foi a privatização dos bens públicos que no caso desmontou a importante malha fluvial brasileira. O país perdeu um patrimônio incalculável, mas teve gente (sempre os mesmos) que encheu as “burras” com o dinheiro que evaporou simplesmente.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A tragédia que se abateu sobre a Noroeste do Brasil foi maior pelo fato da firma americana, que arrematou este espólio ferroviário, era segundo a imprensa uma empresa falida e não colocou nenhum centavo neste “grande” negócio. E o que é pior, obteve dinheiro público que jamais foi ressarcido. Foi um período de sucateamento e de depauperação deste patrimônio histórico e cultural. O que restou desta aventura criminosa, quando não tinha mais nada a sugar, foi passada para frente. Também, como se fosse uma questão de vida ou de morte, foram também tirados os trilhos que cortavam a capital, Campo Grande. Há pouco tempo atrás, como uma prioridade para trazer uma das sedes da copa do mundo para a cidade, aventou-se a construção de um metrô de superfície, para facilitar o transporte na época dos jogos. Será que vão recolocar os trilhos no centro da cidade? Sei não, ou melhor, sem comentários.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Agora está revivida a idéia da implantação do “Trem do Pantanal”, entre a capital e a cidade de Miranda. Antes de tudo, quero dizer que sou a favor deste evento cultural. Porém, não posso abrir mão do meu direito à reflexão e à crítica. Primeiro, o trajeto proposto está longe de ser significativo para a apresentação do Pantanal, quando o trecho real para uma vista da região pantaneira, concentra-se justamente entre Miranda e Corumbá. Segundo, o mais sensato seria fazer uma etapa de ônibus, trecho Campo Grande-Piraputangas, e complementado, que é o trecho mais importante, Pitaputandas-Miranda (almoço)-Corumbá. Mas, do jeito que está proposto, pode virar um trem fantasma.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 19 de abril de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-1343075856777707579?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/1343075856777707579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=1343075856777707579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1343075856777707579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1343075856777707579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/olha-do-trem-aigente.html' title='Olha do trem aí...gente! (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-1151552140226351869</id><published>2009-05-05T17:20:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:23:04.917-07:00</updated><title type='text'>Flanelinhas: no limiar da contravenção (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_titulo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma situação desagradável e constrangedora para usuários de veículos acontece em quase todas as ruas das grandes cidades e tornou-se um flagelo no país. É a ação de extorsão e impunidade disfarçada de “economia informal”. Pode parecer, à primeira vista, politicamente incorreto criticar quem está procurando um ganho extra com alguma atividade remunerada, considerando a atual situação de crise econômica e a assustadora onda de desemprego. Porém, é inaceitável existir um “trabalho” que violenta os direitos dos cidadãos comuns usuários das ruas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Refiro-me a essa praga que se alastrou, por pura omissão do poder público, que são os guardadores de carros, também chamados de “flanelinhas”. A grande maioria desses guardadores de carros, usufruindo o espaço público como estacionamento privado, exerce uma atividade no limite da criminalidade e usa a intimidação e o medo dos motoristas para garantir a “taxa” por cada veículo “guardado”. O cidadão dá um troco, não para ter a segurança de seu carro preservada dos ladrões convencionais, mas para não ter seu veículo danificado ou  “aliviado” pelo próprio flanelinha. E olha que, em alguns casos, não é troco não. É uma taxa bem salgada, pois esses meliantes estabelecem a sua própria tabela de preços. Basta ver o que acontece em dia de jogo no Morenão, quando vem jogar aqui grandes times do país.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, medo, insegurança e impunidade não permitem que o cidadão reaja e se negue a pagar pelos serviços dos flanelinhas. Imagine, então, a situação das mulheres ao enfrentar tal pressão. Com certeza, a maioria cede de pronto ao pagar, para não ter seu carro roubado, riscado e danificado de diversas formas. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O contribuinte, que já está entulhado de impostos e taxas, transformando-se em “sócio” do governo, também amplia suas contribuições quando adquire um veículo: seguro obrigatório, seguro particular do carro, IPVA, taxas das “zonas azuis”, pedágios e outros mais. Mesmo assim, nada o preserva do achaque dos guardadores de carro.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No centro da cidade de Campo Grande, a administração municipal também descobriu uma forma engenhosa de por a mão no bolso do contribuinte com os paquímetros, a pretexto de provocar uma rotatividade dos carros ali estacionados e desafogar as ruas. O que espanta é que, mesmo pagando por este estacionamento público, não há por parte da municipalidade nenhuma garantia contra roubos e danos. A lei que criou os tais paquímetros, que é uma prestação de serviço público, deveria também ter criado como contrapartida mecanismos de proteção do usuário. Relegado à sua própria sorte, nesta região central, o motorista ao estacionar seu carro, após registrar com uma chavinha o tempo de espera no paquímetro, logo ouve uma voz chamando “tio, posso olhar o seu carro?”. E você vê um tremendo marmanjo, maior que você, com um estranho sorriso. Muitos são verdadeiros “armários”. O que fazer? Eu geralmente concordo que meu carro seja “olhado”. Quando eu retorno, agradeço o “espertinho” mas não pago pelo “serviço”. Acho que qualquer dia desses  vou “levar o troco”.  Até hoje, só fui xingado (pobre da minha mãe!). Não sei qual será a minha reação diante de uma situação dessas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Também, o sul-mato-grossense que se atreve a visitar a Expogrande, aliás um dos maiores eventos anuais do estado, fica totalmente desprotegido da intimidação (uma forma de violência) e dos achaques dos guardadores de carros e dos estacionamentos improvisados nas redondezas da Acrissul. É feito um verdadeiro cinturão de várias quadras em torno do evento, de modo a só permitir estacionar quem pague R$ 10,00 por vaga. Foi, sem dúvida, um roubo descarado, que prejudicou em muito a frequência deste importante evento. E o que é pior, não vi nenhum carro policial na região para proteger o cidadão comum. Talvez, por isso, ocorreram tantos roubos, vandalismos e arrastões.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Creio que esse e outros tipos de trabalho informal, em vez de aliviar a crise e possibilitar uma alternativa de emprego e renda aos desempregados, acabam mesmo é criando diversos tipos de contravenção, infelizmente tolerada pelas autoridades e pelos cidadãos que vivem sob a pressão da impunidade e do medo. E isso só agrava a crise, jogando nas costas do cidadão, que paga impostos pesados, mais um ônus: o de ter que absorver a crise social.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 12 de abril de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-1151552140226351869?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/1151552140226351869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=1151552140226351869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1151552140226351869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1151552140226351869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/flanelinhas-no-limiar-da-contravencao.html' title='Flanelinhas: no limiar da contravenção (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-811040041458414186</id><published>2009-05-05T17:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:20:27.038-07:00</updated><title type='text'>Quem vai pagar o PAC? (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Apesar de ter sido subestimada pelo governo, classificada como “marolinha”, a atual crise financeira vem arrastando tudo o que vê pela frente, como um assustador “tsunami”. A crise está tão feia que tem gente pulando como gato em teto de zinco quente. O próprio prestígio do presidente Lula já está sentido seus efeitos com quedas sucessivas, como vêm demonstrando as últimas pesquisas de opinião. A cada instante, o governo toma medidas para o seu enfrentamento, injetando dólares na ciranda financeira, prorrogando o IPI dos carros, isentando impostos do setor da construção civil, aumento o imposto dos cigarros. Mas, infelizmente, o desemprego continua aumentando, empresas fechando e, epa!, a corrupção viva e sem dar trégua.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Outra medida governamental que chama muita a atenção, pois a princípio parece ser uma coisa bem vinda, é o lançamento do Plano Nacional de Habitação. É mais um PAC, desta vez, chamado de Minha Casa, Minha Vida, com a estratosférica proposta da construção de um milhão de casas. Quem vai pagar este PAC a história é quem dirá, mas o “pato” com certeza será o povo brasileiro, como sempre.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Porém, o plano provocou certa estranheza ao não definir o tempo de duração, ou melhor, propõe a construção de um milhão de casas sem definir em quanto tempo. É um plano com começo e sem fim. Pode então parecer que, ao não definir o tempo de duração do plano governamental, o próprio governo sabe que lançou um programa de construção que não concluirá. O que é pior, afinal, não se sabe quantas casas Lula conseguirá construir  no período de vigência de seu mandato. Por isso, espero que este programa não esteja focado somente para as próximas eleições.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Na verdade, qualquer família tem como sonho, ou objeto de desejo, a obtenção da casa própria. Agora, mais do que nunca, o governo vai trabalhar com o sonho dessas pessoas. Estou torcendo para dar certo, pois não se pode admitir que as esperanças de muitos sejam frustradas. Pois bem, a construção de casas, em grande escala, vai diminuir (e não acabar) o brutal déficit habitacional, promovendo uma desejada injeção financeira na economia interna e, consequentemente, estímulos à geração de empregos. Mas nem tudo é cor-de-rosa.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O primeiro passo será a formalização de parcerias entre governo federal, estadual e prefeituras para a escolha de local das construções, compra de terrenos geralmente distantes dos centros e sem infraestrutura, como luz, água, transporte, saúde, só para citar os mais visíveis. E quem vai pagar a conta? As prefeituras que estão falidas pela queda brutal dos repasses do FPM? &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A grande verdade, pelo que passa a imprensa oficial (ou pela chamada chapa branca), o próprio governo não tem clareza de como colocar em prática um plano tão ambicioso, que deverá ser formatado com novos estudos. Talvez por isso o programa Minha Casa, Minha Vida causou de imediato tanto alvoroço e desabou em seguida num mar de críticas. Sem perder o direito à crítica, continuo a torcer para que o programa seja um sucesso sem uso eleitoreiro.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Porém, fiquei temeroso ao ouvir a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de maneira não convincente explicar o referido projeto. Pareceu não ter clareza e firmeza no que estava dizendo. Lembrei-me, com horror da ministra Zélia Cardoso de Melo, no governo Collor, tentando explicar perante uma nação estupefata o inexplicável confisco da poupança. Não, de novo não!&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 05 de abril de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-811040041458414186?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/811040041458414186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=811040041458414186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/811040041458414186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/811040041458414186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/quem-vai-pagar-o-pac.html' title='Quem vai pagar o PAC? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-7438466936478329921</id><published>2009-05-05T17:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:18:13.199-07:00</updated><title type='text'>Uma riqueza sul-mato-grossense (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Cheguei em Corumbá em 1971 e fiquei maravilhado com a sua natureza esplendorosa e seu conjunto arquitetônico histórico marcante. Além disso, fiquei extasiado ao degustar uma variedade de peixes de sabores diferenciados e deliciosos. A piscosidade do rio Paraguai, sem igual, que alimentou por centenas de anos a população ribeirinha, hoje já não aguenta mais tanta agressão e depredação. Foi-se o tempo em que, às margens do casario do porto, conseguia-se pescar com facilidade grandes e belos exemplares de muitas espécies. Mas o rio Paraguai é teimoso e continua resistindo ao “vai e vem” de suas enchentes. Creio que seus peixes, de sabor sem igual, são produtos de suas águas cheias de pedras, calcárias e nem sempre barrentas.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Foi ali que pela primeira vez tive a sensação gostosa de saborear um copo de caldo de piranha com uma pimentinha brava. A impressão do boteco do João Piranha não foi das melhores, mas a sua fama de cozinheiro encheu de coragem o jovem professor universitário, recém chegado de São Paulo. Valeu a pena. A partir de então, este pescador de lambaris e tilápias paulistas que vos fala, começou a saborear pintados, dourados, pacus, e outras maravilhas.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Mais tarde passei a frequentar locais obrigatórios de “comilanças” em outras peixarias, como o Ceará, o Lambari do Nelson, infelizmente não mais existente, e a emblemática peixaria do Lulu, com uma comida e tempero insubstituíveis. Nessas lembranças não poderia deixar de mencionar do Mestre João, já falecido, que inventou o prato nacionalmente famoso “Peixe a Urucum”. Ir a Corumbá e não adentrar as velhas portas da peixaria do Lulu é como ir a Roma e não ver o Papa. Assim, sempre que retorno à histórica Corumbá, não perco a oportunidade de fazer um verdadeiro périplo pelos restaurantes locais.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Isso não quer dizer que somente o rio Paraguai apresenta uma piscosidade invejável. Na verdade, Mato Grosso do Sul é uma região privilegiada pela abundancia e qualidade de suas águas, como por exemplo, as bacias do Miranda e do Aquidauana que são também verdadeiros paraísos naturais e com peixes de dar água na boca.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Recentemente estive em Aquidauana por ocasião da inauguração da Base de Pesquisas Históricas e Culturais das Bacias dos Rios Aquidauana e Miranda, num prédio da década de vinte, adquirido e restaurado pela UFMS. Foi neste prédio que se encontrou abaixo do piso uma escada e um túnel. A explicação sobre este intrigante buraco está a cargo de pesquisas realizadas por professores de História e de Arqueologia da unidade da Universidade Federal local.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Como em Corumbá, quando se vai a Aquidauana não se pode deixar de “bater ponto” numa peixaria conhecida como Amarelinho, às margens do rio e do lado da cidade de Anastácio. É um rústico imóvel próximo a bela e histórica ponte que liga os dois municípios. Neste local é oferecida uma peixada única, sem comparação. São servidos inúmeros pratos com peixes variados, fritos, ensopados, à milanesa, caldo de piranha e outras iguarias. O singular desta peixaria, é que os peixes são apresentados ao cliente sob a forma de rodízio. Explico melhor: enquanto o cliente aguentar, os garçons continuam servindo. Vale a pena sair de Campo Grande e almoçar na “princesinha do pantanal”. Creio mesmo que a Fundação de Cultura do estado deveria promover o tombamento como patrimônio imaterial do cardápio o Amarelinho aquidauanense.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A riqueza maior de Mato Grosso do Sul reside, sem dúvida, na prodigiosa natureza de seu território, de seus rios e de seus peixes. Todavia, a minha maior preocupação, que creio ser de muitas outras pessoas, é com a sustentabilidade das bacias fluviais pantaneiras, visto que a degradação ambiental e o manejo inadequado dos seus recursos naturais andam a passos largos.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Os danos ambientais no Pantanal já são grandes e alguns, irreversíveis. Porém, para mim, seria também uma perda irreparável não poder mais saborear a peixada maravilhosa do Amarelinho acompanhado de uma cerveja bem gelada, sentindo o aroma e a brisa que vem do rio ali ao lado.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 29 de março de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-7438466936478329921?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/7438466936478329921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=7438466936478329921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7438466936478329921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7438466936478329921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/uma-riqueza-sul-mato-grossense.html' title='Uma riqueza sul-mato-grossense (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-4062579288087107762</id><published>2009-05-05T17:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:15:52.409-07:00</updated><title type='text'>O carteiro e sua bicicleta (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;O carteiro da minha rua é um sujeito muito simpático, educado, amigo e sempre sorridente. Na parte da tarde é o seu horário de entregar correspondências, quando as têm. Caso contrário passa em frente da minha casa com sua “bike” em alta velocidade. Faça sol, ou chuva, lá está ele de uniforme, chapeuzinho azul e uma mala cheia das diversas correspondências. Sempre quando posso procuro conversar com ele. Pois bem. É um amigo que visita a rua todos os dias e a minha casa quando tem alguma coisa a entregar. Por falha minha não sei o seu nome.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nos tempos atuais e de dificuldades, a função do carteiro também sofreu profundas modificações em seu universo de atuação. A sua tarefa existe desde os tempos remotos, algumas com simbologia marcadamente histórica. Lembro quando estudei história antiga, o episódio contado como lenda que após um combate dos atenienses com os persas, um soldado de Atenas foi encarregado de levar a notícia do resultado e para isso correu aproximadamente 40 km. Cumpriu a sua árdua tarefa, mas exausto caiu falecido. Deste extraordinário feito resultou, como referência, a mais importante modalidade de competição nas Olimpíadas dos tempos modernos – a Maratona.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Levar notícias importantes é uma missão nobre. Antigamente, era mesmo muito difícil. Em Mato Grosso, as cidades do sul, bem antes da divisão, lá pelos idos de 1900-1920, os habitantes da fronteira recebiam cartas e notícias pelos correios do Paraguai. Era mais fácil as cartas navegarem pelo Atlântico, margearem a costa e depois penetrarem o estuário do Prata, para depois subirem o rio Paraguai até Corumbá, do que atravessar as estradas  intransitáveis e perigosas dos sertões de S. Paulo e Goiás. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Desse modo, o carteiro sempre encurtou distâncias, trazendo notícias de parentes distantes ou correspondências amorosas entre outras. Era comum as pessoas ficarem nos portões à espera de notícias, alegres ou tristes, trazidas pelos carteiros que passavam a ser um elemento indispensável da comunidade. O carteiro era esperado com ansiedade e alegria, na maioria das vezes.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nos tempos atuais, foi colocado nas costas deste servidor o peso de ser um cobrador. É através dele que chegam as mais perversas cobranças de luz, água, telefone, impostos e taxas, só para relatar as mais singelas. Notificações de multas de trânsito, carnês do IPTU, do IPVA, boletos bancários, enfim, todo tipo de cobranças. Mas não é só isso.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Tradicionalmente, os cachorros são os piores  inimigos dos carteiros. Alguns sofrem para entregar as cartas, sobretudo quando as casas não possuem as caixas de correio de forma acessível e segura ao carteiro. Não é o meu caso. Meu cachorro até faz festa para o carteiro, decerto por que o confunde com o entregador de pizza, que ele adora. A pizza, não o entregador. Mas, o carteiro, mesmo sendo meu amigo, olha sempre desconfiado pro meu cachorro que, apenas por curiosidade, pesa mais de 60 quilos e parece mais um bezerro.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Apesar das contas, sofridas para serem pagas, o carteiro, meu amigo, é bem-vindo e sempre me lembro de um filme maravilhoso que assisti e que revejo, quando passa na TV: O Carteiro e o Poeta.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para quem não o viu, está perdendo uma rara oportunidade de ver um filme sensível e bem feito. Trata-se da história, mais ou menos verídica, do poeta Pablo Neruda que, banido de seu país pela feroz ditadura militar que tomou conta do Chile após 1973, foi morar numa cidadezinha italiana, à beira do mar. A cidade tinha correio, mas de tão pequena, não tinha carteiro. Porém, para atender ao seu novo morador ilustre, que ocupou uma casa no alto de um morro com vista privilegiada para o mar, foi nomeado um carteiro dentre os moradores locais, especialmente para entregar a farta correspondência de cartas e livros que Neruda recebia com regularidade. E ele tinha o privilégio de usar uma velha bicicleta para subir uma ladeira íngreme. A convivência e a amizade do carteiro com o poeta é o tema principal do filme e o seu momento mais alto é quando o carteiro pede ao poeta para lhe ensinar a fazer poesia. Não vou contar mais, para que aqueles que não viram o filme possam deliciar-se com o enredo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por isso, quando vejo todos os dias o carteiro e sua bicicleta passar pela minha rua, penso em poesia.... &lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 22 de março de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-4062579288087107762?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/4062579288087107762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=4062579288087107762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4062579288087107762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/4062579288087107762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/o-carteiro-e-sua-bicicleta.html' title='O carteiro e sua bicicleta (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-9180857514614039981</id><published>2009-05-05T17:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:13:50.636-07:00</updated><title type='text'>Eu sou Ronaldo! (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Existe uma história sobre um general romano chamado Crasso que foi encarregado de esmagar uma revolta de escravos na Roma antiga. O que Crasso queria como tática de combate, era a cabeça do líder, o famoso Spartacus. Mas Crasso foi infeliz e ficou na história como sinônimo de erro estúpido: ele simplesmente perguntou à massa de escravos enfurecida diante de sua legião, quem era Spartacus. Um escravo adiantou-se e respondeu: eu sou Spartcaus! Em seguida, um a um repetiu o gesto e a frase diante dos soldados incrédulos com a estupidez de seu comandante e com a solidariedade e identificação dos escravos com o seu líder.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Extrapolando os limites da História para o mundo do futebol, e tornando-se alvo das atenções da imprensa no Brasil e também em outros países (em especial na da Europa), um atleta tem demonstrado um exemplo de luta, resistência e superação. Refiro-me, é óbvio, ao jogador Ronaldo que, apesar de ser aclamado de “fenômeno”, é aqui tratado, como deve ser,  como um ser humano com todas as suas virtudes e defeitos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Poucos jogadores na história do futebol passaram por tantas alegrias e ao mesmo tempo por tantas agruras como este atleta. Com uma trajetória futebolística impressionante, ceifada por graves contusões, que pareciam impedi-lo de retornar aos campos de futebol, chegou, por vezes, até o fundo do poço. Superando todas as expectativas, e contrariando os que não acreditavam em seu retorno, conseguiu renascer das cinzas e como “fenix” passar novamente a brilhar no que mais gosta de fazer — jogar futebol. Isso sem contar a sua eterna luta contra a balança. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Saindo ainda jovem do país e já apresentando um belíssimo futebol, foi para a Europa e tornou-se um dos mais importantes e queridos jogadores da atualidade. Considerado por três vezes o melhor jogador do mundo, responsável por vitórias importantes na seleção brasileira, inclusive heroi em copa do mundo, também foi crucificado em outros embates, como foi (nem quero pensar) da sediada na França.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora, após um ano na busca de recuperação de sua última e terrível contusão, está de volta aos gramados. Só que agora nos gramados brasileiros e vestindo a camisa de um time de massa, que conta com uma das maiores torcidas do país, conhecida como “um bando de loucos”. Mesmo sem estar em plena forma física, Ronaldo tem demonstrado, com seus primeiros gols e a nova camisa corintiana, o quanto ele é diferencial em relação à mediocridade que predomina nos campos de futebol deste país. Indagado por um repórter sobre seus gols marcados, apenas respondeu que fazia gols por não ter medo de errar. Ele faz parte de um seleto grupo de gênios com o pé na bola, a exemplo do excepcional Garrincha.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Isso tudo, porém, não deixa de ser a história de um homem que sempre esteve no lugar certo na hora certa. Mesmo assim, a sua vida, separando o seu lado profissional do pessoal, continua conturbada e até mesmo complicada. Ele tem consciência disto, expondo publicamente em entrevistas que o seu lado pessoal não diz respeito a ninguém, ironizando os bisbilhoteiros de plantão, demonstrando não ter a pretensão de transformar-se em exemplo para ninguém. Assim, com palavras simples, em suas entrevistas, deixa grandes lições de vida. É um menino humilde, que quer viver com alegria trazida pelos campos de futebol e pelos palcos da vida. O resto é apenas inveja e maledicências.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O reencontro do Ronaldo com um bonito futebol, já esquecido por muitos (inclusive pela dita seleção brasileira), trouxe uma alegria geral e contagiante independente da cor do time abraçado pelos torcedores brasileiros. É o que se viu nos canais de televisão nos últimos dias. Nunca alguém poderia imaginar santistas, sãopaulinos, flamenguistas, gremistas e demais torcedores brasileiros, inclusive e principalmente palmeirenses, assistindo aos jogos do Corinthians com uma especial atenção.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ele é simplesmente um brasileiro, teimoso e perseverante que insiste em continuar apesar de todas as adversidades. Enfim, um vitorioso que driblou a pobreza e o perverso destino da expressiva maioria do povo brasileiro.Lembrando Euclides da Cunha no clássico “Os sertões”, o brasileiro é acima de tudo um forte.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por fim, fica uma certeza: se Ronaldo é forte e vitorioso, não pela sua conta bancária, mas pela sua determinação, humildade e liderança, cada um de nós gostaria de dizer hoje, como o papel heróico e histórico dos escravos, “eu sou Ronaldo!”.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 15 de março de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-9180857514614039981?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/9180857514614039981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=9180857514614039981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/9180857514614039981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/9180857514614039981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/eu-sou-ronaldo.html' title='Eu sou Ronaldo! (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-7731354372294118001</id><published>2009-05-05T17:10:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:11:51.051-07:00</updated><title type='text'>E o carrinho foi para o brejo (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para uma situação muito feia e difícil existe um ditado popular que a define: “a vaca foi pro brejo”. Não sei quem foi o inventor, mas não deixa de ser uma expressão curiosa e explicativa. Tomo então a liberdade de usá-la, com uma substituição, para exprimir um acontecimento preocupante nesses tempos bicudos. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É a crise batendo nas nossas portas. Coitado do consumidor que acreditou que este terremoto na economia internacional entraria no Brasil como uma “marolinha” presidencial. Isso faz lembrar uma antiga comediante de TV que, com sotaque americano, referia-se à ingenuidade do brasileiro com um refrão que ficou famoso, dizendo “como o brasileiro é bonzinho”. Era uma forma jocosa de dizer que o brasileiro era trouxa e que acreditava em tudo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O tempo passou, mas não a ingenuidade (a de sempre acreditar nas coisas boas) do brasileiro. Estimulados pela propaganda e pela facilidade de conseguir empréstimos bancários, consumidores em larga escala concretizaram o sonho de conseguir um carro novo, desfazendo-se de seus carros usados, como parte inicial do empréstimo. O que eles não previam é que a tal “marolinha” chegariam às suas garagens, vindo em ondas o aumento do desemprego e o alto custo do dinheiro emprestado. Mesmo com as prestações a perder de vista, esses compradores começaram a ficar impedidos de cumprir seus compromissos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como é bem sabido que os bancos não estão aqui para perder dinheiro (basta ver seus balanços anuais publicados na imprensa), começou um festival de tomada dos carros dos incautos consumidores. De fato, a inadimplência atingiu seu maior nível nos sete últimos anos. É claro que os bancos nada perdem, pois além de  receber parte dos empréstimos e altos juros ainda ficam com os carros para serem vendidos novamente em leilões altamente lucrativos. Já os compradores... Bem, perdem as prestações já pagas, o seu carro novo e, o que é pior, já não mais possuem seus velhos carros. Segundo informações públicas, nos últimos meses, mais de 75.000 carros já foram tomados pelos bancos, pela inadimplência de seus clientes. Parece, infelizmente, que esta onda vai demorar a passar. O jeito é se fingir de morto e torcer para não ser também atingido.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para Roberto Troster, da consultoria Integral Trust (Folha de S. Paulo, 27.02.09), “as pessoas estão se endividando no cheque especial e no cartão de crédito para pagar outras dívidas. Isso só agrava o problema da inadimplência”. A situação é grave e precisa de imediato novas e rigorosas medidas corretivas por parte das autoridades governamentais para impedir o aumento da crise e a evolução de suas consequências. É bom lembrar que tudo começou nos EUA, no setor imobiliário com uma especulação desenfreada. No começo a situação foi subestimada e em pouco tempo revelou-se uma avassaladora bomba de efeito retardado e que se espalhou por todo o mundo. A cada hora, novas notícias assustadoras sobre crises, falências e desempregos aparecem na imprensa, provocando cada vez mais intranqüilidade aos trabalhadores e suas famílias. O caso mais recente, com graves consequencias para a economia brasileira, foi a demissão em massa dos empregados da Embraer, aliás, mito do orgulho e da patriotada nacional. E Mato Grosso do Sul não conseguiu ficar blindado perante o avanço da crise, com um aumento visível do espectro do desemprego, com fechamento de firmas, falências, e um assustador “cano” aos fornecedores, em especial, no setor agropecuário. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Neste rastilho de pólvora, estado e município começam a sofrer as agruras  impactantes na arrecadação fiscal, que tendem a cair ladeira abaixo. Como sempre, quem vai pagar o “pato” serão os trabalhadores. Por fim, a vaca para o brejo... ou será a boiada toda?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 08 de março de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-7731354372294118001?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/7731354372294118001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=7731354372294118001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7731354372294118001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7731354372294118001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/e-o-carrinho-foi-para-o-brejo.html' title='E o carrinho foi para o brejo (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-7204859564921738060</id><published>2009-05-05T17:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:09:55.949-07:00</updated><title type='text'>Cadê o meu saquinho de papel? (*)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Muitas décadas atrás um produto veio facilitar a vida do consumidor. Foi uma revolução nos costumes. Foi, porém, uma invenção que emporcalhou todo o hemisfério: o plástico e seus derivados. O produto invadiu as nossas casas e nossas vidas, nos mais diversos produtos e utensílios. Mas fico aqui apenas nos saquinhos de plástico utilizados em todas as atividades comerciais. Sem outra utilidade, após o seu uso imediato, milhões deles são jogados nos lixões da vida.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;De início, e mesmo depois, os setores industriais voltados para a sua produção “esqueceram” (será que é isso mesmo?) de alertar a humanidade que tais produtos demoravam centenas de anos para degradar-se. Isso mesmo. Encheram e continuam enchendo as “burras” de dinheiro sem considerar o prejuízo provocado ao meio ambiente com seus produtos. Esta avalanche de sacos plásticos quase cabou com a utilização de um concorrente precioso: os velhos saquinhos de papel.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;À época, um dos grandes argumentos para desprezar a utilização de saquinhos de papel era que a sua matéria prima saía das florestas nativas. De fato era o que ocorria. Hipocritamente, porém, o desmatamento continua até hoje e por outras razões. Por outro lado, a tendência atual é ampliar áreas de plantio de produtos renováveis, a exemplo do eucalipto, inclusive em terras degradadas e improdutivas. Portanto, está salvo de críticas dos ambientalistas o velho e bom saquinho de papel.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Enquanto isso foi desenvolvida uma política, que entendo correta, de reciclagem de lixo. Era uma forma paliativa de atenuar os malefícios do acúmulo de lixo e muitos municípios partiram para a implantação de usinas de reciclagem, organizando grupos de catadores de lixo como mão-de-obra. Muitos munícipes participaram desta ação social, separando em suas casas, em sacos organizados, o lixo passível de reciclagem. Isso sem deixar de reconhecer, também, que esta categoria de trabalhadores é uma das mais miseráveis da sociedade por tirar o seu sustento e de suas famílias do lixo alheio, inclusive revirando-os nas ruas antes da passagem dos garis.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esta parcela da sociedade raramente é lembrada pelos nossos governantes. Ou melhor, somente em épocas de eleições. Até um restaurante popular perto de um lixão, aqui em Campo Grande, que acalmava o ronco da barriga desses trabalhadores foi recentemente fechado. Agora, parece que a atividade de reciclagem de lixo também está em franca decadência, com queda vertiginosa do preço dos reciclados. É preço da crise que chegou até nós, aquela que Lula desdenhou chamando de “marolinha”. Para os catadores de lixo é o fundo do poço chegando.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Volto a pensar que está na hora, principalmente os supermercados, de começarem a trocar esses nefastos saquinhos de plásticos pelos de papel, mais higiênicos e não poluidores. Alguns supermercados (sempre os espertos!) já propõem aos consumidores a troca dos saquinhos desde que sejam comprados de suas gôndolas os “ecologicamente corretos”. Entendo ser esta proposta uma medida que deve ser levada e aprovada na Assembléia Legislativa, reforçando com legislação para ser cumprida por toda. Acho melhor esta discussão do que a bobagem ocorrida tempos atrás, ao se tentar dar nome de um modelo a um trecho de uma estrada do interior. Aliás, uma bela modelo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Creio ser uma medida arrojada e pioneira, que colocaria o estado de Mato Grosso do Sul num estágio avançado em defesa do meio ambiente e da melhor qualidade de vida de seus habitantes.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por isso tomo a liberdade de dizer: trabalhadores, uni-vos, pelo retorno dos úteis e ecologicamente correto saquinhos de papel.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 01 de março de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-7204859564921738060?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/7204859564921738060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=7204859564921738060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7204859564921738060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/7204859564921738060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/cade-o-meu-saquinho-de-papel.html' title='Cadê o meu saquinho de papel? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-1282914868674927831</id><published>2009-05-05T17:02:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:05:06.479-07:00</updated><title type='text'>Será que este é o preço do progresso? (*)</title><content type='html'>&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que traz satisfação a um articulista é saber que suas idéias e posições estão sendo observadas pelo leitor. Isso fica mais forte ainda quando o leitor abre as cortinas do anonimato para expor as suas idéias no espaço reservado aos leitores da coluna. Desse modo, agradeço a leitora Leila (foi a sua identificação) pela coragem e resistência em chegar até o fim de um dos meus artigos e, acima de tudo, fazer um significativo comentário.  É por este estímulo que continua viva, todas as semanas neste jornal, a coluna Faca Amolada. Aliás, coleciono todos os comentários dos leitores que são inseridos nesta coluna. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O motivo da manifestação da amiga Leila foi um artigo sobre a violência no trânsito, permitindo a ela uma reflexão sobre a violência que tem marcado o cotidiano de nossas vidas. Uma violência presente a todo instante e mais próxima de nós como muita gente não percebe. De fato, é comum sentir a violência quando se é atingido. Parece que nesse mundo de individualismo exacerbado, a solidariedade e o humanismo deixaram de ser praticados por todos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Lembro de uma antiga história, que reserva uma moral política, contada por um observador. Penso (se a memória ainda vale alguma coisa), que a li em algum escrito de Brecht (os meus leitores que me perdoem). É uma historinha longa, mas vou resumi-la com as minhas palavras. “A Polícia veio um dia e prendeu o meu vizinho. Ele era judeu. Como não sou judeu, não gritei. No dia seguinte, a polícia veio outra vez e prendeu outro vizinho. Era um comunista. Como não sou comunista, também não gritei” A história continua com o vai-e-vem da polícia e de suas prisões. E a história termina de forma melancólica: “Finalmente, a polícia veio outra vez e eu fui preso. Aí, não tinha mais ninguém para gritar por mim”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esta fábula retrata o nosso mundo, uma sociedade onde predomina o egoísmo e individualismo. É sempre pensar que a brasa que queima o pé do meu vizinho não vai também me queimar. A moral disso tudo é que não se pode ser conivente com a injustiça e com atos de violência. É preciso gritar e fazer cobranças ao poder público, pois, quem sabe, os governos de plantão possam ouvir o clamor do povo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Na verdade, a população de nossas cidades vive acuada, intimidada pela violência das ruas, transformando suas residências em verdadeiras prisões, com muros altos, cerca elétrica, circuitos internos de televisão, guardas e outras invenções de segurança. Será isso o preço do progresso e da modernidade? No entanto, os altos impostos que pagamos não são investidos em mecanismos necessários para garantir o mínimo de segurança e qualidade de vida urbana.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O fato da leitora Leila fazer um desabafo sobre a violência, que vitimou um de seus familiares, já a voz de quem não quer se calar. Ela relata que a vítima estava na calçada em frente à sua casa com amigos, tomando tereré (um hábito fronteiriço que se alastrou por todo o estado), e foi abordada por dois assaltantes armados que, além do prejuízo material, agrediram-na de forma física e psicológica. E conclui, com tristeza, que Campo Grande tornou-se uma cidade fria, perigosa e violenta. Taí uma situação revoltante que pode e deve ser enfrentada por uma sociedade organizada e solidária.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Fico a pensar como este país tropical é incoerente. O governo fez uma campanha para o desarmamento. Tudo bem. Mas a piada é que só devolveram as armas pessoas de bem. Desconheço um só bandido que tenha devolvido a sua arma. O resultado está aí para todo mundo ver: a bandidagem está mais armada do que nunca e os homens e mulheres de bem, indefesos. Só nos resta gritar... &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 22 de fevereiro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;span id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-1282914868674927831?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/1282914868674927831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=1282914868674927831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1282914868674927831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/1282914868674927831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/sera-que-este-e-o-preco-do-progresso.html' title='Será que este é o preço do progresso? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-3688180361155651067</id><published>2009-05-05T17:00:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:02:29.533-07:00</updated><title type='text'>E para beber, não vai nada? (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os marxistas  repetiram por décadas  que o “capitalismo gera os germens de sua própria destruição”. Muitos acreditaram nesta máxima e, inclusive, morreram por ela.  Outros menosprezam essa análise e acreditam na perenidade e na vitória final do capital. Entretanto, a capacidade do sistema de auto-preservar-se e de driblar as suas crises e depressões tem sido, historicamente, surpreendentes.  A cada uma dessas crises, novos artifícios e mecanismos são criados, e o capitalismo prossegue o seu caminho, para a alegria dos espertalhões e a miséria de uma grande massa de espoliados. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Uma estratégia muito eficiente dos países capitalistas mais desenvolvidos tem sido transferir suas crises, exportando-as para as economia de países dependentes, pobres e subdesenvolvidos, que ficam com o ônus maior destes desequilíbrios em suas economias. São países da Ásia, África e América do Sul que pagam o preço desta política, retardando o crescimento e sustentando a má qualidade de vida de suas populações, reproduzindo miséria, fome e atraso tecnológico. Isso sem falar das dezenas de guerras locais e guerrilhas em países miseráveis e subdesenvolvidos, que fazem a alegria da indústria armamentista internacional.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O mês de setembro do ano passado começou a desenhar uma quebradeira financeira sem precedentes nas últimas décadas atingindo o coração do sistema capitalista vigente: as bolsas de valores e os bancos, coqueluche do mercado financeiro. Após um período de farra de negócios e irresponsabilidades, veio o tsunami econômico. Falências e quebras de grandes bancos e empresas outrora sólidas afetaram imediatamente os trabalhadores desses setores atingidos, provocando um assustador desemprego, que se alastra indistintamente pelo mundo afora. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Tudo isso começou na maior potência do mundo, os EUA, com falcatruas no seu mercado imobiliário e as famosas “pirâmides” (correntes) financeiras. Mesmo sendo subestimada de início, a crise espalhou-se rapidamente como um rastilho de fogo em palha seca,  levando a tragédia aos países e populações mais pobres.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que chama a atenção neste sistema perverso, é que quando as grandes riquezas eram acumuladas ou nasciam empresas milionárias da noite para o dia no mercado mundial, não se pensou em nenhum momento em redistribuir entre os trabalhadores os lucros fabulosos e dividendos espetaculares obtidos em operações nas bolsas de valores. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora, uma solução milagrosa veio à tona para minorar as consequências da crise. A brilhante idéia é  “socializar” as perdas financeiras para evitar demissões dos trabalhadores e salvar a economia. E quem vai pagar o pato é o trabalhador de salário mensal e carteira assinada.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Um “acordo”, do tipo “corda-e-pescoço” começou a ser feito entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e a empresa Valeo, do município de Santo André, já aprovado pelos trabalhadores temerosos do fantasma do desemprego. Assim, 400 operários desta empresa, em assembléia e votação aberta, concordaram não só em reduzir a jornada de trabalho, como seus próprios salários.  Este acordo resultou em reduzir a jornada em 18,9 % e  15 % os salários,  por 90 dias, prazo a ser prorrogável e, de quebra, a “generosidade” de manter a estabilidade por 135 dias. Pobres trabalhadores! A incerteza do futuro levou-os a abrir mão das garantias trabalhistas existentes desde o governo de Getúlio Vargas. Este foi o primeiro acordo desta natureza e, com certeza, não será o último.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Estas incertezas e propostas indecentes também caminham a passos largos em Mato Grosso do Sul. O mesmo tipo de acordo já está sendo debatido na Federação das Indústrias de MS. Segundo informações da imprensa, a proposta está girando em torno de 25 % da redução da jornada de trabalho e, pasmem!, o mesmo índice para os salários, apresentadas ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Campo Grande e Região. Levando-se em consideração que somente no mês passado ocorreu a demissão de 15 mil trabalhadores no estado, as perspectivas não se apresentam nada boas para a região sul-mato-grossense.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Na verdade essa situação de crise profunda e cruel, que já atingiu o país, está muito longe da “marolinha” do discurso do presidente Lula. Vejam como a história não perdoa: o presidente está hoje muito longe do líder sindical, que em São Bernardo comandou a grande greve dos metalúrgicos pelas melhorias de suas condições de vida e de trabalho, ainda em épocas terríveis de ditadura militar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quem diria...... Agora, em nome de uma grande estratégia para passar de leve pela turbulência e quebradeira financeira, um verdadeiro tsunami que está varrendo para o ralo um número significativo e ainda desconhecido de grandes, médias e pequenas empresas e negócios, surgem os “gênios” economistas a corroborar as previsões lulistas, com a sutil (e indecorosa) proposta para que os empresários entrem com a corda e os trabalhadores com o pescoço, para não dizer outra coisa. E para beber...?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 15 de fevereiro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-3688180361155651067?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/3688180361155651067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=3688180361155651067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3688180361155651067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/3688180361155651067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/e-para-beber-nao-vai-nada.html' title='E para beber, não vai nada? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6915483335589032356</id><published>2009-05-05T16:48:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T17:00:18.906-07:00</updated><title type='text'>Gasolina adulterada: prisão neles? (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O Brasil é um grande paraíso recheado de coisas mal feitas e incômodas. Uma delas é o combustível, gasolina ou diesel, que movimenta a economia deste país. Porém, este combustível tão vital para a vida de todos nós, sempre foi e continua sendo tratado com muita irresponsabilidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O primeiro aspecto é o seu preço exorbitante, aliás, um dos mais altos preços do mundo. Longe de se levar em conta o seu significado estratégico, o que move este grande negócio é o lucro, conquistado muitas vezes com manobras nada convincentes. Tempos atrás, o preço do barril superou o patamar de 150 dólares. Foi um terremoto de argumentos para justificar o alto custo do preço da gasolina. Pois bem. Agora o preço do barril baixou um terço do seu valor. Mas o cinismo da política econômica não transferiu a queda do preço da gasolina no mesmo índice. Ou seja, alguém está levando um lucro extraordinário.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Outro engodo muito comum é a qualidade da gasolina oferecida ao consumidor, muitas vezes adulterada. Para ampliar a margem de lucro, é claro com exceções, comerciantes inescrupulosos têm adicionado ao combustível, uma série de porcarias, até uma porcentagem de álcool acima do permitido. Já é comum ver nas ruas motoristas suando e sofrendo para fazer seus veículos obedecerem a pressão nos aceleradores. Em muitos casos, os prejuízos chegam a grande monta com a danificação dos motores. O que fazer? Quem vai pagar a conta? Ou, como diz a velha piada, reclamar para o bispo?&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Infelizmente, o individualismo da sociedade brasileira faz com que a reclamação, quando ela existe, parte somente por quem foi atingido por esta praga. Até este escriba já foi vitimado por este crime contra a economia popular. E não foi uma única vez. Mas já inclui estes postos na minha lista de comerciantes desonestos. E faço mais. Divulgo esta pilantragem, boca a boca, entre meus amigos. Entendo que se cada um fizesse a sua parte, pondo “a boca no mundo”, a nossa sociedade viveria melhor. Só para citar um exemplo, em uma das minhas andanças pelo interior, voltei com meu carrinho encima de um caminhão guincho.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Parece que esse clamor sobre a impunidade chegou ao Congresso Nacional. Já tramita no Senado um projeto de Demóstenes Torres (DEM-GO), que propõe a punição aos comerciantes desonestos que vendem combustíveis adulterados. Este projeto, apresentado em 2005, ainda está tramitando nas comissões necessárias para ser levado à discussão no plenário. Como punição, o comerciante “pego com a boca na botija” recebe uma declaração de inaptidão para inscrição no Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ). É um castigo para a vida de qualquer empresa. Porém, esta punição que atinge mortalmente o funcionamento da empresa deveria estender-ser aos seus proprietários, criminalizando-os por seu nefasto procedimento. Entre as punições com a suspensão do CNPJ estão a impossibilidade de empréstimos bancários; a perda de benefícios fiscais; a impossibilidade de se fazer aplicações financeiras e proibição de participação em licitações do governo. No entanto, como neste país tudo se arranja e se ajeita, em pouco tempo esses vigaristas abrem outra firma com um novo CNPJ, e a novela começa de novo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;No entanto, como este assunto contraria interesses poderosos que, com certeza, financiarão uma pressão extraordinária de lobistas, a demora em sua tramitação promete ser longa e difícil. Enquanto isso, os consumidores continuarão a sofrer a ação desses maus comerciantes. Por isso defendo que o melhor local para hospedar esses espertalhões ainda é a cadeia. Simplesmente isso.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 08 de fevereiro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6915483335589032356?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6915483335589032356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6915483335589032356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6915483335589032356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6915483335589032356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/gasolina-adulterada-prisao-neles.html' title='Gasolina adulterada: prisão neles? (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-6937870920240042875</id><published>2009-05-05T16:46:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T16:48:31.347-07:00</updated><title type='text'>A justiça do 44 (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;A conquista da fronteira oeste (Mato Grosso do Sul) foi uma aventura consolidada na ponta da espada e na fumaça das armas. Isso ultrapassou os períodos colonial e imperial, acentuando-se com a fase da guerra com o Paraguai. A República Velha e o início do Estado Novo também não foram diferentes. Foi uma história de lutas armadas quando se mesclaram interesses políticos e econômicos de coronéis rurais e um  banditismo endêmico, também rural. Como se dizia nesses tempos, foi uma história em que predominou o “baraço e o cutelo”. Esta emocionante aventura, com certeza, seria pano de fundo para um belo ciclo cinematográfico brasileiro, como ocorreu com a ocupação do oeste nos Estados Unidos. Infelizmente, talvez por um preconceito cultural este “veio” de histórias não foi aproveitado. Burrice dos nossos cineastas, inclusive os regionais.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Pois bem! Estes fascinantes acontecimentos marcaram de forma incontestável a ocupação da fronteira, influenciou a sua história, seus costumes e as atividades culturais de toda uma geração de migrantes que participaram do processo de ocupação da região. A violência passou então a ser um elemento presente no cotidiano regional. Por isso, a arma de fogo foi um componente fundamental e primordial no vestuário deste homem fronteiriço. Os relatos da época registraram que este homem somente se completava se tivesse uma arma de fogo na cintura. Veja bem, podia andar sem sapatos ou sem botas, mas não ficava sem uma arma que representava, em última instância, a sua ostentação de poder e virilidade. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Foi um período de total impunidade, onde a tolerância à violência dos “coroneis”, dos revolucionários e do banditismo demonstrou, por outro lado, o quanto eram sutis os limites que separavam o crime e a transgressão das práticas políticas e da atuação repressiva das autoridades locais. Nesse sentido, as leis, os códigos morais da sociedade e a ação do governo estadual que pressupunha a manutenção da ordem, da segurança individual e da tranquilidade pública, adquiriram um alto nível de abstração e de relatividade.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Um exemplo, entre muitos, que merece ser registrado por sua curiosidade, foi noticiado no jornal O Progressista, de Campo Grande (15.6.1933), descrevendo um júri em Bela Vista. Neste júri foram julgados vários réus, em sua maioria por assassinato. Segundo o jornal, estavam soltos e hospedados nos hoteis da cidade e até mesmo em casas de autoridades locais. Conforme o mesmo jornal, “do hotel, em que se abrigou o referido juiz, era hospede um dos criminosos de morte, que ocupava um quarto contíguo ao do honrado magistrado e no mesmo salão e às mesmas horas faziam todas as refeições diárias”. Durante as sessões, muitos réus, por curiosidade, assistiam pelas janelas o que ocorria no recinto do júri. Finalizando a noticia, registravam que tanto os réus como jurados e expectadores traziam à cintura seus “inofensivos” revólveres.  Em tal situação, não foi surpresa a absolvição de todos os acusados.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Em recente palestra na Academia Sul-mato-grossense de Letras, o ex-presidente da república, José Fragelli, relatou a sua vida profissional, ainda na juventude, exercendo o cargo de promotor na pequena cidade de Campo Grande. Em uma sessão de júri, estavam sendo julgados por assassinatos alguns membros do grupo dos famosos “Baianinhos”. Apesar de sua ação acusatória, e mesmo provando a culpabilidade dos crimes, todos foram absolvidos. Segundo Fragelli, ao acusar um deles do assassinato de 12 pessoas, o réu teve uma reação violenta e intempestiva, falando aos berros: “É mentira, não foram 12. Foram apenas 8!”.Ainda sob os sorrisos amarelos dos ouvintes, concluiu que era uma época onde prevalecia a impunidade. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 01 de fevereiro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-6937870920240042875?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/6937870920240042875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=6937870920240042875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6937870920240042875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/6937870920240042875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/justica-do-44.html' title='A justiça do 44 (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-2802834693995598728</id><published>2009-05-05T16:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T16:46:14.502-07:00</updated><title type='text'>No fio da navalha (*)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Cresci ouvindo dizer, como um fato consumado e não discutido, que na história brasileira não existiam guerras, nem violência ou derramamento de sangue, uma terra “abençoada” sem cataclismos como terremotos e muitas outras tragédias. Inúmeras abordagens, defendendo tais posições ou questionando-as, foram recorrentes em artigos e em livros publicados em prosa e verso. Alguns, pelo seu significado histórico e sociológico, provocaram polêmicas e grandes repercussões e tornaram-se referências obrigatórias ao estudo e compreensão do processo histórico da formação do povo brasileiro.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Entre o ineditismo e o brilhantismo destas obras, posso citar, sem enquadra-los numa vertente ou outra, os historiadores Sergio Buarque de Holanda, José Honório Rodrigues e o sociólogo Gilberto Freyre que produziram obras clássicas em um tempo já distante.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Holanda, um intelectual brilhante, enveredou pela compreensão do “homem cordial” nas raízes da construção da história brasileira. Sua produção historiografia, apesar de pequena, foi de fundamental importância, influenciou gerações de historiadores brasileiros e até hoje provoca estudos e polêmicas. Pesquisador meticuloso, no início de carreira chegou a pesquisar documentos do século XVIII no velho arquivo de Cuiabá. Lá, obteve a informação da existência em Corumbá do testamento de um bandeirante. Já na Cidade Branca, teve a triste notícia de que o documento tinha sido queimado como papel velho. Mesmo idoso, jamais se conformou com uma perda tão preciosa.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;O outro historiador, José Honório, também diplomata, voltou-se para uma vasta produção de estudos da história colonial e imperial brasileira. Marcou posição no cenário historiográfico ao discutir a questão polêmica da existência de uma “história cruenta” e de uma “história não cruenta” na história brasileira. Foi Honório que abriu e influenciou um leque de estudos sobre violência, permitindo uma revisão de fatos importantes do nosso passado. Enfim, defendia que as transformações históricas não existiriam fora do contexto da violência..&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Em outra linha de explicação das raízes do povo brasileiro, Gilberto Freyre produziu um também brilhante estudo sociológico defendendo a existência na economia colonial açucareira nordestina de uma “democracia racial”. Afirmou que entre a casa grande dos senhores de engenho e a senzala, onde ficavam depositados os escravos, houve uma permanente relação racial e sexual. Dessas relações resultaram uma miscigenação marcante para a formação inter-racial e intercultural do povo brasileiro.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Muitos outros pensadores estudaram, ou continuam estudando, a questão da “violência” e da “não violência” na história brasileira. Na verdade, como explicar a colonização sem levar em conta o período de escravidão negra e do enfrentamento e escravidão dos nativos da terra, com a consequente extinção de tribos indígenas? Depois, o Brasil envolveu-se na trágica guerra com o Paraguai, de uma violência incalculável, que provocou massacres de todos os lados. Também, no período republicano não foi diferente. Assim, com as mais diversas nuances, a violência sempre esteve presente em nosso cotidiano. No entanto, é preciso distinguir a violência política da violência do cotidiano. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Hoje, a violência do cotidiano, que não é mais política, está presente ao nosso lado, em cada esquina, como algo banal que não surpreende mais ninguém. Basta ligar a televisão. O que se vê, por exemplo, é a barbárie no Rio de Janeiro, com cenas explícitas de guerra civil. Mas não é um caso isolado e incomum. Foi assustador dias atrás ver um arrastão em Praia Grande (SP) de mais de 1500 pessoas depredando, quebrando e roubando pelas ruas desta cidade praiana. O espantoso é que neste bando de malucos não tinha somente bandidos, mas junto a eles, também, em maior número, turistas oriundos do interior do estado. Estavam ali para passarem as férias. Dias depois, ocorreram os mesmos tumultos em São Vicente.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Também passou a ser comum ocorrências de saques nas mais diversas partes do país. Aqui mesmo em Campo Grande, houve saques recentes, fruto de acidentes rodoviários. Em um desses casos, pessoas carregaram pra casa sacos de milho contaminado por pesticidas agrícolas. Em outro, mais recente, foi a vez  de arroz espalhado pelo asfalto. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;Crise, fome, violência, intranqüilidade são, sem dúvida, parceiras indigestas de qualquer sociedade. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 25 de janeiro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-2802834693995598728?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/2802834693995598728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=2802834693995598728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2802834693995598728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2802834693995598728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/2009/05/no-fio-da-navalha.html' title='No fio da navalha (*)'/><author><name>VALMIR BATISTA CORRÊA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04898950529562252113</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_FmYRneOTMyw/R8IrcLx1FUI/AAAAAAAAAAM/GC-u8MbRBGE/S220/Valmir+Corr%C3%AAa+-+foto+JC.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8068309725551325762.post-2242128509592830735</id><published>2009-05-05T16:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T16:44:01.982-07:00</updated><title type='text'>A hora e a vez do Rio Miranda (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Parece que o calvário que resultou no atual estagio de degradação do rio Taquari e seus arredores não terminou e muito menos serviu de alerta à convivência das atuais gerações com o ecossistema pantaneiro. Na histórica ocupação luso-brasileira da região dos pantanais mato-grossenses (refiro-me à época da existência de indígenas nesse mesmo espaço geográfico, antes da conquista européia), o rio Taquari já tinha um papel fundamental como via de comunicação e transportes.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Porém, o Taquari que por natureza é um rio de delta espraiado, não resistiu à secular agressão dos homens e o resultado todos nós estamos assistindo. No século XIX, um presidente da província de Mato Grosso já se preocupava com o assoreamento deste rio e alertava para os entraves da navegação naquela época, vital para a sobrevivência de todos os seus habitantes. Hoje, não é muito diferente, apenas piorou a sua situação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pobre Taquari, nos últimos tempos esteve à mercê de projetos mirabolantes que não saem do papel e de verbas que nunca chegam. Mas, já está se desenhando um “projetão” em 2009 para salvar o Taquari na ordem de R$ 54 milhões. Será que desta vez vai?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;De fato, um projeto de tal envergadura, para reverter o processo de degradação da região, requer como contrapartida uma parceria e um comprometimento de toda a população sul-mato-grossense. Ou seja, o renascer do Taquari deve ser uma questão de honra para todos nós.  Porém, é triste constatar que esta esperança não se confirma no dia-a-dia. Parece até que a questão da sobrevivência do Taquari é algo muito distante e que não nos diz respeito. Diz sim, e não pode ser tratado como uma questão isolada.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O primeiro passo é o governo estadual desenvolver uma política pública prioritária, com uma maciça divulgação sobre a necessária recuperação e preservação do Taquari e seu entorno, entre seu próprio corpo administrativo. Depois, estende-la à sociedade organizada, como associações e sindicatos, clubes de serviços e entidades religiosas. E, finalmente, transformar a questão em matéria obrigatória de discussões, estudos e trabalhos escolares. Somente as novas gerações, marcadamente crianças e adolescentes estudantes, desenvolverão uma nova atitude diante do problema, com consciência política, manifestações de cidadania e, em especial, com a possibilidade de viver um novo tempo de valorização e preservação do meio ambiente, ou do que vai sobrar dele. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Não me refiro à atitude xenófoba que defende o meio ambiente de modo intransigente e intolerante, excluindo a presença humana. A solução viável é a convivência possível do homem com a natureza e a interação harmoniosa de ambos, respeitados os dois lados desta mesma cadeia de vida. A ciência e a tecnologia que o homem desenvolveu até agora pode e deve ser o elemento transformador que torne realidade a preservação dos recursos naturais. É o que se chama de desenvolvimento sustentável. Aí, sem dúvida, a questão do Taquari deixa de ser uma questão localizada e passa a ser um problema de todos os brasileiros, em todos estágios, do regional ao nacional.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas, infelizmente, parece que a tragédia exemplar do rio Taquari não serviu ainda para conter a sanha dos gananciosos. Outros rios da bacia do Paraguai também estão sujeitos ao mesmo risco e encontram-se hoje no limiar do enfrentamento com a irreversível degradação ambiental.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Recentemente, o jornalista Silvio Andrade publicou uma assustadora reportagem sobre o perigo que enfrenta o rio Miranda e o seu já atual estágio de degradação (Correio do Estado, 14.12.2008). Pobre rio Miranda, apesar desta impactante reportagem, parece que o problema passou de forma despercebida. Nenhuma repercussão se viu até agora, nenhuma manifestação do poder público sobre o assunto, seja para contestar ou para tomar alguma providência. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;De fato, é a demonstração, mais uma vez, da ausência de uma política consistente de preservação ambiental, pois o que está ocorrendo com o Miranda não é novidade, é fato recorrente em várias partes do país. Parece que o jornalista registrou fatos comuns e repetitivos ocorridos em todas as regiões em processo de ocupação desenfreada: assoreamento incontrolável dos rios, no caso o Miranda, a extinção de suas matas ciliares para a implantação da pecuária e atividades turísticas, provocando a consequente ocupação desordenada de suas margens e trazendo como parceria maléfica a contaminação das suas águas (acrescido, mais recentemente pela implantação da cultura de arroz irrigado). Cabe ao poder público uma resposta imediata ao alerta de Silvio Andrade com uma fiscalização rigorosa e também, é óbvio, com uma ação de orientação educacional. Caso contrário se verá uma triste reedição do drama interminável do velho Taquari.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Contudo ainda está em tempo de evitar o pior. Basta querer.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" align="right"&gt;Valmir Batista Corrêa&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no Jornal da Cidade (&lt;a href="http://www.jornaldacidadeonline.com.br/"&gt;http://www.jornaldacidadeonline.com.br/&lt;/a&gt;), de Campo Grande (MS), em 18 de janeiro de 2009.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" id="Lb_conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8068309725551325762-2242128509592830735?l=valmirbatistacorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valmirbatistacorrea.blogspot.com/feeds/2242128509592830735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8068309725551325762&amp;postID=2242128509592830735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2242128509592830735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8068309725551325762/posts/default/2242128509592830735'/><link rel='alternate' t
